<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831</id><updated>2012-02-16T05:43:06.479-02:00</updated><category term='filosofia'/><category term='Aristóteles Omorris'/><category term='política'/><category term='Reforma ortográfica'/><category term='cultura'/><category term='Literatura'/><category term='índios'/><category term='identidade nacional'/><category term='Amazônia'/><title type='text'>Blog do Cabral</title><subtitle type='html'>Aqui tem de tudo: futebol, humor, literatura, política... Quer dizer, quase tudo. Não tem decoração, moda, culinária, plantas... Não que eu tenha algo contra, é que... Sei lá... Acho que você entendeu.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>132</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7353656508824912811</id><published>2011-12-28T18:25:00.001-02:00</published><updated>2011-12-28T18:31:41.145-02:00</updated><title type='text'>DICAS (ACUMULADAS) DE LIVROS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Falta de tempo, desleixo, pura malandragem... São muitos os motivos pelos quais este blog encontra-se tão desatualizado. Para compensar (como se alguém estivesse sentindo falta...), aqui vão algumas dicas, juntinhas num mesmo post.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;b&gt;DAYTRIPPER - &lt;/b&gt;Prova viva da maturidade alcançada pelos quadrinhos (algo que aconteceu há muito tempo, mas longe da percepção da maioria), a obra dos irmãos brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon foi lançada originalmente em inglês pelo conceituadíssimo selo norte-americano&lt;b&gt; Vertigo&lt;/b&gt;. O mesmo que foi responsável pelo lançamento do nome do britânico Neil Gaiman, que revitalizou o personagem Sandman em 1989.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;O livro fala das muitas vidas e mortes de Brás, um personagem cujo nome é uma explícita homenagem a Machado de Assis. O resultado, acredito, deixaria orgulhoso o Bruxo do Cosme Velho. Gabriel e Fábio, antes e depois de &lt;i&gt;Daytripper&lt;/i&gt;, já fizeram muitos trabalhos para diversas editoras dos EUA. Curiosidade: o Brás é a cara do Chico Buarque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Para mais detalhes, favor clicar neste&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.paninicomics.com.br/web/guest/productDetail?viewItem=670349"&gt;link&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;b&gt;O PRÍNCIPE MALDITO -&lt;/b&gt; Mais um livro da imaginária série "Coisas que nossos livros de história do tempo da escola não contam". A historiadora Mary Del Priore nos presenteia com mais uma bela obra, uma nova e esclarecedora viagem ao passado. Assim foi possível conhecer a fascinante e estranha história do quase-imperador Dom Pedro III.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Pedro de Alcântara Augusto Luis Maria Miguel Rafael Gonzaga de Bragança Saxe e Coburgo, primeiro filho da princesa Leopoldina e de seu marido gringo, Luis Augusto Maria Eudes de Saxe e Coburgo, não era o primeiro na linha sucessória. Na sua frente estava a princesa Isabel (aquela da Lei Áurea). Como esta demorava a engravidar do também gringo conde Gastão D'Eu, o povo (ou os cariocas?) tornara-se simpático à ideia de que a coroa passasse a ornar a cabeça loura (mas um tanto quanto desequilibrada) de Pedro Augusto depois que Dom Pedro II morresse. Além do mais, a popularidade de Isabel era uma mescla daquela conquistada no final do segundo mandato por Bush Filho e FHC.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Mas a princesa, enfim, teve um filho, ou seja, a continuidade da dinastia estava garantida para além da morte dela. Então já não fazia sentido repassar a primazia da sucessão ao sobrinho da herdeira. Mas as articulações continuaram. Gente de dentro do governo e do Exército era favorável à coroação do jovem príncipe, por não concordar com a carolice de Isabel e com as maracutaias protagonizadas pelo Conde D'Eu. Dizia-se, aliás, que ele, o gringo, é quem governaria o país, algo inaceitável para os nacionalistas. A autora relata também os desmandos no conde durante a Guerra do Paraguai, fatos que em nada ajudaram em sua imagem perante os brasileiros e os militares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;A rivalidade dentro da família imperial, as intrigas políticas, as negociações, a busca de apoio entre ministros e senadores (vixe, tá parecendo coisa que a gente conhece muito bem...), tudo isso ficou para trás com a proclamação da República. A corte foi expulsa do Brasil, ganhamos um presidente, eleições e o príncipe Pedro Augusto perdeu definitivamente a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Saiba mais sobre esse saboroso livro indo a esta &lt;a href="http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=542"&gt;página&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;b&gt;NOTAS SOBRE GAZA -&lt;/b&gt; Outro ótimo lançamento de 2011 foi &lt;i&gt;Notas sobre Gaza&lt;/i&gt;, do jornalista/desenhista maltês Joe Sacco. Depois de escrever (e desenhar) sobre as crises mais recentes na Palestina, Sacco resolveu, assim como Mary Del Priore, voltar no tempo. De tanto ouvir falar sobre o massacre de 1956 na Faixa de Gaza, perpetrado por militares israelenses, ele resolveu pesquisar o assunto. O resultado é mais uma obra-prima dos quadrinhos jornalísticos (se é que existe tal categoria...).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Sacco também escreveu sobre os conflitos na Bósnia e, a exemplo do Oriente Médio, viveu com os nativos, conversou com eles, tirou fotos, fez anotações, correu riscos e, enfim, conseguiu atingir, em minha opinião, o patamar de um John Hersey, de um Gay Talese (favor não deixar de ler também estes dois monstros do jornalismo literário - ou da literatura jornalística?). &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Para mais detalhes: &lt;a href="http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=65021"&gt;http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=65021&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Menção honrosa também para o novo livro do Fernando Morais (&lt;i&gt;Os Últimos soldados da guerra fria&lt;/i&gt;), &lt;i&gt;O Sonho do celta&lt;/i&gt; (Mário Vargas Llosa), &lt;i&gt;Hitler&lt;/i&gt; (Ian Kershaw) e, claro, todos as obras sobre os 30 anos do título mundial do Mengão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: -webkit-auto;"&gt;Sobre o grande ano dos quadrinhos no Brasil, uma das melhores fontes é o &lt;a href="http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/arch2011-12-01_2011-12-31.html#2011_12-27_17_02_06-135059040-28"&gt;Blog do Paulo Ramos&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0lIPHF-J2WA/Tvt4T6VSrPI/AAAAAAAAAEs/JUpwiuH7tXM/s1600/Daytripper.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-0lIPHF-J2WA/Tvt4T6VSrPI/AAAAAAAAAEs/JUpwiuH7tXM/s1600/Daytripper.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-DN7J5ux8_CE/Tvt4XARierI/AAAAAAAAAE0/in5w1pzCbaM/s1600/principe-maldito.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" src="http://2.bp.blogspot.com/-DN7J5ux8_CE/Tvt4XARierI/AAAAAAAAAE0/in5w1pzCbaM/s320/principe-maldito.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SzVVI0VlQ0g/Tvt4aFQm0_I/AAAAAAAAAE8/H99d7GGrYcI/s1600/Notas+Gaza.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-SzVVI0VlQ0g/Tvt4aFQm0_I/AAAAAAAAAE8/H99d7GGrYcI/s320/Notas+Gaza.jpg" width="238" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7353656508824912811?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7353656508824912811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/12/dicas-acumuladas-de-livros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7353656508824912811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7353656508824912811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/12/dicas-acumuladas-de-livros.html' title='DICAS (ACUMULADAS) DE LIVROS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0lIPHF-J2WA/Tvt4T6VSrPI/AAAAAAAAAEs/JUpwiuH7tXM/s72-c/Daytripper.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4732639157370027327</id><published>2011-07-21T17:04:00.001-03:00</published><updated>2011-07-21T17:05:46.428-03:00</updated><title type='text'>GOIÁS NA OBRA DE MACHADO DE ASSIS</title><content type='html'>&lt;div class="" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2b9cGYWUgBg/TiiFHGT3yvI/AAAAAAAAAD4/InTLYIZl35w/s1600/Machado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-2b9cGYWUgBg/TiiFHGT3yvI/AAAAAAAAAD4/InTLYIZl35w/s1600/Machado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Uma província tão periférica em relação à corte brasileira, no século XIX, quanto as cidades amazonenses da fronteira com a Colômbia nos dias de hoje, Goiás, mesmo assim, cavou espaço na obra do nosso maior escritor. Não consta que Machado de Assis tenha passado pela terra do pequi, mas o conto &lt;i&gt;A Parasita Azul&lt;/i&gt;, publicado no livro &lt;i&gt;Histórias da Meia-Noite&lt;/i&gt;, foi ambientado em terras goianas. Ele não diz em que cidade, mas sabe-se que o lugar tinha uma festa do Divino Espírito Santo (que nem no "Chico Mineiro").&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O título esquisito não revela, mas trata-se de uma história romântica, em que Goiás entra apenas como moldura para o caso do rapaz que volta ao lar depois de estudar medicina em Paris. Há o clichê do choque cultural, um amor que ficou para trás (com uma princesa russa!), o pretendente rival ciumento. Mas a maestria machadiana está lá, intacta, única, irônica, elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que o rapaz acaba se apaixonando por uma goiana tão deslumbrante quanto arredia, desiste da França, da princesa e... Bom, melhor parar por aqui. Quem quiser ler o conto todo sem gastar dinheiro pode desfrutar desse prazer sem peso na consciência. A obra do bruxo do Cosme Velho já caiu em domínio público faz tempo e pode ser baixada legal e gratuitamente por meio de infindas fontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, esta imprescindível página:&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/"&gt; http://www.dominiopublico.gov.br&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A Parasita Azul&lt;/i&gt; está&lt;a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;amp;co_obra=1894"&gt; aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4732639157370027327?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4732639157370027327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/07/goias-na-obra-de-machado-de-assis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4732639157370027327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4732639157370027327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/07/goias-na-obra-de-machado-de-assis.html' title='GOIÁS NA OBRA DE MACHADO DE ASSIS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2b9cGYWUgBg/TiiFHGT3yvI/AAAAAAAAAD4/InTLYIZl35w/s72-c/Machado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5686629405391059223</id><published>2011-07-04T18:32:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T18:32:49.139-03:00</updated><title type='text'>MICROCONTO MEIO QUE INCLASSIFICÁVEL</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Advérbio de Almeida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem-eira-nem-beiramente, cresceu perto do cais, onde a-ver-naviosmente sonhava com aventuras para além de sua doméstica mezzomental, mezzofísica clausura. Acabou partindo via-terrestremente, resolvendo parar na cidade em que as pessoas mais coloridamente se vestissem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como, contrariamente a tudo que esperava, as pessoas coloridamente vestidas levassem a vida acinzentadamente, sua cabeça turbilhonou-se ao ponto de autoperdição. Fora-de-orbitamente, perpetrou desatinos e crescentemente tornou-se uma ameaça à cinza sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atos eticomoralegalmente condenáveis tornaram-no habitofrequentemente hóspede do sistema penitenciário local. Quando, num paroxismo hemorrágico-perfurocortante, deixou permanentemente sem vida um cúpulo-influentemente bem colocado indivíduo, ganhou o direito de viver xilindrorreclusamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comportamentalmente correto, saiu em menos de seis anos. Centradamente, empregou-se, casou-se e firmou-se. Socialmente aceito, comprou casa perto do cais. Ensimesmadamente, embora trabalhasse assoberbadamente, quedava-se a-ver-naviosmente. Como dantes. O passado, repleto de advérbios escolhidos erradamente. Talvez. Sim ou não. Não importa. Mesmo. O que importa é o advérbio que restou: infelizmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5686629405391059223?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5686629405391059223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/07/microconto-meio-que-inclassificavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5686629405391059223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5686629405391059223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/07/microconto-meio-que-inclassificavel.html' title='MICROCONTO MEIO QUE INCLASSIFICÁVEL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-423637237921588024</id><published>2011-06-24T17:40:00.000-03:00</published><updated>2011-06-24T17:40:39.027-03:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: NO TEMPO DAS ESPECIARIAS</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;&lt;b&gt;Os americanos que dançavam o vira&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WOM_tdYW2Nk/TgT10qChJRI/AAAAAAAAAD0/8iDYwVqTMLw/s1600/No+tempo+das+especiarias.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-WOM_tdYW2Nk/TgT10qChJRI/AAAAAAAAAD0/8iDYwVqTMLw/s320/No+tempo+das+especiarias.gif" width="222" /&gt;&lt;/a&gt;Eles rodavam o mundo em busca de boas oportunidades de negócio. Quando as encontravam, fechavam negócio. De qualquer maneira, mesmo que não tivessem o consentimento da outra parte. Quando seus interesses, ainda que fossem na verdade os interesses de sua elite, eram ameaçados, partiam para a ignorância usando quaisquer pretextos, agarrando-se a qualquer justificativa, mesmo que esta não justificasse nada, pelo menos aos olhos e ouvidos de seres dotados de alguma sensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que me acusem de estar fazendo mais um exercício de jornalismo futurista, daqueles que aparecem em obras de ficção científica ambientadas no porvir, esclareço que o parágrafo acima não se refere aos hábitos contemporâneos dos Estados Unidos enquanto entidade promotora de ações público-privadas em grande parte desprovidas de simpatia pelo mundo afora. O relato é parte do que se pode depreender do livro "No tempo das especiarias", de Fábio Pestana Ramos, que conta a saga do portugueses no breve (historicamente falando) período &amp;nbsp;em que nossos "descobridores" dominaram a rota marítima das Índias e conquistaram o título de Império da Pimenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tato e sem qualquer diplomacia, Portugal começou a fazer seu caminho alternativo rumo à fonte das valiosíssimas especiarias pela costa da África. Para vender o produto diretamente na Europa, sem o incômodo dos mercadores italianos e árabes, que faziam a rota por terra, os conterrâneos de Camões impunham-se pela força a quem estivesse pela frente. Com a desculpa de que precisavam combater os infiéis (muçulmanos) e/ou trazê-los para a "verdadeira fé", obtinham facilmente bulas papais, espécie de autorização do Vaticano para a prática de atrocidades, carta branca para expor partes do corpo que normalmente não veem a luz do dia, desde que os proprietários desses órgãos não fossem bons cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Bush júnior recorria a fajutos relatórios sobre a existência de armas de destruição em massa escondidas em território iraquiano... Mas voltemos aos séculos XV e XVI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com incontornável e truculenta mania de impor suas religião e cultura aos povos litorâneos da África e da Ásia, os portugueses foram colecionando inimizades e antipatia. A fama já os precedia quando finalmente chegaram ao subcontinente indiano. Assim, não era de se estranhar que os nativos rebelassem-se a todo momento, chegando a fazer associações com os "bonzinhos" ingleses e holandeses contra nossos patrícios. Com mais, digamos, jogo de cintura, as outras duas potências marítimas ficaram com o espólio do breve império luso nas Índias até meados do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além da marra, pesou contra a hegemonia portuguesa o fato de que em 1580 a Espanha abocanhou toda a península ibérica, graças à impetuosidade irresponsável do rei Dom Sebastião, que gostava de tomar a linha de frente das batalhas de peito aberto, pleno de patológica coragem. Os mouros o mataram na famosa contenda de Alcácer-Quibir, ele não tinha herdeiros, o reino ficou na dúvida sobre quem tinha direito ao trono, as elites estavam simpáticas aos vizinhos, abriram-lhes uma brecha, eles vieram e pronto: Inês era morta (opa, este é outro episódio - o da Inês - da lusa história).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom... e que lição tirar de tudo isso? Nenhuma. Só constatar que mudam os tempos, os nomes, as nacionalidades, mas o ser humano é o mesmo, a mentalidade não evolui em um aspecto: a ganância. Quem detém o poder exerce-o sem pudor. A potência de plantão vai sempre explorar ao máximo os outros povos. Sempre foi assim antes de Portugal. É assim com os Estados Unidos hoje - e crescentemente com a China.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugal só entrou no baile por causa do livro do Fábio Pestana Ramos, cheio de méritos e digno de elogios pela extensa pesquisa em arquivos lusitanos e também brasileiros - já que ele fala da "carreira" do Brasil, sucessora da rota da Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único problema em relação à obra é que, especialmente por ter resultado de uma tese de mestrado, apresenta muitos deslizes gramático-ortográficos. Outro reparo para as próximas edições é prestar atenção aos nomes de pessoas e lugares. Por exemplo, somente na página 182, o rei Felipe II, primeiro soberano durante o domínio espanhol, foi chamado de Henrique, Fernando... e até de Felipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;NO TEMPO DAS ESPECIARIAS&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;AUTOR: FÁBIO PESTANA RAMOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;EDITORA: CONTEXTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;288 PÁGINAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;ISBN: 978-85-7244-334-0&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-423637237921588024?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/423637237921588024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/06/dica-de-livro-no-tempo-das-especiarias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/423637237921588024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/423637237921588024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/06/dica-de-livro-no-tempo-das-especiarias.html' title='DICA DE LIVRO: NO TEMPO DAS ESPECIARIAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-WOM_tdYW2Nk/TgT10qChJRI/AAAAAAAAAD0/8iDYwVqTMLw/s72-c/No+tempo+das+especiarias.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2869538680416279172</id><published>2011-05-16T11:14:00.000-03:00</published><updated>2011-05-16T11:14:41.282-03:00</updated><title type='text'>MICROCONTO DESNECESSÁRIO: O PRETERIDO</title><content type='html'>Ele era perfeito para o cargo. Três graduações, dois mestrados e um  doutorado. Mais de 20 anos de sucesso comprovado no serviço privado, em  que angariou uma imagem de competência, seriedade e integridade. Quem o  conhecia estranhou quando ele se aproximou de alguns políticos nas  últimas eleições. Chegou inclusive a fazer algumas doações para certas  campanhas. Então revelou que tinha o sonho de ocupar um cargo público.  "Quero contribuir com a sociedade com algo mais, fazer algo diferente",  discursava, transparecendo sinceridade. Com a vitória dos candidatos que  apoiara, foi naturalmente cogitado para o primeiro escalão do governo.  Dia após dia, esperava pelo anúncio de seu nome. Nada. Preenchidas todas  as vagas principais, ele começou a sondar os "amigos" políticos sobre  os motivos do esquecimento de seu nome. Na verdade não havia nada de  errado com ele. Mas faltava algo mais, algo que as pessoas não lhe  diziam com clareza, mas que ele percebeu do que se tratava. Exasperado,  ligou para o grande cacique político: "E quem disse que eu sou honesto?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2869538680416279172?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2869538680416279172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/05/microconto-desnecessario-o-preterido.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2869538680416279172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2869538680416279172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/05/microconto-desnecessario-o-preterido.html' title='MICROCONTO DESNECESSÁRIO: O PRETERIDO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8539997455700453663</id><published>2011-02-03T18:35:00.000-02:00</published><updated>2011-02-03T18:35:36.715-02:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: LENIN: A BIOGRAFIA DEFINITIVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/TUsRU_DGSDI/AAAAAAAAADU/e24BX7XKEUs/s1600/Lenin+-+capa+biografia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/TUsRU_DGSDI/AAAAAAAAADU/e24BX7XKEUs/s320/Lenin+-+capa+biografia.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;A amoralidade na política ou no exercício do poder é algo tão antigo quanto o surgimento do primeiro líder da história humana, provavelmente em volta de uma fogueira, talvez depois de uma altercação física, no interior de uma caverna africana. A sistematização da velha máxima segundo a qual os fins justificam os meios se deu com Maquiavel, no século XV. Era o fim da hipocrisia. Seu “O Príncipe” tornou-se uma espécie de manual de operações do bom (e mau) governante nos séculos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras correntes de pensamento surgiram, teorias políticas entraram e saíram de cena, filósofos mais ou menos sérios desovaram suas teses e utopias, emergiu a raça dos sociólogos... Mas no final tudo, absolutamente tudo – em se tratando de prática e manutenção do poder – acabou se tornando uma mera variação sobre a base lançada pelo autor florentino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: quando você ouvir governantes (atuais ou de outrora) implorando para que esqueçamos o que eles escreveram, isto é Maquiavel. Quando você ler que determinado poderoso de plantão está agindo de forma eticamente contrária àquela que pregava quando na oposição, isto é Maquiavel. Quando você notar que aquele partido que você admirava nos tempos de combate à situação passou a agir como seus antigos alvos, isto é Maquiavel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, Lenin pegou o que Marx escreveu e adaptou às suas necessidades revolucionárias (nascia o marxismo-leninismo) e, depois de chegar ao poder, distorceu suas próprias teses em nome da governabilidade. Isso tudo se parece com fatos ocorridos no Brasil das últimas décadas? Pois é: isto também é Maquiavel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biografia de Lenin escrita por Robert Service vale-se de documentos que só vieram à luz com o fim da União Soviética. Ou seja, vai muito além das hagiografias autorizadas pelo regime de Stalin e seus sucessores. Dos porões dos arquivos soviéticos surge um Lenin mais maquiavélico que Maquiavel. Um animal totalmente político, que não via problemas em sacrificar pessoas e ideias (até as suas próprias) em nome de um projeto de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da revolução de 1917, alguns bilhetes endereçados a aliados, de tão chocantemente violentos, foram mantidos estritamente confidenciais por mais de sete décadas. Neles, o homem que rolava no chão ao brincar com sobrinhos e filhos de amigos “sugeria” friamente e execução de centenas de pessoas. São várias as provas de ações verdadeiramente desprezíveis. Até Stalin corou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a revolução deveria prosperar custasse o que custasse. E o terror era uma política de Estado. Uma sugestão maquiavélica elevada à enésima potência. Service informa que Lenin leu Maquiavel. Tendo ou não levado ao pé da letra as recomendações do velho puxa-saco do príncipe de Florença, o fato é que o fundador da ditadura do proletariado (só no nome, diga-se en passant...) anabolizou as ideias do florentino e acrescentou seu próprio tempero. Assim como fez com Marx. E ajudou a incorporar de vez ao inconsciente coletivo a realpolitik. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, praticamente todo político, ao chegar ao poder, de forma consciente ou não, deixa de ser aquele que aparecia no horário eleitoral (no caso brasileiro, evidentemente). Quando você perceber tal metamorfose, não se espante mais. Isto é leninismo. Mas também é Maquiavel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Lenin: a biografia definitiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Título original&lt;/i&gt;: Lenin: a biography&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Autor:&lt;/i&gt; Robert Service &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Tradutor:&lt;/i&gt; Eduardo Francisco Alves&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Editora:&lt;/i&gt; Difel &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Formato:&lt;/i&gt; 16 x 23&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;630 páginas &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8539997455700453663?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8539997455700453663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/02/dica-de-livro-lenin-biografia.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8539997455700453663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8539997455700453663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2011/02/dica-de-livro-lenin-biografia.html' title='DICA DE LIVRO: LENIN: A BIOGRAFIA DEFINITIVA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/TUsRU_DGSDI/AAAAAAAAADU/e24BX7XKEUs/s72-c/Lenin+-+capa+biografia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7834547205105812192</id><published>2010-05-11T09:59:00.000-03:00</published><updated>2010-05-11T09:59:50.715-03:00</updated><title type='text'>MICROCONTO DESNECESSÁRIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Culpa do Código Penal&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estava calmo na delegacia. Nem parecia que estava para ser enquadrado no artigo 121 do Código Penal. Homicídio qualificado. E por motivo torpe, ainda por cima. Mas ele permanecia calmo. Tinha a calma dos jihadistas que sobrevivem a um ataque contra os infiéis não-combatentes. Sem culpa, sem remorsos. Ele tinha Deus dentro de si (embora a divindade que ele alega adorar tenha decretado, por meio de um certo hebreu nascido no Egito, que um dos mandamentos que seus seguidores deviam observar com mais atenção dizia "não matarás"). Mesmo assim ele se considerava cheio da razão divina. Por tudo isso é que com calma e até um leve sorriso no rosto ele ouviu o delegado ditar para o escrivão: "O acusado admitiu ter desferido três tiros na vítima depois que, durante seu sermão, o acusado afirmou ser um pastor 24 horas, que estaria sempre de plantão para ouvir os membros de sua igreja, ao que a vítima bradou, do meio da multidão: 'Beleza! Então seu slogan vai ser &lt;i&gt;ligue 171 e chame seu pastor!&lt;/i&gt;'"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7834547205105812192?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7834547205105812192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2010/05/microconto-desnecessario.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7834547205105812192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7834547205105812192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2010/05/microconto-desnecessario.html' title='MICROCONTO DESNECESSÁRIO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-647648928218014291</id><published>2010-04-02T10:39:00.001-03:00</published><updated>2010-04-02T10:40:48.976-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS: A VOLTA (INFELIZMENTE) DO QUE NÃO FOI</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Este ano começou com uma auspiciosa notícia para os leitores deste blog: Aristóteles Omorris deixaria de escrever neste espaço. Ele recebeu uma proposta (!) de um jornal que passaria a circular em Jataí a partir de fevereiro. Mas a coisa não vingou e, por isso, tenho a desonra de anunciar não só a permanência de Totó, mas também o desprazer de publicar aquilo que seria sua primeira coluna no natimorto periódico. Para consolo de todos nós, no entanto, informo que o salário do indigitado (e indigente) colunista sofreu uma redução da ordem de 50%. Ou seja, agora ele vai receber apenas meia tijela de Bonzo ao mês. Deleite-se (?) com o texto escrito quase em vão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;Abaixo o preconceito contra a elite&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Por Aristóteles Omorris&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Itumirim, Arizona -&lt;/b&gt; Apesar de ter há muito alcançado um elevadíssimo padrão de vida e de amealhar ganhos anuais que causam inveja a noveaux riches como Bill Gates e Warren Buffett, aceitei o convite do proprietário deste jornal para fazer parte de seu seleto grupo de colunistas. Falou mais alto minha boa vontade para com aqueles que estão começando, minha disposição em ajudar sempre, minha magnanimidade e, sobretudo, minha insuperável humildade. O depósito mensal de dois milhões de dólares em minha conta nem foi levado em consideração na hora do sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ao trabalho, pois não estou aqui para falar de mim mesmo, mas de coisas menos interessantes. Como, por exemplo, a próxima Copa do Mundo de futebol, que será realizada no bárbaro continente africano. Foi-se o tempo em que tal evento era cercado de glamour e imponência. Agora levaram-no a um lugar que eu costumo frequentar apenas para sujar minhas botas de legítimo couro italiano em sangrentos safáris. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me como se fosse ontem que me meti em uma saudável competição com meu amigo kaiser Guilherme para saber quem matava mais leões, rinocerontes e elefantes. Bichos fétidos e inúteis, suas mortes pelo menos serviam para aplacar o tédio de nossas vidas de elite. Minhas madeireiras também fizeram história naquele atrasado continente. Eu chorava de felicidade a cada árvore derrubada. “Madeira no chão, mais dinheiro no colchão!”, era nosso lema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como pode a Fifa realizar uma Copa do Mundo em um lugar que não passa de um gigantesco zoológico? O pior é que parece que a Copa de 2014 será no Brasil. Quando esse importantíssimo evento voltará ao seio da civilização? Os Jogos Olímpicos na China já foram um erro. Não se pode delegar certas tarefas aos nossos fornecedores de chá e ópio. Ah, minhas inesquecíveis tardes londrinas, ali no número 10 da Downing Street, onde Churchill e eu aplacávamos nosso tédio das classes superiores saboreando alguns subprodutos das importações do antigo Império do Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de mim ser racista ou nutrir qualquer tipo preconceito, mas não se pode fechar os olhos para o fato de que certas nações já provaram sua capacidade para o fracasso por inúmeras oportunidades. Quando um boliviano assumir a presidência da Organização Mundial do Comércio, vou pedir licença para mudar de planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero voltar às páginas deste digno periódico com assuntos mais amenos e agradáveis, com humildes e singelas passagens, como uma de minhas férias em Mônaco, quando tive de tirar dinheiro do bolso para pagar umas contas do príncipe Rainier e de Grace (um ex-affair de moi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Aristóteles Omorris é empresário, engenheiro civil, PhD em civilizações mesopotâmicas e maquiador de currículos &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-647648928218014291?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/647648928218014291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2010/04/este-ano-comecou-com-uma-auspiciosa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/647648928218014291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/647648928218014291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2010/04/este-ano-comecou-com-uma-auspiciosa.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS: A VOLTA (INFELIZMENTE) DO QUE NÃO FOI'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6846332714041040631</id><published>2009-10-12T14:48:00.002-03:00</published><updated>2009-10-12T14:49:24.982-03:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: STÁLIN - A CORTE DO CZAR VERMELHO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/StNr3wsub8I/AAAAAAAAACw/n33gQm0JBrw/s1600-h/Stalin+capa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/StNr3wsub8I/AAAAAAAAACw/n33gQm0JBrw/s320/Stalin+capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;São 864 páginas de uma dura lição sobre o que de pior pode vir do ser humano. De sanguinária insanidade comparável talvez só à de Hitler, o líder soviético Josef Stálin não pode ser tratado por algo mais brando que a palavra genocida. O pior é que tem gente em altos cargos governamentais - na Rússia e no Brasil, hein? - que ainda defende o pai da Svetlana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um afago na filha e um bom livro, uma rápida ordem para fuzilar milhares de "inimigos do povo". Assim era a rotina do homem mais temido da história da Rússia e seus satélites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro traz memórias e diários inéditos de personagens importantes, além de entrevistas com os sobreviventes e descendentes dos poderosos da era stalinista. O jornalista e escritor inglês Simon Sebag Montefiore beneficiou-se da recente liberação de cartas, bilhetinhos, anotações nas margens de documentos e livros, minutas de reuniões, agendas e papéis que passavam todos os dias pela escrivaninha de Stálin, em muitos dos quais ele deixava sua marca de aprovação, reprovação ou escárnio. Com isso, pôde revelar a intimidade do poder que até agora permanecia envolta em mistério e mostrar sua face mais humana, embora nem sempre menos brutal. Montefiore oferece um retrato de Stálin - leitor compulsivo, apreciador de música e cinema, burocrata minucioso e infatigável, pai rígido, marido desesperado com o suicídio da esposa, político suspeitoso e paranóico, implacável com possíveis inimigos e concorrentes, e líder disposto a sacrificar qualquer coisa - família, amigos, camaradas e milhões de camponeses e soldados - em nome do ideal comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor traz para o primeiro plano o que chama de 'magnatas', os membros do círculo íntimo do poder - Mólotov, Vorochílov, Mikoian, Khruchióv e muitos outros -, que, como uma grande família, participavam de longos jantares e intermináveis bebedeiras, em que decidiam assuntos de Estado e compartilhavam a responsabilidade pelo terror. Montefiore relata em detalhes os bastidores das grandes decisões políticas e diplomáticas, ao mesmo tempo em que penetra na 'cozinha' dos poderosos, revelando as preocupações cotidianas com a saúde, as férias, os filhos, ou o 'disse-me-disse' muitas vezes mortal dos corredores do Kremlin. No fim, temos a imagem detalhada e completa da grande máquina montada para implantar o comunismo a ferro e fogo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6846332714041040631?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6846332714041040631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/10/dica-de-livro-stalin-corte-do-czar.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6846332714041040631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6846332714041040631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/10/dica-de-livro-stalin-corte-do-czar.html' title='DICA DE LIVRO: STÁLIN - A CORTE DO CZAR VERMELHO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/StNr3wsub8I/AAAAAAAAACw/n33gQm0JBrw/s72-c/Stalin+capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6895676454369825245</id><published>2009-08-24T00:40:00.001-03:00</published><updated>2009-08-24T00:45:00.500-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E UM ENGAJAMENTO UM TANTO QUANTO INSÓLITO</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFRANCI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFRANCI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CFRANCI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:trackmoves/&gt;   &lt;w:trackformatting/&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt; 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Como é que tu deixa isso acontecer? Chama ele na chincha enquanto é tempo. Quem avisa amigo é...&lt;br /&gt;- Fica frio, Pipo. Tá tudo sob controle.&lt;br /&gt;- Sei. Sob o controle do negão...&lt;br /&gt;- Calma, rapá... Meu filho é espada. É macho pra cacete!&lt;br /&gt;- Hum-hum...&lt;br /&gt;- Ele me avisou que participaria da Parada. E tem mais: ele vem frequentando ambientes GLS, sites de boiola e está filiado a todos esses troços de entidade de apoio à viadagem.&lt;br /&gt;- Sei. E não é gay...&lt;br /&gt;- Não é, pô. Tô te falando. Ele está praticando o que ele chama de “homossexualismo engajado” e...&lt;br /&gt;- Claro, “engatado”. Sempre “engatado”...&lt;br /&gt;- Fica na tua, meu! É uma bicharia de fachada. Um homossexualismo de protesto, sacô?&lt;br /&gt;- Ah, então tá explicado... Rarrarrarrarrá!&lt;br /&gt;- Ué, não tem música de protesto, arte engajada? Por que não o homossexualismo de protesto?&lt;br /&gt;- Sei... Ele faz um sacrifício em nome da livre queimação, é isso?&lt;br /&gt;- Ele não é gay, mas defende o fim da discriminação e do preconceito contra os baitolas, entende? É uma forma de luta que...&lt;br /&gt;- Luta greco-romana: aquela que os camaradas ficam um em cima do outro...&lt;br /&gt;- Ele só participa dos movimentos e...&lt;br /&gt;- Movimentos dos quais não quero nem saber detalhes, por favor.&lt;br /&gt;- Para de gracinha, babaca!&lt;br /&gt;- Então quem faz música de protesto não é músico?&lt;br /&gt;- Vai te...&lt;br /&gt;- Quem faz arte engajada não é artista de verdade?&lt;br /&gt;- Há casos e casos...&lt;br /&gt;- É, ouvi dizer que ele teve muitos casos...&lt;br /&gt;- Então quer dizer que uma pessoa não pode ser sensível ao sofrimento que as pessoas tidas como diferentes...&lt;br /&gt;- Sim, ele é muito sensível mesmo...&lt;br /&gt;- Vai pro inferno, maldito! Pior que o homossexualismo de protesto, que a arte engajada, é a política de resultados. Tu tem que gastar sua energia negativa é com esse pessoal que xinga o adversário num dia e no outro, quando depende dele, está abraçando e beijando. O que meu filho faz é um trabalho de solidariedade, de amor ao próximo.&lt;br /&gt;- E de quem ele anda próximo ultimamente?&lt;br /&gt;- Ah, vai...&lt;br /&gt;- Dizem que ele não anda dormindo na sua casa.&lt;br /&gt;- Tem umas semanas que ele tá na casa de um companheiro de associação.&lt;br /&gt;- Humm...&lt;br /&gt;- Eles tão desenvolvendo um projeto e...&lt;br /&gt;- Sei... Um projeto de uma vida em comum...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Olha aqui...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ou tem uma equipe grande nessa coisa de projeto na casa do amiguinho?&lt;br /&gt;- Não. Só eles dois. Mas sem boiolagem! Sem boiolagem! O fato do outro rapaz receber pensão depois que morreu o sujeito que morava com ele antes não quer dizer nada.&lt;br /&gt;- Claro que não... Gay sou eu... Rarrarrarrá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Porra! Pior é o Totó, que advoga em causa própria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sem dúvida. Ele pratica o homossexualismo sem protestar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pratão e Pipócrates são filósofos de rua e discordam em tudo, menos na aversão a Aristóteles Omorris, o bom e velho Totó&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6895676454369825245?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6895676454369825245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/08/pratao-pipocrates-e-um-engajamento-um.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6895676454369825245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6895676454369825245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/08/pratao-pipocrates-e-um-engajamento-um.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E UM ENGAJAMENTO UM TANTO QUANTO INSÓLITO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2744795404307641684</id><published>2009-08-05T00:23:00.001-03:00</published><updated>2009-08-05T00:27:06.151-03:00</updated><title type='text'>AOS AMANTES DE DITADURAS</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 6"&gt; 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 &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:14.0pt; 	mso-bidi-font-size:11.0pt; 	font-family:"Times New Roman","serif"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	font-size:14.0pt; 	mso-ansi-font-size:14.0pt; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Tal “mas” é então seguido dos supostos benefícios entregues à população por parte do regime ditatorial defendido – parcialmente ou não – por aquele alguém.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Esse tipo de defesa é primo em primeiro grau da maquiavélica expressão “os fins justificam os meios”. É fruto, portanto, de uma visão amoral, aética e simplista da política, da gestão pública e, muitas vezes, até da vida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Às vezes essa postura decorre apenas de uma falta de reflexão, de um aprofundamento maior a respeito da gravidade de certos temas, de determinadas situações. E outra coisa, cá entre nós: a preguiça de pensar sempre foi aliada dos corruptos e dos ditadores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O fato é que ressalva alguma redime um governo de exceção. Nenhum argumento pode ser aceito em defesa de uma ditadura ou de um ladrão. Isto deve ser um valor absoluto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hitler é uma das mais perfeitas representações do mal. Sua loucura levou mais de 50 milhões de pessoas à morte e outros milhões de famílias a um sofrimento que perdura até hoje. Assim, seu governo e sua passagem pelo planeta foram repugnantes, horrorosos, detestáveis, ignominiosos e execráveis. Ponto. Não tem novas estradas e outras obras que o tornem minimamente defensável. O Terceiro Reich simplesmente não deveria ter existido. Ele era a essência do mal, de tudo que prende a humanidade às trevas, ao atraso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O regime militar brasileiro prendeu, torturou e matou quem lhe era contra. Suprimiu liberdades individuais e calou a imprensa. E daí que abriu novas estradas, que construiu Itaipu e a ponte Rio-Niteroi? A ditadura não deveria ter existido. Ela é uma representação do mal, sua essência também era maligna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;As viúvas de Mao, Stálin, Videla, Fidel, Franco e outros que me perdoem, mas elas não sabem o que falam. Qualquer regime que precise amordaçar (ou eliminar) alguém para poder funcionar não merece a mínima consideração. Quando o “consenso” se dá pela força, é porque a razão e o bom senso foram passar férias num lugar distante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ah, certos fins justificam certos meios? Então, se estou passando fome, é válido pisar na cabeça de alguém no chão para alcançar a lata de biscoitos, mesmo que isso vá infligir dor em outra pessoa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então tudo bem se eu construo uma estrada para beneficiar dois milhões de pessoas, mas fecho jornais e boto na cadeia quem não concorda comigo, causando dor a uns milhares de famílias?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Todos os ditadores, todos os déspotas estão no poder pelo poder. Dele se alimentam, dele se inebriam, dele retiram seu prazer. Todos os corruptos estão no poder pela ganância, para dele se servir, para dele tirar vantagem. Logo, todos os seus atos têm máculas, não visam o bem de todos – ou da maioria. Tudo o que fazem é movido por egoísmo e egocentrismo, ou seja, vícios, ou seja, derivados do mal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Pois então saibam, vocês que defendem que esse ou aquele ditador, esse ou aquele corrupto deixou algo de bom, saibam que vocês também estão obrigados a apoiar os pais que porventura venham a matar os filhos para equilibrar o orçamento doméstico. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2744795404307641684?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2744795404307641684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/08/aos-amantes-de-ditaduras.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2744795404307641684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2744795404307641684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/08/aos-amantes-de-ditaduras.html' title='AOS AMANTES DE DITADURAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6660202218743715514</id><published>2009-07-18T01:14:00.002-03:00</published><updated>2009-07-18T01:20:57.700-03:00</updated><title type='text'>FRASES PRA VER SE RETOMO O BLOG COM A FORÇA DOS PRIMEIROS MESES...</title><content type='html'>• No futuro, ainda que bem distante, o futuro continuará sendo melhor que o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Cúmulo do azar: Deus resolve provar que existe. Jesus, enfim, volta, mas é abatido pelo sistema de defesa aérea dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "Pô, logo agora que eu ia dar Roraima pra minha netinha?", reclamou Sarney.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6660202218743715514?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6660202218743715514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/07/frases-pra-ver-se-retomo-o-blog-com.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6660202218743715514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6660202218743715514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/07/frases-pra-ver-se-retomo-o-blog-com.html' title='FRASES PRA VER SE RETOMO O BLOG COM A FORÇA DOS PRIMEIROS MESES...'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2067506219033620350</id><published>2009-06-23T23:50:00.003-03:00</published><updated>2009-06-24T00:09:02.613-03:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: "PETESBURGO", DE ANDREI BIÉLI</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SkGYxZ1aySI/AAAAAAAAACg/9CCIsrok_es/s1600-h/Petersburgo+-+Andrei+Bieli.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SkGYxZ1aySI/AAAAAAAAACg/9CCIsrok_es/s320/Petersburgo+-+Andrei+Bieli.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350725806808811810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petesburgo&lt;/span&gt; já foi chamado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ulisses&lt;/span&gt; russo. Biéli, obviamente, de Joyce eslavo ou algo assim. Mas tanto um quanto o outro têm vida própria. Ninguém precisa ficar com Joyce ou qualquer outro autor em mente para se deliciar com esse livro cuja capa está aqui do lado. Como estou com pressa, não vou falar mais nada. Só recomendo a leitura e deixo uma sinopse meio vagabunda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PETESBURGO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Andrei Biéli&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dimensões: 368 páginas - 14x21 cm&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinopse: São Petersbugo, capital do Império Russo, epicentro de um terremoto a abalar culturalmente a Rússia, é o tema deste romance arrojadamente moderno. Cenas vividas no ano revolucionário de 1905, com clima de guerra civil marcado por atentados e pelo trauma da derrota ante os japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito pelo maior teórico do simbolismo russo, Andrei Biéli (1880-1934), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petersburgo &lt;/span&gt;foi considerado por Vladímir Nabokov uma das quatro obras-primas em prosa do século XX, ao lado de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ulisses&lt;/span&gt;, de James Joyce, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Metamorfose&lt;/span&gt;, de Kafka, e de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em busca do tempo perdido&lt;/span&gt;, de Proust.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada no Brasil pela última vez pela Ars Poetica, a edição nacional é rica em fotos da época, posfácio de Albert Avramenko, da Universidade de Moscou, e notas dos eslavistas R. A. Maguire e J. E. Malmstad, de Harvard e Columbia. Achável em sebos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2067506219033620350?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2067506219033620350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/06/dica-de-livro-petesburgo-de-andrei.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2067506219033620350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2067506219033620350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/06/dica-de-livro-petesburgo-de-andrei.html' title='DICA DE LIVRO: &quot;PETESBURGO&quot;, DE ANDREI BIÉLI'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SkGYxZ1aySI/AAAAAAAAACg/9CCIsrok_es/s72-c/Petersburgo+-+Andrei+Bieli.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4870104809821355482</id><published>2009-05-28T09:40:00.005-03:00</published><updated>2009-05-28T09:48:13.062-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DO ABANDONADO PROJETO DE LIVRO BATIZADO DE "O PARTIDO DO INDIVÍDUO"</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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A entrevista foi fantasiosamente publicada numa paródica versão da atualmente semanal revista &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;CartaCapital&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;, chamada no engavetado livro de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;MapaCapital&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;. LC são as iniciais de Laszlo Canto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC:&lt;b&gt; Então é isso? Você vai usar seu poder de sedução contra os donos do poder?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Não sei o nome do que vou usar. Só sei que se for preciso conversar pessoalmente com cada deputado, cada senador, cada empresário, cada sindicalista, cada banqueiro, cada fazendeiro, cada oligarca, assim o farei. É impossível conversar com cada cidadão, com cada criança, então tentarei fazê-lo por intermédio da educação. Precisamos urgentemente de uma geração livre dos velhos vícios. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC:&lt;b&gt; Cada município brasileiro tem uma oligarquia dominante, caciques que decidem quem deve se candidatar e quem deve ser eleito. Que cobram vassalagem de quem está fora do sistema — e que só entra nele para votar. E votar para manter as oligarquias. Algumas tornam-se transcen­dentes e enviam membros seus para a capital do estado, para o Congresso Nacional e chegam até aos mais altos cargos executivos. São eles que manipulam a verba da educação em suas regiões, que manipulam até mesmo os professores. Haja convencimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Educação e exemplo. Estas as armas que utilizaremos. O presidente deve ser um paradigma para a sociedade. Melhoramos de paradigma com o atual presidente. Mas essa mudança de imagem deve ser estendida a todos os representantes do povo. Tenho difundido insistentemente essa visão, essa necessidade, entre nossos correligionários. Quero uma legião de exemplos. Exemplos vivos. Inspiração para o povo, para que as pessoas não permitam ser dominadas. Que abram os olhos para sua semimilenar submissão às mesmas pessoas, que se reproduz geração após geração. Para a massa ignara o feudalismo nunca acabou, sempre existiu como regra do mundo. Não é só da educação normal, antianalfabetizante que essa gente precisa: pretendo oferecer-lhe um banho de cidadania, de ética. Não quero sua alma, quero dar-lhe uma alma. Essa gente poderá ter opção. Opção, pois não pretendo obrigar ninguém a nada. Quem quiser ser vassa­lo para sempre, assim o será. O problema é que até hoje as pessoas não tiveram opção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;As pessoas não saberiam o que fazer com sua liberdade. É coisa para várias gerações suprimir o instinto de subserviência das pessoas. Desde o homem das cavernas, nós nos acostumamos a depender das decisões de um só. Para o bem da maioria, que apenas um gaste sua energia pensando. Os outros, em troca, dispõem-se a obedecer de bom grado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Exatamente. Sonho com um estado delegador de responsabilidades. Que gradualmente vá passando certas atribuições à sociedade. Um dos nomes sugeridos para o PLI foi o de Partido do Indivíduo. Não no sentido ego­ísta do termo, mas no de despertar em cada um a percepção de sua indi­vidualidade. Por si mesmo ele pode libertar-se de suas amarras, de sua acomodação, de sua modorra. Creio que um favelado, um indigente absolu­to não tem outra alternativa que não acomodar-se, amodorrar-se. A solu­ção imediata, emergencial para o sujeito que chegou a esse estágio é a assistencial e regeneradora. Para os regenerados e para aqueles que não ainda desceram àquele nível, o máximo que o estado deve fazer é criar condições para que tal coisa não aconteça. É inventar meios para que não seja por falta de educação, saúde, emprego que o indivíduo trans­forme-se em indigente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;Só será indigente quem quiser. Em o indivíduo querendo sê-lo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Que vá aos Correios. &lt;b&gt;(risos)&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;O que fazer com quem insistir em ser indigente, parasita, pária, marginal,&lt;/b&gt; outsider&lt;b&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Desde que não prejudique ninguém, &lt;b&gt;laissez-faire&lt;/b&gt;. Se a pessoa não tiver condições de viver em sociedade, que abrace o estado de natureza. A mesma política indígena será estendida a quem queira adotar o estado de natureza. Porque acho discriminatório qualquer tipo de tratamento especial. Não haverá uma política específica para o índio, grupo étnico definido, mas para os que decidam viver em estado de natureza. A polícia, o exército continuarão a existir enquanto houver indivíduos dis­postos a ferir a liberdade dos outros. Especialmente a liberdade de existir, o direito de ser. Mas se a pessoa tiver uma vocação irresistível para a mendicância, ela não será proibida de exercê-la. Afinal, dá e pede quem quer. Apenas o estado se reservará o direito de não dar. Pois já terá dado tudo àquele mendigo: educação, remédios, ofertas de emprego. Claro que se ele adoecer terá assistência médica gratuita. Agora, colinho e papinha, só a mamãezinha dele.&lt;b&gt; (risos)&lt;/b&gt; Obviamente que refiro-me a um estado ideal, ainda utópico. No momento, qualquer gover­no sério que assuma, devido a situação de emergência em que nos encon­tramos, terá de adotar por algum tempo uma política assistencialista. Mas ao mesmo tempo criando as condições para que isso não seja necessário no futuro. Está no nosso caderninho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;Mas, em suma, a quebra das oligarquias se dará pela base, desenca­deada por uma revolta dos oprimidos? Uma revolta sem sangue, sem um desligamento violento dos antigos laços servis? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Saber para libertar-se; conhecer para saber como usar a liberdade. Uma revolta pacífica, gradual. Quando o velho coronel em sua cadeira de balanço perceber, ele estará mandando apenas em seus boizinhos. O que acontece já nos dias de hoje? Onde há um povo mais educado, ou melhor, com mais escolaridade, a oligarquia tradicional, oriunda do velho coro­nelato, século XIX, já não impõe sua vontade às pessoas. As oligarquias do Sul preferem exercer seu poder de persuasão diretamente com os pseu­do-representantes do povo. São os lobistas a serviço dos magnatas os representantes dos neocoronéis. Então, acabar com as oligarquias tradi­cionais é atribuição dos indivíduos devidamente instrumentalizados pela ação do estado, enquanto os neocoronéis devem ser combatidos diretamen­te pelo governo, pela despatrimonialização do setor público. São dois &lt;b&gt;fronts&lt;/b&gt; contra as forças conservadoras. A imprensa, a justiça, bem que poderiam dar-nos a mão para fechar o cerco. Elas, no entanto, devem antes limpar a si próprias do entulho atrasadista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;No caso da imprensa, que é minha área, acho difícil ocorrer essa limpeza, pois é patrão contra empregado. É setor privado. Uma revolta pacífica nesse “poder” é quase impraticável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: É possível sim, Nino. Vocês, quer dizer, nós — eu também sou jor­nalista — chegaremos lá. Como disse a poetisa...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;MC: &lt;b&gt;Desculpe-me pela interrupção, mas as moças que versejam gostam de ser alcunhadas de “poeta”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;LC: Mas a palavra “poetisa” é tão bonita. Da mesma lavra de belas pala­vras de onde vieram “mãe”, “imperatriz”, “rainha”. Por questão de prin­cípios, preferência estético-sonora, inclusive, continuo dizendo que a poetisa Elizabeth Bishop, que morou no Brasil, nos considerou um povo amável, que faz “revoluções sem sangue”. Uma marca da qual deveríamos nos orgulhar. E manter. Faz tempo que ela escreveu isso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4870104809821355482?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4870104809821355482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/05/trecho-do-abandonado-projeto-de-livro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4870104809821355482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4870104809821355482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/05/trecho-do-abandonado-projeto-de-livro.html' title='TRECHO DO ABANDONADO PROJETO DE LIVRO BATIZADO DE &quot;O PARTIDO DO INDIVÍDUO&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5550451033703807604</id><published>2009-03-29T13:48:00.002-03:00</published><updated>2009-03-29T13:55:11.911-03:00</updated><title type='text'>NOVAS FRASES DESCONEXAS QUE SURGIRAM DO NADA</title><content type='html'>• Aliás, tudo conspira para o nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Nunca ouviu um não como resposta. Era surdo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Esquizofrênico, ator morreu sem conseguir atuar em monólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• É impossível ao esquizofrênico a intimidade total, inviolável. A ele é impraticável até uma boa conversa consigo mesmo. A sós.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Desculpe, já não sou mais o mesmo. E olha que nunca fui grande coisa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5550451033703807604?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5550451033703807604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/03/novas-frases-desconexas-que-surgiram-do.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5550451033703807604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5550451033703807604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/03/novas-frases-desconexas-que-surgiram-do.html' title='NOVAS FRASES DESCONEXAS QUE SURGIRAM DO NADA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1153006199600452760</id><published>2009-03-29T13:43:00.005-03:00</published><updated>2009-03-29T13:47:21.435-03:00</updated><title type='text'>DEPOIS DA OBJETIVIDADE IMPOSSÍVEL, "TRAGO" ALGUÉM PARA FALAR DO PERIGO QUE CORREM OS JORNAIS IMPRESSOS ANTE OS "EDITORES" INTERNÉTICOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;O meu jornal diário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ao contrário do jornal, internet nos leva a buscar ideias afins às nossas e vai nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NICHOLAS D. KRISTOF, DO "NEW YORK TIMES"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dos obituários mais recentes não estão saindo nos jornais, mas são dos jornais. O "Seattle Post-Intelligencer" é o mais recente a desaparecer, excetuando um resquício de que vai existir só no ciberespaço, e o público está cada vez mais buscando as notícias que consome não nas grandes redes de televisão ou em fontes impressas em tinta sobre árvores mortas, mas em suas incursões on-line.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando navegamos on-line, cada um de nós é seu próprio editor, o guardião de sua própria entrada. Selecionamos o tipo de notícias e opiniões de que mais gostamos. Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), chamou a esse produto noticioso emergente "O Meu Jornal Diário". E, se isso for uma tendência, que Deus nos salve de nós mesmos. Isso porque existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos. Um estudo clássico enviou despachos a republicanos e democratas, oferecendo-lhes vários tipos de pesquisas políticas, ostensivamente de uma fonte neutra. Os dois grupos mostraram mais interesse em receber argumentos inteligentes que corroborassem suas ideias preexistentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também houve interesse mediano em receber argumentos tolos em favor das posições do outro partido (nós nos sentimos bem quando podemos caricaturar os outros). Mas houve pouco interesse em estudar argumentos sólidos que pudessem enfraquecer as posições anteriores de cada um. Essa constatação geral foi repetida muitas vezes, como observou o autor e ensaísta Farhad Manjoo em 2008 em seu ótimo livro "True Enough: Learning to Live in a Post-Fact Society" [Verdade Suficiente: aprendendo a viver numa sociedade pós-fatos]. Permita que deixe uma coisa clara: eu mesmo às vezes sou culpado de buscar verdades na web de maneira seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog no qual busco análises sobre notícias do Oriente Médio frequentemente é o do professor Juan Cole, porque ele é inteligente, bem informado e sensato -em outras palavras, frequentemente concordo com ele. É menos provável que leia o blog de Daniel Pipes, especialista em Oriente Médio que é inteligente e bem informado -mas que me parece menos sensato, em parte porque frequentemente discordo dele. Segregação O efeito do "Meu Jornal" seria nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos livros mais fascinantes de 2008 foi "The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America is Tearing Us Apart" [A grande classificação: porque a divisão da América em agrupamentos de ideias iguais nos está dividindo], de Bill Bishop. Ele argumenta que os americanos vêm se segregando em comunidades, clubes e igrejas onde são cercados por pessoas que pensam como eles. Hoje, diz Bishop, quase metade dos americanos vive em condados que votam por maioria avassaladora em candidatos democratas ou republicanos.Nos anos 60 e 70, em eleições nacionais igualmente disputadas, só cerca de um terço dos eleitores vivia em condados que apresentavam maiorias avassaladoras nas eleições. "O país está ficando mais politicamente segregado -e o benefício que deveria advir da presença de uma diversidade de opiniões se perde para o sentimento de estar com a razão que é próprio dos grupos homogêneos", escreve Bishop.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo que abrangeu 12 países concluiu que os americanos são os que demonstram menos tendência a discutir política com pessoas de visões diferentes, e isso se aplica especialmente aos mais bem instruídos. Pessoas que não concluíram o ensino médio tinham o grupo mais diversificado de pessoas com quem discutiam ideias. Já as que tinham concluído a faculdade conseguiam colocar-se ao abrigo de ideias que lhes eram incômodas. O resultado disso é a polarização e a intolerância. Cass Sunstein, professor de direito em Harvard que agora trabalha para o presidente Obama, fez uma pesquisa que mostrou que, quando progressistas ou conservadores discutem questões como ação afirmativa ou mudanças climáticas com pessoas que pensam como eles, suas ideias rapidamente se tornam mais homogêneas e mais extremas que antes da discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo, alguns progressistas inicialmente temiam que as ações para enfrentar as mudanças climáticas pudessem prejudicar os pobres, enquanto alguns conservadores inicialmente se mostravam a favor da ação afirmativa. Mas, depois de discutir a questão durante 15 minutos com pessoas que pensavam como eles, os progressistas se tornavam mais progressistas, e os conservadores, mais conservadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O declínio da mídia noticiosa tradicional vai acelerar a ascensão do "Meu Jornal"; vamos nos irritar menos com o que lemos e veremos nossas ideias preconcebidas confirmadas com mais frequência. O perigo é que esse "noticiário" autosselecionado aja como entorpecente, mergulhando-nos num estupor autoconfiante por meio do qual enxergaremos as coisas em preto e branco, sendo que os fatos normalmente se desenrolam em tons de cinza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual seria a solução? Incentivos fiscais para progressistas que assistam a Bill O'Reilly [comentarista do canal conservador Fox News] ou conservadores que vejam Keith Olbermann [âncora do canal progressista MSNBC]? Não -enquanto o presidente Obama não nos dá o atendimento médico universal, não podemos correr o risco de um aumento grande no número de infartos. Então talvez a única maneira de avançar seja que cada um se esforce por conta própria para fazer uma malhação intelectual, enfrentando parceiros de discussão cujas opiniões deploramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense nisso como uma sessão diária de exercícios mentais análoga a uma ida à academia: se você não se exercitou até transpirar, não valeu. Agora, com licença. Vou ler a página de editoriais do "Wall Street Journal".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1153006199600452760?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1153006199600452760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/03/depois-da-objetividade-impossivel-trago.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1153006199600452760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1153006199600452760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/03/depois-da-objetividade-impossivel-trago.html' title='DEPOIS DA OBJETIVIDADE IMPOSSÍVEL, &quot;TRAGO&quot; ALGUÉM PARA FALAR DO PERIGO QUE CORREM OS JORNAIS IMPRESSOS ANTE OS &quot;EDITORES&quot; INTERNÉTICOS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4842477542589938892</id><published>2009-02-24T15:46:00.003-03:00</published><updated>2009-02-24T23:58:06.286-03:00</updated><title type='text'>PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE JORNALISMO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Ninguém reclamou (e provavelmente jamais alguém reclamará). Então, antes que surja tal improvável reclamação, vou escrever alguma coisa sobre jornalismo, o troço em que me formei, minha profissão, enfim. Coisa chata, de gueto, mas é só uma vez - a não ser que realmente reclamem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Execração da objetividade conta com aliados improváveis &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;ou &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Nelson Rodrigues e Norman Mailer versus a falta de imaginação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eles nunca se encontraram, que se saiba. Um era brasileiro e o outro, norte-americano. Nelson Rodrigues, direitista não-declarado, dramaturgo, escritor e cronista. Norman Mailer, esquerdista confesso, dramaturgo, escritor e articulista. Ambos militantes do jornalismo, ambos plenos de desprezo pela objetividade pregada por faculdades e redações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi Nelson que um dia xingou uns e outros de “idiotas da objetividade”. Foi Nelson que, numa mesa redonda esportivo-televisiva, chamou de burro o videotape que insistia em lhe desmentir o veredicto em relação a uma jogada polêmica. Quase cego, mesmo assim Nelson era frequentador assíduo do Maracanã e tecia verdadeiras epopeias sobre jogos que não via. Quem acompanhava suas crônicas ou leu seus livros de coletâneas, como &lt;em&gt;À sombra das chuteiras imortais&lt;/em&gt;, sabe que, se seus textos não correspondiam aos fatos, azar dos fatos – parafraseando o jornalista Fernando Calazans, que por sua vez parafraseara o próprio Nelson&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando outras palavras Norman Mailer disse a mesma coisa. Quem quiser conferir pode folhear a &lt;em&gt;piauí &lt;/em&gt;do final de 2008. Nas edições de outubro e novembro a revista dedicou várias de suas gigantescas páginas a cartas que Mailer escreveu ao longo de sua vida. Tratando especificamente do texto jornalístico, o autor de &lt;em&gt;A canção do carrasco&lt;/em&gt; vitupera contra quem acha possível ser 100% objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mailer elogiava o jornal nova-iorquino &lt;em&gt;Village Voice&lt;/em&gt;. “O &lt;em&gt;Voice&lt;/em&gt; corresponde plenamente à minha idéia de jornal. Seus textos são parciais, tendenciosos, repletos das idiossincrasias e dos fanatismos de cada autor, exatamente como devem ser”, escreveu. “Não me ocorre maldição mais ameaçadora para o jornalismo do que a objetividade, cujo único efeito é ocultar de nós as preferências do autor, que nos permitiriam reinterpretar o que ele escreve e, assim, fazer alguma idéia do que realmente terá ocorrido. Em vez disso, o que nos passam são as preferências, sem as pistas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é: de um modo um tanto quanto mais sofisticado, Mailer em suma fala a mesma coisa que Nelson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora chega de citações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não deixa respingar um pouco de si naquilo que escreve e fala quem não tem opinião própria. Ou seja, seria completamente objetivo apenas o indivíduo desprovido de opinião. Mas aí esbarraríamos num aparente paradoxo: pode um ser que trabalha com a transmissão de informações não ter opinião própria, ainda que tal opinião seja de uma imbecilidade atroz? Provavelmente não. A existência de um indivíduo puramente neutro pressupõe uma alienação total e tal alienação não combina com a responsabilidade ou o ofício de dar publicidade ao que ocorre ali na esquina, na cidade, no país ou no Quirguistão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem (heroicamente) chegou até este ponto deve estar pensando que concordo inteiramente com N&amp;amp;N. Pois bem: para esses digo que atingimos um ponto que existe em todo livro/filme regado a clichês. É hora de reviravolta. Explico: não só não concordo integralmente com a dupla, como também penso que eles não estão de acordo em tudo nesse negócio de descer o cacete na objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diferenças nas motivações de Nelson e Norman. Nosso compatriota esperneava em prol do direito de inventar. Ele escrevia e falava sobre jogos, acontecimentos e pessoas que só existiam em sua cabeça. Algo vagamente baseado na vida real. Já Mailer cobrava estilo próprio, opinião, tendenciosidade, enfim, algo mais de quem se dignava a publicar textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade nenhum dos dois se debruçou sobre a questão do texto puramente jornalístico, aquele que é produzido exclusivamente para descrever um fato. O que é natural, pois eles não foram repórteres na acepção da palavra, não ganharam a vida como profissionais contratados para ir à caça de notícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virando o disco (alguém se lembra dos LPs?), vou passar a falar da notícia em si, dos instantâneos da história, coisas do dia-a-dia, &lt;em&gt;fait-divers&lt;/em&gt; (quem encarou faculdade de jornalismo teve que se habituar a termos como este).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da impraticabilidade da objetividade pura, o que as redações e as faculdades deveriam incutir na rapaziada é a honestidade em relação ao que está sendo informado. No caso do texto puramente informativo – não um artigo como este, por exemplo –, que se procure ouvir todos os lados, que se dê o mesmo espaço aos contendores e que se dê mais valor aos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que se respeite o estilo do repórter, que se preserve sua individualidade, mas o que deve ficar sempre claro é o que é informação e o que é opinião do autor ou do veículo de comunicação. Dependendo da linha editorial de cada órgão, é possível sim fazer um texto informativo, jornalístico combinado a um virtuosismo maileriano, rodrigueano, machadiano, roseano e outros anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, informação com estética, por favor. Mas sem querer distorcer os fatos, né? Bem, na medida do possível...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;*Nota: Eu poderia muito bem ter pulado o Fernando Calazans e informado que estava parafraseando só o Nelson Rodrigues. Mas eu não poderia perder a chance de falar sobre o Zico. É que uma vez o Calazans, defendendo o maior ídolo do Mengão contra os babacas que diziam que o Galinho fora um fracasso na Seleção, escreveu no Globo: “Zico não ganhou nenhuma Copa do Mundo. Azar da Copa!” Tal menção – feita apenas para fins de reforçar ou exaltar meu rubro-negrismo – também serve para corroborar a tese de que a objetividade, já que inalcançável mesmo, tem mais é que ir pro diabo que a carregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4842477542589938892?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4842477542589938892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/pra-nao-dizer-que-nao-falei-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4842477542589938892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4842477542589938892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/pra-nao-dizer-que-nao-falei-de.html' title='PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE JORNALISMO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5997330776983817073</id><published>2009-02-05T13:56:00.001-02:00</published><updated>2009-02-05T13:58:35.338-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aristóteles Omorris'/><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS NUMA CONVENÇÃO DE ARREBENTAR NÃO SÓ A BOCA DO BALÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Interregno de paz e harmonia entre amigos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ponta Grossa, Ouro Fino –&lt;/strong&gt; Mal havia transpassado os monumentais pórticos do castelo de *** (perdão, leitores, mas por motivos de segurança não posso tornar público o local em que ocorreu o convescote que aqui neste pútrido blog será descrito) e lá estava Dick Cheney, todo sorrisos, a esperar-me para aplicar um sonoro abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu velho amigo Cheninho contou-me do orgulho que estava sentindo, pois na reunião daquele ano estariam presentes meninos que haviam sido seus alunos. Pena que outros bons aprendizes não poderiam estar presentes por estarem em temporada de, digamos, férias, na base de Guantánamo e em outras masmor..., ou melhor, instalações dos EUA e aliados espalhadas pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da reunião inaugural sentamo-nos com Osama bin Laden, que naquela época ainda não precisava enfrentar a chateação de ter seu nome confundido com um certo presidente. Isso é péssimo para a reputação do meu barbudo amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, enquanto eu saboreava um produto legitimamente escocês de no mínimo 12 anos, Osama e Cheninho relembravam os tempos em que trabalhavam juntos contra a ameaça soviética. “Pô, Osama, meu nego, tu aprendeu tudo direitinho”, comemorou Dick. “E hoje tu é que me ensina”. “Que nada!”, respondeu o arabesco e modesto interlocutor. “Somos um time. Ninguém é melhor que ninguém. Todos temos uma meta em comum”. Cheninho não pôde conter as lágrimas que passaram a banhar seu róseo rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sirene gritou que precisávamos nos dirigir ao auditório. Lá fomos nós três e, enquanto caminhávamos, íamos cumprimentando os grandes amigos: Ehud Olmert, Kissinger, Kadafi, o Tarso, a Dilma, Kim Jong-il, Putin e aqueles dignos camaradas do Hamas e do Hezbollah, cujos nomes sempre troco (sorry, friends, hehe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palestras, os discursos, as apresentações foram chatas como sempre acontece em eventos do gênero, mas o que valeu foi reencontrar essa gente idealista, empreendedora e que faz girar a riqueza do mundo. Sem meus amigos, o que seria da indústria de armas, de caixões, de limpeza de escombros, de segurança privada de líderes impopulares (povo ingrato!) de ocupações, de construção (ou reconstrução), petróleo, entre outros segmentos (incluindo aquela firma especializada em capacetes militares da qual tenho algumas açõezinhas...)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris, se não fosse um doido varrido, seria um crápula&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5997330776983817073?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5997330776983817073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/aristoteles-omorris-numa-convencao-de.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5997330776983817073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5997330776983817073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/aristoteles-omorris-numa-convencao-de.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS NUMA CONVENÇÃO DE ARREBENTAR NÃO SÓ A BOCA DO BALÃO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6749603061810051872</id><published>2009-02-04T15:42:00.002-02:00</published><updated>2009-02-04T15:47:22.310-02:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: BLACKWATER</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SYnT1VMnyQI/AAAAAAAAAB8/7_VcjeJnkIw/s1600-h/Blackwater+capa+livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298999349754710274" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 319px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SYnT1VMnyQI/AAAAAAAAAB8/7_VcjeJnkIw/s320/Blackwater+capa+livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Não tivesse sido derrotado por Bill Clinton em 1992, o então presidente norte-americano, George H. Bush, teria, num hipotético segundo mandato, colocado em prática as ideias de seu secretário (ministro, para nós) Dick Cheney. O que o grupo do Bush pai queria fazer? Só privatizar as guerras que os Estados Unidos promoviam, promovem e continuarão a promover mundo afora. Só isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clinton e os democratas venceram e ficaram no poder até o início de 2001, pois nas eleições de 2000 o candidato da situação, Al Gore, foi roubado na apuração dos votos. “Ganhou” George W. Bush, o Bush filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao poder, agora como vice-presidente, Dick Cheney finalmente poderia tirar do papel os planos elaborados pelas mais maléficas cabeças republicanas e transformá-los em realidade. E o impulso/pretexto/desculpa/oportunidade perfeito para isso foi o múltiplo atentando aéreo da Al Qaeda, o famoso 11 de setembro de 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão do Afeganistão e, mais tarde, a guerra no Iraque, propiciou às empresas amigas dos republicanos contratos mais que generosos. Em várias dessas companhias petrolíferas, construtoras, de segurança etc. os membros do governo Bush tiveram participação acionária e até cargos de diretoria. Bilhões e bilhões de dólares migraram do Oriente Médio para a Gringolândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que amigas do poder, tais empresas compartilhavam com o grupo titular da Casa Branca uma visão messiânica das coisas, em que o Cristo salvador eram os Estados Unidos. Com o discurso de que realizavam a vontade de Deus, justificavam as maiores barbaridades contra afegães, iraquianos e outros povos “não-escolhidos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nesse contexto que se insere a Blackwater, a mais poderosa e influente empresa de segurança a manter contratos com o governo estadunidense. Seu dono e fundador, o jovem Erik Prince, cristão fervoroso, embora católico (ou seja, minoria entre os próceres da potência do norte das Américas) e a vertiginosamente ascendente trajetória da Blackwater são os personagens principais do livro de Jeremy Scahill. Mas o que interessa mais é o pano de fundo. É saber o que move e o que pensam as pessoas que mandam no país mais poderoso do mundo. É perceber que elas agem e se justificam utilizando-se de quase as mesmas palavras proferidas pela Al Qaeda, pelo Hizbollah, pelo Hamas, enfim, por todos aqueles que elas juram odiar e/ou combater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É... As teocracias são bem piores que as outras &lt;em&gt;cracias&lt;/em&gt;, pois nestas não há como debitar tudo na conta de um ser etéreo, sobrenatural e – sei lá – inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Quem quiser saber mais sobre o livro e a respeito de como é que fica essa situação com Obama no poder é só clicar &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.jornaldedebates.ig.com.br/debate/tirano-preso-qual-proximo/artigo/obama-blackwater"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6749603061810051872?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6749603061810051872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/dica-de-livro-blackwater.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6749603061810051872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6749603061810051872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/02/dica-de-livro-blackwater.html' title='DICA DE LIVRO: BLACKWATER'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SYnT1VMnyQI/AAAAAAAAAB8/7_VcjeJnkIw/s72-c/Blackwater+capa+livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2276339117798979732</id><published>2009-01-17T15:45:00.000-02:00</published><updated>2009-01-17T15:46:59.039-02:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E A "TERRA SANTA"</title><content type='html'>- Pô, Pratão, não sei onde esconder a cara, velho...&lt;br /&gt;- Esconde no esgoto, de onde nunca deveria ter tirado. Mas o que aconteceu pra tu tá nesse baixo astral todo?&lt;br /&gt;- Dei motivo pra minha filha entrar em depressão, coitada.&lt;br /&gt;- Ah, não vai me dizer que tu falou que as pernas delas fazem as seriemas parecerem elefantes de duas patas...&lt;br /&gt;- Não é nada disso. É que eu falei pra ela: “Filha, acabei de ver o irmão gêmeo idêntico do seu namorado beijando um rapaz na rua”. Daí ela respondeu: “Mas meu namorado não tem irmão gêmeo”.&lt;br /&gt;- Putzgrila...&lt;br /&gt;- Bom, aí a ficha dela foi caindo e o zoim da menina foram se enchendo de lágrimas e... Aí tu já viu, né?&lt;br /&gt;- Mas tu também... Não tinha um jeito mais estúpido de contar pra menina que o namoradinho dela arranhava o azulejo?&lt;br /&gt;- Ah, deixa pra lá! Agora já foi! Vamos mudar de assunto. Quêqui tá passando na televisão?&lt;br /&gt;- Adivinha. Só dá a guerra dos turcos.&lt;br /&gt;- Que mané turco, rapá?! É israelense contra árabe.&lt;br /&gt;- Tudo a mesma merda. Quero mais é que se explodam.&lt;br /&gt;- Tu é um babaca ignorante mesmo, hein? Nem guerra isso é. É um genocídio, bicho! Os israelenses tão usando tanque de guerra contra estilingue!&lt;br /&gt;- Mas esses terroristas não são flor que se cheire não! Têm que levar chumbo!&lt;br /&gt;- Desde quando velha e criança de dois anos são terroristas? Eles tão passando o rodo, mermão!&lt;br /&gt;- Se os israelenses tão dando uma de Hitler, por que os outros turcos não fazem nada pra ajudar os palestinos, pô?&lt;br /&gt;- Porque os que não tão comprado tão borrando de medo dos americanos, viado!&lt;br /&gt;- Então é tudo uma cambada de bunda-mole!&lt;br /&gt;- Pode ser, mas perto de Israel e dos Estados Unidos eles são favelados donos daqueles cachorrinhos bichas, os pinchers, parece. Tu vai colocar seu pincher pra brigar com o fortão da esquina que tem um pit-bull anabolizado?&lt;br /&gt;- Mas eles são maioria, porra! Deviam ir à luta!&lt;br /&gt;- Eles vão, quer dizer, alguns deles, mas com as armas que têm à mão. Mas não dá pra enfrentar o pit-bull dos americanos, merda! Israel é o pit-bull que os gringos colocaram pra botar “ordem” na casa das Arábias.&lt;br /&gt;- De vez em quando os chihuahua dão uma mordidinha...&lt;br /&gt;- Se tu não controla seu cachorro bravo, ele faz o que quer. Ele ataca qualquer um. É isso: os americanos não fazem questão de tirar do armário a coleira do pit-bull. Daí o canino abusa. Os israelenses tão agindo como animais irracionais, esquecendo que o povo judeu foi vítima de toda espécie de atrocidades. E os americanos só injetando mais anabolizante e deixando o bicho mais feroz.&lt;br /&gt;- Mas, se tu puxa a coleira, a multidão de cachorrinho aproveita e mata o pit-bull, em vez de amansar a fera.&lt;br /&gt;- Tem que ter um jeito de ir puxando aos poucos. Tem que ir recolhendo o leite derramado, porque o dono criou o pit-bull desde o início pra ele agir como tá agindo. Pra mudar vai ser o cão chupando manga.&lt;br /&gt;- Que cão? Pit-bull?&lt;br /&gt;- Sua mãe, vagabundo!&lt;br /&gt;- Vai pro inferno!&lt;br /&gt;- Não, porque o Aristóteles certamente vai morar lá.&lt;br /&gt;- Se é que o Totó não é um enviado do capeta...&lt;br /&gt;- Nisso tu pode tá certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Filósofos de rua em tempo quase integral, Pratão e Pipócrates discordam em tudo, menos no sincero e fiel desprezo à figura de Aristóteles Omorris, que não comunga da tese de que Israel repete na geopolítica o que acontece em termos de comportamento humano. Explico: para os psicanalistas, o agressor de hoje é o agredido de ontem, traumas do passado vão se refletir no futuro etc.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2276339117798979732?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2276339117798979732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/01/prato-pipcrates-e-terra-santa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2276339117798979732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2276339117798979732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2009/01/prato-pipcrates-e-terra-santa.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E A &quot;TERRA SANTA&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5993671036598314795</id><published>2008-12-31T14:50:00.002-02:00</published><updated>2008-12-31T15:00:05.053-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reforma ortográfica'/><title type='text'>HORA DE REFORMA... ORTOGRÁFICA</title><content type='html'>A partir de amanhã, dia 1º de janeiro de 2009, este blog, extremamente a contragosto, passa a adotar a grafia que resultou de mais uma reforma ortográfica no velho e remendando português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as postagens antigas não serão "corrigidas", mesmo porque elas representam o retrato de uma época. Serão como relíquias arqueológicas, do tempo de uma língua portuguesa diferente, do tempo em que, diferentemente do que está chegando, ainda se usavam acentos diferenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a partir de amanhã poderemos cometer pérolas do tipo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O pinguim, dotado de infraestrutura moderna, possuidor de um micro-ondas, mesmo com a asa na tipoia, aqueceu uma suculenta linguica. A assembleia, de pelos arrepiados, delirou.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não para, para não dizer que alguém sempre para para que os idosos passem.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Coitada da jiboia... Além de não ter veneno, ainda lhe tiraram o acento.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5993671036598314795?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5993671036598314795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/12/hora-de-reforma-ortogrfica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5993671036598314795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5993671036598314795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/12/hora-de-reforma-ortogrfica.html' title='HORA DE REFORMA... ORTOGRÁFICA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6105692167583363460</id><published>2008-12-23T00:18:00.003-02:00</published><updated>2008-12-23T00:21:56.145-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amazônia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='índios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='identidade nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>TRECHO DE "O PARTIDO DO INDIVÍDUO", LIVRO QUE JAMAIS SERÁ PUBLICADO</title><content type='html'>— Deputado, eu sou enviada da Berliner e o governo do meu país vê com preocupação sua política para os índios, cogitando até retirar seu apoio financeiro a projetos ambientais. Dizem ecologistas que o senhor pretende embranquecer os índios. É verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. E o governo de seu país pode ficar tranqüilo: eu amo a mãe na&amp;shy;tureza de uma forma, diria, edipiana. E os índios não são nossos inimigos: são habitantes deste país e devem ter os mesmos direitos e possibilidades dos outros. Por que não permitir-lhes mudar? Antes da existência do primeiro ecologista xiita, as culturas mesclavam-se sem culpa, os povos evoluíam pelo contato entre eles. O fato de nossos índios continuarem, aos olhos ociden&amp;shy;tais, primitivos deve-se unicamente ao congelamento do estreito de Behring. Se tivessem continuado na °sia, ou em algumas ilhas do Pacífico, teriam usu&amp;shy;fruído da mesma evolução por que passaram os chineses, os japoneses, entre outros. Evolução que veio do uso da roda, da tração animal e do contato com outros povos asiáticos e até europeus. Se os ecoxiitas existissem naquela época, não deixariam que os chineses passassem alguns de seus conhecimentos aos japoneses, por exemplo, congelando estes em seu atraso, como fazem com os índios atualmente. Já pensou o Japão uma imensa reserva indígena? Nossos índios são do mesmo ramo, do mesmo grupo étnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas não há nenhuma intenção deliberada de retirar os povos da flo&amp;shy;resta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. Há a intenção de dar liberdade para quem queira entrar ou sair da floresta. Se dependêssemos dos ecoxiitas não estaríamos em constante evo&amp;shy;lução tecnológica, científica, pois, segundo sua lógica, progresso significa aniquilação. Ora, nós ocidentais já fomos escravagistas, já fizemos sacrifícios humanos, já fomos completos ignorantes no tratamento de doenças. Por que não dar também ao índio a chance de ter acesso ao que há de bom em nossa civilização? Cristãos, judeus e mulçumanos não desfrutam igualmente dos apa&amp;shy;relhos de ressonância magnética? Sendo este exame uma invenção ocidental, um japonês, para preservar sua identidade étnica, sua cultura, se recusaria a utilizá-lo? Pelo contrário, ele o usa, e o aperfeiçoa. E melhor: partilha esse aperfeiçoamento com o ocidente. Digo que se o estreito de Behring não tivesse derretido, os índios americanos teriam constituído um gigantesco Japão, com trocas de culturas pelo Pacífico e pelo Atlântico. Vamos fazer mais intercâmbios com os índios. Só isso. Se o governo de seu país não qui&amp;shy;ser repassar mais verbas, problema dele. No programa do PLI não está previs&amp;shy;ta a captação de recursos externos para aumentar a proteção e fiscalização sobre o meio ambiente. Esperamos fazer tudo com o que advier das reformas que pretendemos executar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Laszlo, na gritaria dos países ricos contra investimentos e explora&amp;shy;ção comercial da Amazônia não estaria escondido o desejo de fazer com que os países pobres permaneçam sempre pobres? Para que continuem sendo explorados por eles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Esse foi um dos grandes equívocos da esquerda. Não acredito que os países desenvolvidos queiram evitar o desenvolvimento dos outros. Estariam trabalhando contra si mesmos, pois quanto mais países ricos, mais mercados para eles, mais pessoas no mundo com poder aquisitivo para adquirir seus produtos. O que causa esse equívoco é o discurso dos líderes dos países de&amp;shy;senvolvidos, que nos encontros e conferências internacionais privilegiam o aspecto econômico, comercial, pois, teoricamente, já atingiram um nível sa&amp;shy;tisfatório de justiça social. E este é justamente o tema preferido dos mais pobres, sempre de pires na mão, esperando uma ajuda para acabar com a miséria. Essa divergência só aumenta o abismo social dos subdesenvolvidos. Creio que os ricos ajam assim involuntariamente, inconscientemente; mas com certe&amp;shy;za o fazem egoisticamente. Mas grande parte do problema está na falta de vontade política dos governantes e poderosos dos países pobres em resolver por si mesmos suas próprias mazelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Deputado, eu sou artista também e viajei muito pelo exterior. E eu ouvia muito as pessoas dizer que nós não temos uma identidade, uma cultura própria. Na sua opinião, qual a nossa identidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tenho horror a identidade. Significa uma multidão de pessoas idênti&amp;shy;cas. Só reconheço a identidade individual. Felizmente não temos uma única identidade. Temos mais de 150 milhões delas. Felizmente não temos milhares de anos de uma melancólica e solitária tradição a nos manipular como mario&amp;shy;netes. Um indivíduo mestiço possui dentro de si mais cultura que toda uma nação homogênea. Não tivemos receio de nos mestiçar. O racismo que paira so&amp;shy;bre nós é resquício da visão mesquinha e viciosa de nossa herança européia, cujos traços ainda são dominantes em nossa sociedade, no novo mundo. Daqui um pouco nos descontaminamos. Somando a idade das culturas que este território abriga, nossa bagagem cultural, nosso estoque de identidade é imensamen&amp;shy;te superior aos de nossos detratores, meu amigo. Diga isso quando você vol&amp;shy;tar lá. Pode falar que foi um amigo seu que disse — o ambiente descontraiu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nossa identidade é não ter identidade, portanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É não ter uma identidade. É ter várias culturas, vários geists, no sentido hegeliano do termo (veja como é bom poder pegar um pedaço da cultura alemã — por que negar esse prazer aos índios?), palavra que também pode-se traduzir por cultura, apesar de geist significar espírito. Mas é cultura no triplo sentido de educação, concepção de si e do mundo e saber. A cultura é constantemente refundida. Como as três cores primárias. No início da civili&amp;shy;zação havia uma cultura aqui, outra acolá. Desde então elas vêm mesclando-se. Portanto não devemos nos abalar com o que alguns gostam de chamar de “imperialismo cultural”. O que acontece hoje é o que vem acontecendo desde os primórdios da civilização. Gregos e egípcios não trocaram tantos elemen&amp;shy;tos culturais? Não usaram deuses uns dos outros? A diferença é que hoje a troca ocorre com muito mais rapidez. As pessoas se assustam com essa veloci&amp;shy;dade e reagem antes de assimilar o golpe. Caminhamos para uma cultura ainda mais global. Como nossa pátria será todo o planeta, nada mais justo que con&amp;shy;siderar os ritos polinésios como parte de minha herança cultural. Os habi&amp;shy;tantes das ilhas do Pacífico são tão humanos quanto eu ou você. Não me preo&amp;shy;cupa se a cultura da minha cidade, do meu país, venha a fundir-se completa&amp;shy;mente com outra, ou outras. O que importa é que eu tenha o direito de esco&amp;shy;lher o que é melhor para mim. O que importa é o indivíduo, o que ele é ou queira ser. Para que importar-se com a manutenção de culturas, tradições em suas formas puras? Elas não se importam conosco, são abstrações, atavios, confeitos, cosméticos. O que importa são as pessoas, são elas que criam cul&amp;shy;turas. O que importa é o indivíduo, cada um de nós um universo cultural di&amp;shy;ferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6105692167583363460?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6105692167583363460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/12/trecho-de-o-partido-do-indivduo-livro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6105692167583363460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6105692167583363460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/12/trecho-de-o-partido-do-indivduo-livro.html' title='TRECHO DE &quot;O PARTIDO DO INDIVÍDUO&quot;, LIVRO QUE JAMAIS SERÁ PUBLICADO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1451416714707264870</id><published>2008-11-23T13:20:00.002-02:00</published><updated>2008-11-23T13:24:02.244-02:00</updated><title type='text'>O POVO CONTINUA NÃO GANHANDO UMA...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Reproduzo artigo que escrevi para a FOLHA DO SUDOESTE em 2005. O texto continua atual, pois a ameaça da reforma política permanece à espreita.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Mais uma derrota do povo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, aproveitando-se dos trovões provocados pela tempestade Jefferson, com seus Correios e mensalões a provocar estragos e a atrair todas as atenções, os poderes executivo e legislativo fizeram aprovar, na surdina, no já importante âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados um texto que estava merecidamente esquecido e parcialmente sepultado havia uns 10 anos. Trata-se da famigeradíssima reforma política, mais um golpe sobre o cidadão brasileiro, mais uma diminuição dos já parcos poderes do eleitor nacional. Raro caso de união entre situação e oposição (algo que acontece quando se trata do mal comum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as principais mudanças previstas no projeto relatado pelo deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) estão o financiamento público de campanhas, o fim das coligações nas eleições proporcionais, além da escolha de deputados federais, estaduais e vereadores em listas fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não bastassem o mensalão e os Correios, a Seleção e o Robinho, para desviar do assunto principal, ao falar da reforma política a mídia tem dado maior atenção ao financiamento público de campanhas. Mas aqui a ênfase será devidamente empregada no mais novo achaque da classe política sobre o povo brasileiro: o voto em listas fechadas, que roubará do eleitor o que lhe era aparentemente sagrado, ou seja, o direito de votar em quem lhe desse vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o projeto for aprovado em plenário, já a partir de 2006 teremos de nos contentar em votar somente nos partidos, que apresentarão previamente uma lista de candidatos. Os primeiros das listas serão eleitos. Quanto mais votos determinada sigla obtiver, tanto mais parlamentares fará. E quem determinará a ordem das listas e os nomes que as comporão? Os líderes dos partidos. Gente como Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, José Dirceu, Severino Cavalcanti, Anthony Garotinho, Fernando Henrique Cardoso e outros do mesmo ou pior naipe. Eles vão escolher por nós a partir das próximas eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semanticamente falando, partido é uma “organização cujos membros programam e realizam uma ação comum com fins políticos e sociais; facção; associação de pessoas unidas pelos mesmos interesses, ideais, objetivos; liga”. Mas, pelo que temos observado ao longo dos últimos, digamos, 500 anos, esse tipo de agremiação junta - com poucas e respeitáveis exceções - pessoas que só levam em conta aquela parte que fala dos “mesmos interesses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a reforma política que aí está, também fica enterrada a mais de sete palmos de terra a possibilidade da instituição no Brasil da candidatura independente, que existe nos Estados Unidos e outros países. Nada mais democrático do que uma pessoa ter idéias próprias e se lançar candidata sem ter nenhum vínculo partidário - por não ter encontrado um partido que coadune com sua visão ou por princípios outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem defen&amp;shy;da os partidos com sinceridade, acreditando, mesmo que atavicamente, que o poder possa ser exercido não por um indivíduo, mas por uma agremiação tempo&amp;shy;rariamente hegemônica. E, caso esse partido não conte com a aprovação popu&amp;shy;lar, outro subirá ao poder na eleição seguinte. É o que acontece em democracias mais antigas e sólidas. Não se está pregando aqui a extinção dos partidos. Acredito, sim, que as pes&amp;shy;soas têm o direito de pensar de modo diferente; e que um indivíduo ou um grupo pode governar sem compor com corporações inteiras; que se podem colocar em julgamento suas idéias, independentemente de acordos prévios e, muitas vezes, escusos: e que se aprove ou não tais idéias; e que se siga governan&amp;shy;do, qualquer que seja o resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há quem defenda os partidos justamente para que certa situação vantajosa para si e para os seus mante&amp;shy;nha-se indefinidamente. O sistema que privilegia os partidos é bom para certas pessoas: os líderes, por exemplo, podem decidir entre eles mudanças em tal projeto, ou aprovar ou não tal proposta. Tudo isso à revelia de centenas de individuali&amp;shy;dades, que representam outros milhões de individualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um antigo e hoje obscuro pensador, Robert Michels, no início do século passado comparava os partidos políticos às instituições militares. Os dirigentes políticos, mesmo eleitos por seus pa&amp;shy;res, tendem a impor à base, sem debate, seus pontos de vista, exigir uma obediência cega de seus mandados, dizia ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acrescentaria que a sobrevivência dos partidos nos dias de hoje é resquício do primitivo sentimento de gangue que se verifica em muitos animais. O mesmo sentimento que move as guerras tribais que ainda se encontram em deflagração pelo mundo. Nossos partidos são formados por pessoas que se unem para melhor contrariar os interesses da população dentro de uma base legal, manifesta, ou clandestinamente, à socapa. A união com seus semelhantes lhes dá a sensação de superioridade — e impunidade — so&amp;shy;bre os indivíduos. Essa intensa compra de filiações que costuma acontecer por aqui nada mais é do que a busca por aumento de contingente: como as gan&amp;shy;gues de rua, em cujas brigas a turma vencedora quase sempre é a mais numero&amp;shy;sa. O covarde, quando em grupo, torna-se um super-homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1993 houve um plebiscito pelo qual o povo escolheu a forma de governo do Brasil. Como se tratava de uma eleição, houve campanhas no rádio e na TV pela república presidencialista, pela república parlamentarista e pela monarquia (obviamente parlamentarista). Antes do início da campanha oficial, as pesquisas apontavam o favoritismo da república parlamentarista. Mas quando começou o horário gratuito ocorreu uma virada avassaladora e o presidencialismo alcançou uma fácil vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por que aconteceu essa virada? Simples: os defensores do presidencialismo adotaram o simplista e enganador discurso de que o povo, com o parlamentarismo, deixaria de escolher seu líder máximo. Talvez incauto, quem sabe inculto, o povo engoliu a lorota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora, como a reforma política será decidida exclusivamente por parlamentares, todos filiados a partidos, todos receosos do julgamento popular, não haverá campanhas de rádio e TV, a sociedade será mera expectadora e nem os mais sólidos argumentos farão com que mantenhamos o direito de escolher nossos representantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1451416714707264870?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1451416714707264870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/11/o-povo-continua-no-ganhando-uma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1451416714707264870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1451416714707264870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/11/o-povo-continua-no-ganhando-uma.html' title='O POVO CONTINUA NÃO GANHANDO UMA...'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4957597491756873205</id><published>2008-11-10T20:03:00.002-02:00</published><updated>2008-11-10T20:05:08.384-02:00</updated><title type='text'>TRECHO COMPLETAMENTE ALEATÓRIO E FORA DE CONTEXTO DO LIVRO "A CONFRARIA DOS HOMENS DE BEM"</title><content type='html'>Logo agora que estava em via de psicopatização. Não, o garoto estava bem e logo entraria em contato. Se não o encontrasse na revista, tinha instruções para procurar Abel em ca&amp;shy;sa. Ou em qualquer outro lugar a qualquer momento. Seu celular estaria sem&amp;shy;pre ligado. Certamente Saito estava esperando pelo aparecimento do informan&amp;shy;te. Era preciso paciência nessas situações.&lt;br /&gt;         Já no estacionamento Abel realizou o ritual que já se tornava um hábi&amp;shy;to. Discretamente tentava detectar atitudes e veículos suspeitos pelas ime&amp;shy;diações. Viu apenas o pipoqueiro e o vendedor de algodão doce, na verdade agentes de segurança disfarçados contratados por Sforza. Foi-lhes dito que o editor da Proeza vinha sofrendo ameaças e que precisava de uma vigilante proteção. Do outro lado do estacionamento um Tempra branco esperava que Abel saísse para que logo em seguida o escoltasse, procedimento do qual ele já estava a par. Podia partir tranqüilo e colocar-se à espera do deputado, um tipo de ídolo dos confrades, ou então o eleito entre eles para alcançar por outros meios aquilo que eles conseguiam pela remoção de “entraves que impedi&amp;shy;am que a sociedade alcançasse a harmonia e o bem-estar em sua plenitude”.&lt;br /&gt;         Pensavam que ele precisava ouvir as palavras de Rosa para finalmente abraçar a causa dos homens de bem. Será que eles não percebiam que ele já pouco se importava se eles matavam suas vítimas por enforcamento ou inani&amp;shy;ção? Que ele já aceitara o que lhe acontecera como natural e inevitável? Os últimos meses ensinaram-lhe a ser mais pragmático. Um tanto quanto cínico ele já era. Agora ele dizia a si mesmo que não adiantava continuar a sentir remorsos ou culpa. O que ele poderia fazer? O sangue não deixaria de impreg&amp;shy;nar suas mãos em hipótese alguma. Se denunciasse a Confraria, poderia ganhar proteção da polícia enquanto assistia às investigações sobre as atividades dos confrades. Proteção? Eles prometeram que não lhe infligiriam nenhum dano físico. Enfim, conseguiriam provar alguma coisa contra eles, contra conspi&amp;shy;radores tão eficientes e meticulosos? Se eles fossem presos, se a Confraria fosse desmantelada, os estranhos e fatais incidentes cessariam, mas os atos inescrupulosos daqueles ligados à administração e à representação públicas continuariam a causar sérios problemas aos menos favorecidos. Eles sujaram suas mãos para sempre ao travarem com ele o primeiro contato.&lt;br /&gt;         Melhor permanecer do lado mais justo. Ou menos injusto. Tanto melhor que conseguiu um bom emprego, um salário invejável e a vida que teria pedido a Deus se acreditasse em um. Que importava se estava convencido ou não da justeza dos atos da Confraria? Não estava minimamente disposto a abrir mão do que conquistara; não apearia do cavalo da fortuna. Conversaria normalmen&amp;shy;te com o deputado. Mas nada do que lhe fosse dito alteraria seu pensamento. Estava sinceramente curioso a respeito das idéias daquele homem. E do próprio homem. Queria saber detalhes de seu projeto. Sentia-se privilegiado por vislumbrar o embrião de uma candidatura à presidência da República. Um con&amp;shy;frade-presidente. Idéia impensável, de difícil digestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Aleksei preferiu não mencionar ao seu editor o que tinha em mente. Mais prudente seria esperar. Queria conversar antes com Abel; e também deixar que a polícia brasiliense apurasse alguma coisa. Por enquanto, nada de fugir do trivial que o cotidiano lhe oferecia fartamente. O caçula da família Vale dava os retoques finais em sua matéria sobre o dia-a-dia de alguns mendigos da cidade de São Paulo, seus hábitos, seus pensamentos, suas hipóteses sobre o sentido da vida. Descobriu um sem-teto que fora engenheiro, realizador de várias obras de vulto no passado, construtor de viadutos e pontes para anti&amp;shy;gas gestões da prefeitura, e que agora tinha como residência o vão de uma de uma das construções que assinara.           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus dedos deslizavam pelo teclado não tão rápido como de costume por&amp;shy;que estava fixa em sua mente a imagem com a qual fora agraciado na noite anterior. Depois de deixar o jornal e voltar para casa esperava, ao abrir a porta, encont&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4957597491756873205?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4957597491756873205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/11/trecho-completamente-aleatrio-e-fora-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4957597491756873205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4957597491756873205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/11/trecho-completamente-aleatrio-e-fora-de.html' title='TRECHO COMPLETAMENTE ALEATÓRIO E FORA DE CONTEXTO DO LIVRO &quot;A CONFRARIA DOS HOMENS DE BEM&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5839521873913190697</id><published>2008-10-31T14:23:00.003-02:00</published><updated>2008-10-31T14:49:11.931-02:00</updated><title type='text'>CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA LER O NOVO COMENTÁRIO BILÍNGÜE PRODUZIDO PELA AGÊNCIA P&amp;P</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SQsxPzT16OI/AAAAAAAAABc/PvHJkWsF2cE/s1600-h/Ag+PP+02.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5263354737053788386" style="WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SQsxPzT16OI/AAAAAAAAABc/PvHJkWsF2cE/s400/Ag+PP+02.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Agência P&amp;amp;P 2008 - Uma divisão do desconglomerado Pratão &amp;amp; Pipócrates na Rede (de dormir)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5839521873913190697?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5839521873913190697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/clique-na-imagem-abaixo-para-ler-o-novo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5839521873913190697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5839521873913190697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/clique-na-imagem-abaixo-para-ler-o-novo.html' title='CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO PARA LER O NOVO COMENTÁRIO BILÍNGÜE PRODUZIDO PELA AGÊNCIA P&amp;P'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SQsxPzT16OI/AAAAAAAAABc/PvHJkWsF2cE/s72-c/Ag+PP+02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4884087475343001962</id><published>2008-10-22T16:55:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T17:01:44.190-02:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS E O ÁPICE DO DELÍRIO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A insustentável grandeza do (meu) ser&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aristóteles Omorris&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Louis, Vuitton –&lt;/strong&gt; Curioso a respeito do como-ser-pobre, resolvi fazer uma experiência científica, que, claro, envolveu toda a minha magnânima humildade. Abri mão de usar minha fortuna e passei a viver em uma morada para pessoas de baixo rendimento. A experiência já dura algumas décadas, mais precisamente desde minha mais tenra e rica infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O empiricismo, o mergulho na coisa-em-si sempre foi algo muito forte em mim. Minha entrega ao trabalho é de tal ordem que muita gente pensa com toda a força de todos os seus dois neurônios que eu sou realmente um pobre. Somente aqueles com capacidade superior, que conseguem enxergar além da superfície e têm a capacidade de decifrar a linguagem corporal conseguem detectar a magnitude do meu ser. Sinto informar que ainda não encontrei alguém com tal habilidade. Em verdade, encontro diariamente. Quando fito o espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imperativo e categórico que vivenciemos todas as situações as quais forem possíveis para que possamos atingir a plenitude da sabedoria, para que um dia sejamos nirvanicamente capazes de ter uma compreensão holística do vir-a-ser, do ex-devir, do existir, enfim, de toda a fenomenologia que abrange o universo em que as coisas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posicionado alguns (muitos, dizem inúmeras pessoas) degraus acima da &lt;em&gt;intelligentsia&lt;/em&gt; que supostamente comanda o planeta, precisei rebaixar-me aos extratos mais repugnantes da sociedade. Embora ainda estejam incompletos meus estudos, posso adiantar que eles já representam a maior das vitórias da epistemologia em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes volumosas, dignas e honrosas lágrimas resolvem empreender visitas aos meus belos olhos. Ocorrências do gênero vêm à baila sempre que volta à tona no mar de minha consciência o heracliano sacrifício pessoal que venho fazendo durante toda a minha vida desperta. Poderia eu dar de ombros às misérias, mazelas e opróbrios do mundo e afogar-me em espumantes de França, empanturrar-me de beluga, sufocar-me de cubanos, trocar de jato (com suíte presidencial, hidromassagem, torneiras, puxadores e outros artefatos, todos em ouro) todo ano... Enfim, entregar-me a uma &lt;em&gt;dolce vita&lt;/em&gt; eterna – ainda que merecida. Mas não, &lt;em&gt;au contraire&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui estou, em benefício da humanidade, vivendo entre as mais reles criaturas, suportando sinas malsãs – como escrever para este escatológico blog e suportar figuras ridículas e invejosas como Pratão e Pipócrates – e tudo isso para quê? Para ser incompreendido e tachado de um mero e asqueroso POBRE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, ciência pura e verdadeira, quantas vilanias já foram cometidas contra teu nome? Mas não cantem vitória antes do tempo, ignóbeis forças do mal e da ignorância. Vou continuar vivendo em meu paupérrimo casebre, com o bom e fiel Lorde Byron (um símio que, apesar das inverdades lançadas &lt;em&gt;ad nauseam&lt;/em&gt; por aí, não é meu &lt;em&gt;ghost writer&lt;/em&gt;) e desenvolvendo minhas pesquisas, sempre pensando, de forma ferozmente altruística, no progresso de toda a humanidade. Termo que não tenho certeza se abarca o titular deste blog e os já citados energúmenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris é colunista de meio período e canalha em tempo integral&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4884087475343001962?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4884087475343001962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/aristteles-omorris-e-o-pice-do-delrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4884087475343001962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4884087475343001962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/aristteles-omorris-e-o-pice-do-delrio.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS E O ÁPICE DO DELÍRIO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-9028286406760803052</id><published>2008-10-09T08:44:00.003-03:00</published><updated>2008-10-09T09:02:23.788-03:00</updated><title type='text'>MOMENTO DE DELÍRIO NO FILME "ZEITGEIST"</title><content type='html'>Criaram o 9/11 através de outra mentira. Através do 9/11, estamos travando uma&lt;br /&gt;guerra do terror e de repente já estamos no Iraque, que foi outra mentira, e agora vão para o Irã. Uma coisa leva à outra, que leva à outra e assim por diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu perguntei-lhe: "Mas porque querem fazer isto? Para que fazer isso tudo? Vocês já têm todo o dinheiro do mundo, têm todo o poder, vocês estão só espalhando sofrimento. Isso não é algo bom".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele disse: "Por que se importa com as pessoas? Cuide de si próprio e tome conta da sua&lt;br /&gt;família".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lhe disse: "E qual é o objetivo final disso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele respondeu: "O principal é chipar todas as pessoas do mundo com um RFID. E ter todo dinheiro transacionado através do chip e fazer tudo através desses chips. E se alguém quiser protestar sobre alguma coisa ou violar os nossos interesses, apenas os desligamos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo: microchip.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005, o congresso norte-americano, sob pretexto do controle da imigração e da tão chamada guerra ao terrorismo, passou o “Real ID act”, e, a partir de maio de 2008, passaria a ser exigido um Cartão de Identificação Federal, que inclui um código de barras escaneável&lt;br /&gt;com a sua informação pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esse código de barras é apenas um passo intermédiario, antes do chip ser equipado com o Módulo Localizador RFID, que usa freqüências que localizam indivíduos em qualquer lugar do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estiver soando ficção demais, lembre-se que o chip de localização RFID já existe em todos&lt;br /&gt;os passaportes americanos e europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo final é o implante, que muitas pessoas já vêem como indispensável e estão dispostas a&lt;br /&gt;aceitá-lo sob os mais diversos pretextos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos na Florida uma família de pioneiros nesse admirável mundo novo. Eles voluntariaram-se para serem os primeiros a ter o microchip de indentificação implantado nos seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras das mãe: "Depois do 9/11 comecei a ficar preocupada com a segurança da minha família. Não me importo de ter um implante permanente no braço que me identifique".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, todos se resumirão a uma rede de controle monitorizada, em que cada ação que você fizer será documentada e, se sair da linha, basta desligar o chip, quando todos os aspectos da sociedade já se resumirão a interações entre chips.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a imagem que está desenhada para o futuro se você abrir os olhos e perceber. Uma economia centralizada onde todos os movimentos e transações de todos serão seguidos e registrados. Todos os direitos serão retirados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o mais incrível de tudo: estes elementos totalitários não serão forçados. O povo irá desejá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a manipulação da sociedade através de uma geração de medo e divisão completamente desencaixada do sentido humano de poder e realidade - um processo que tem sido desenvolvido&lt;br /&gt;por séculos, se não milênios -, religião, patriotismo, raça, saúde, classe e todas as outras formas de identificação separatista têm servido para criar uma população controlada, totalmente maleável nas mãos de alguns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividir para conquistar é a epígrafe. E enquanto as pessoas continuarem se vendo como separadas de todo o resto, se entregarão para serem completamente escravizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens por trás da cortina sabem. E também sabem que se as pessoas descobrirem a sua&lt;br /&gt;verdadeira relação com a natureza e a verdadeira dimensão e poder do seu EU, o Zeitgeist que está sendo preparado desmoronará como um castelo de cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o sistema em que vivemos leva-nos a acreditar que somos impotentes, fracos, que nossa sociedade é horrível e má, fraudulenta, repleta de crime e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISSO É TUDO UMA MENTIRA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos poderosos, lindos e extraordinários. Não há razão para não percebermos quem&lt;br /&gt;somos na realidade e para onde vamos. Não há nenhum razão para qualquer indivíduo não ser realmente forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós somos seres extraordinários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-9028286406760803052?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/9028286406760803052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/momento-de-delrio-no-filme-zeitgeist.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/9028286406760803052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/9028286406760803052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/momento-de-delrio-no-filme-zeitgeist.html' title='MOMENTO DE DELÍRIO NO FILME &quot;ZEITGEIST&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7410261665766020557</id><published>2008-10-07T14:32:00.002-03:00</published><updated>2008-10-07T14:40:56.502-03:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS ABALIZADOS PRODUZIDOS PELA AGÊNCIA P&amp;P (SIM, DO PRATÃO E DO PIPÓCRATES) TRADUZIDOS PARA O INGLÊS PELO TRADUTOR DO GOOGLE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SOue8VCxpPI/AAAAAAAAABU/MLUGorGJAeY/s1600-h/Comentarios+traduzidos+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254468149535941874" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SOue8VCxpPI/AAAAAAAAABU/MLUGorGJAeY/s320/Comentarios+traduzidos+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eis o primeiro comentário divulgado pela recém-criada agência P&amp;amp;P. Todos os textos serão traduzidos para o inglês porque a pretensão dos sócios-fundadores da empresa é universalizar, disseminar seus conhecimentos, suas idéias, suas sandices. Como nada sabem do idioma de Shakespeare e Bush, utilizam-se dos serviços do tradutor do Google. Confira o primeiro - e já seminal - trabalho da supracitada e já conceituada agência. Clique no quadro para ampliá-lo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7410261665766020557?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7410261665766020557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/comentrios-abalizados-produzidos-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7410261665766020557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7410261665766020557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/comentrios-abalizados-produzidos-pela.html' title='COMENTÁRIOS ABALIZADOS PRODUZIDOS PELA AGÊNCIA P&amp;P (SIM, DO PRATÃO E DO PIPÓCRATES) TRADUZIDOS PARA O INGLÊS PELO TRADUTOR DO GOOGLE'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_U8ODKLmje-Y/SOue8VCxpPI/AAAAAAAAABU/MLUGorGJAeY/s72-c/Comentarios+traduzidos+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2728220311845458170</id><published>2008-10-01T14:24:00.000-03:00</published><updated>2008-10-01T14:25:58.962-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E AS ELEIÇÕES</title><content type='html'>- Que cara é essa, Pratão?&lt;br /&gt;- Como “que cara”? É minha cara de sempre. A mesma merda de sempre.&lt;br /&gt;- Eu te conheço, porra! Quêqui aconteceu?&lt;br /&gt;- Ah, Pipócrates... Meu filho... Ele...&lt;br /&gt;- Quêqui tem ele? Tá doente?&lt;br /&gt;- Pior... Ontem ele disse que ia sair pra jogar bola com uns amigos.&lt;br /&gt;- Qual o problema nisso?&lt;br /&gt;- O problema é que eu fiquei sabendo que ele foi é na Parada Gay!&lt;br /&gt;- Puxa vid... Mas talvez ele seja apenas simpatizante... Tem muita gente que vai só pra ver a festa e...&lt;br /&gt;- Simpatizante o caralho! Desde quando simpatizantes no dia seguinte recebem flores com cartões escritos “Com amor, Carlão”?&lt;br /&gt;- Bem... É... Vamos mudar de assunto, vamos mudar de assunto... E as eleições? Tá chegando o dia. Quêqui tu tá achando das campanhas?&lt;br /&gt;- A bosta de sempre.&lt;br /&gt;- É... Nisso tenho que concordar. É um saco essa merda de campanha eleitoral. O pior é que a droga é ministrada de dois em dois anos. Mas tem um projeto aí pra unificar as eleições todas. Daí vamos ter campanha só de quatro em quatro anos. Vai minimizar o problema.&lt;br /&gt;- Se for aprovado, vai ser pior pro povo.&lt;br /&gt;- Porra, Pratão! Tu mesmo acabou de falar que campanha é uma bosta!&lt;br /&gt;- E é! Mas é um mal necessário. Se tivesse eleição TODO ano, seria muito melhor pra sociedade, apesar do baixo nível dos políticos e dos programas eleitorais.&lt;br /&gt;- Ah, vai tomar no cu! Eleição todo ano? Aí eu me suicidava.&lt;br /&gt;- O que seria um baita favor ao mundo.&lt;br /&gt;- Ah, vai te f...&lt;br /&gt;- Tu não viu os estudos que os viados dos cientistas publicaram?&lt;br /&gt;- Que estudos?&lt;br /&gt;- Foi comprovado que os donos do poder trabalham mais em anos eleitorais.&lt;br /&gt;- Claro, eles querem ser reeleitos ou eleger seus cupinchas.&lt;br /&gt;- Mas não deixam de beneficiar o povo. A sede pelo poder faz com que eles pensem mais em agradar os eleitores. Ponto pra nós, porra!&lt;br /&gt;- Só que, quanto mais eleição, mais despesa pros cofres públicos.&lt;br /&gt;- Despesas com a realização das eleições? Bah! São ínfimas perto das obras e outras porras que os políticos fazem pra sociedade. Uma ponte e um conjunto habitacional pagam as eleições municipais em todo o país. Então imagine pontes sem fim e casas a rodo espalhadas pelo Brasil afora! Pô!?&lt;br /&gt;- Mas a gastança pública pode aumentar as dívidas de União, estados e municípios, babaca.&lt;br /&gt;- Pra que existe a merda da Lei de Responsabilidade Fiscal? É só fazer cumprir essa joça. Tem que funcionar esse troço de três poderes, viado!&lt;br /&gt;- Mas essa merda de campanha é um saco. Principalmente o tal do horário gratuito na televisão. Fica atrapalhando meus programas. Tu sabe que eu gosto dos canais educativos, os programas-cabeça...&lt;br /&gt;- Pra cima de mim, pederasta? Tu só vê novela, canalha! E de todos os canais! Eu tô sabendo, frutinha... Enquanto tá vendo novela num canal, põe pra gravar a do outro. Coisa de boiola-quase-transexual...&lt;br /&gt;- Vai pro inferno, cornão!&lt;br /&gt;- Pra poder ver suas novelas no horário de sempre, tu tá disposto a sacrificar o bem-estar dos mais necessitados, né mesmo? Tendo eleição todo ano, o povo mais sofrido vai ter mais saúde, educação, segurança, saneamento básico, moradia e outras porras. Mas tu quer que todo mundo fique à míngua porque a merda do horário eleitoral atrapalha suas novelinhas, pois tu morre de curiosidade pra saber quem fica com quem. Ora, vai tomar no meio do cu!&lt;br /&gt;- Vai tu, animal!&lt;br /&gt;- Posso até ir, mas não sem antes dar umas porradas no Totó, só pra descarregar a raiva.&lt;br /&gt;- Aí tudo bem. Bater no Totó é uma obrigação cívica que deveria ser ensinada nas escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pratão e Pipócrates, filósofos de rua, discordam em tudo, menos no sadio ódio visceral a Aristóteles Omorris (Totó, para os não-íntimos)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2728220311845458170?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2728220311845458170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/prato-pipcrates-e-as-eleies.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2728220311845458170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2728220311845458170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/10/prato-pipcrates-e-as-eleies.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E AS ELEIÇÕES'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6581951200792559887</id><published>2008-09-17T15:54:00.004-03:00</published><updated>2008-09-18T10:49:29.623-03:00</updated><title type='text'>POESIA + SURREALISMO = bom, deixa pra lá...</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Falta de amnésia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal qual aqueles mamutes ensandecidos&lt;br /&gt;Que só se acalmavam ao som do Hino à República&lt;br /&gt;Os opositores perderam a fé em um mundo melhor&lt;br /&gt;A situação estava derrotada&lt;br /&gt;E nada poderia ser feito para que a situação fosse revertida&lt;br /&gt;Ambos os lados choravam a vitória&lt;br /&gt;Para o barão tudo era novidade&lt;br /&gt;No entanto, não vira as armas assinaladas&lt;br /&gt;Nem mesmo a princesa levantou-se de seu leito&lt;br /&gt;Hoje é tudo que lhes restou&lt;br /&gt;Das veredas do neoliberalismo&lt;br /&gt;Surgiu aquele que salvaria&lt;br /&gt;Aqueles que já estavam salvos&lt;br /&gt;Para além do fim da história&lt;br /&gt;Neandertais sempre atentos&lt;br /&gt;Vislumbram um auspicioso porvir&lt;br /&gt;O garoto do quadro de Vermeer&lt;br /&gt;Que nada tinha a ver com a história&lt;br /&gt;Muito menos com esta&lt;br /&gt;No final todos perderam&lt;br /&gt;Inclusive o lanche do fim da tarde&lt;br /&gt;De nada adiantaram séculos de progresso&lt;br /&gt;Nem mesmo o advento do Hino à República&lt;br /&gt;Que só servia para acalmar os mamutes ensandecidos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6581951200792559887?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6581951200792559887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/poesia-surrealismo-bom-deixa-pra-l_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6581951200792559887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6581951200792559887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/poesia-surrealismo-bom-deixa-pra-l_17.html' title='POESIA + SURREALISMO = bom, deixa pra lá...'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1958395283313212126</id><published>2008-09-08T16:14:00.004-03:00</published><updated>2008-09-08T16:25:01.258-03:00</updated><title type='text'>TRECHINHO ATÉ QUE INTERESSANTE DO TEXTO DO FILME "ZEITGEIST"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Retirado do script do filme &lt;em&gt;Zeitgeist&lt;/em&gt;:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A maior conversa fiada de todos os tempos - você tem que tremer um pouco e concordar -, a campeã de todos os tempos no que diz respeito a falsas promessas e exageros é a religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensem um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião definitivamente convenceu as pessoas de que há um homem invisível que mora no céu, que vigia tudo o que você faz, todos os minutos do seu dia - e o homem invisível tem uma lista especial de dez coisas que ele não quer que você faça e, se você fizer quaisquer destas dez coisas, ele tem um lugar especial, cheio de fogo, fumaça, queimaduras, torturas e sofrimento, para o qual vai te mandar para viver, sofrer, arder, sufocar, gritar e chorar para todo o sempre até ao fim da eternidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele te ama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele te ama... e precisa de dinheiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sempre precisa de dinheiro! Ele é todo-poderoso, sabe tudo e tem tudo, mas de alguma forma... precisa de dinheiro! A religião lida com bilhões de doláres, as igrejas não pagam impostos e precisam sempre de um pouco mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1958395283313212126?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1958395283313212126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/trechinho-at-que-interessante-do-texto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1958395283313212126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1958395283313212126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/trechinho-at-que-interessante-do-texto.html' title='TRECHINHO ATÉ QUE INTERESSANTE DO TEXTO DO FILME &quot;ZEITGEIST&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4989315314032889070</id><published>2008-09-01T15:50:00.005-03:00</published><updated>2008-09-02T14:18:41.141-03:00</updated><title type='text'>DICAS DE FILMES</title><content type='html'>Primeiro, uma preciosidade da inteligência humana, ou seja, o resultado do bom uso do cérebro, disponível no link &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, "ao vivo", aqui mesmo em Jataí, teremos a exibição dos filmes do Fica (Festival de Cinema Ambiental), realizado todo ano na cidade de Goiás. As sessões começam às 14 horas, no próximo sábado, dia 6 de setembro, no Salão Nobre do Instituto Samuel Graham (ISG). A promoção é do pessoal do Campus Avançado da UFG. Tudo de graça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4989315314032889070?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4989315314032889070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/dicas-de-filmes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4989315314032889070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4989315314032889070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/09/dicas-de-filmes.html' title='DICAS DE FILMES'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8178750988550597228</id><published>2008-08-28T14:46:00.007-03:00</published><updated>2008-08-28T15:07:23.430-03:00</updated><title type='text'>UM POEMA, DUAS CONSTATAÇÕES E UM PEQUENO ARTIGO.  TUDO CONTRA DEUS, RELIGIÃO E OUTRAS SUPERSTIÇÕES, EVIDENTEMENTE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Deus-milingüindo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não ajuda&lt;br /&gt;quem cedo madruga.&lt;br /&gt;Nem quem acorda tarde.&lt;br /&gt;Nem quem nunca dorme.&lt;br /&gt;Nem quem vive dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não faz&lt;br /&gt;nem acontece.&lt;br /&gt;Deus não dá&lt;br /&gt;nem dará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus nada provê.&lt;br /&gt;Deus é de nada.&lt;br /&gt;Deus é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;Nad&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;n&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;•••••&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguém que não existe, Deus já causou muito problema neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Deus existisse, o mundo já teria acabado.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;•••••&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A irresistível atração do lodo primordial&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Os instintos compõem a natureza dos seres vivos desde a formação do ancestral comum de todos nós, humanos, porcos, galinhas, ratos, baratas e companhia quase ilimitada. Ou seja, quando a gente confortavelmente ainda residia naquele lodo primordial, lá estava o implante básico do instinto de sobrevivência, que existe para que sejam “praticados” os outros instintos, sempre com o objetivo, a idéia fixa de colocar na roda o que manda o instinto de perpetuação da espécie.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/p&gt;Bilhões de anos se passaram – período em que sobrou tempo para que os dinossauros aparecessem, imperassem e depois fossem varridos da face da Terra – e a evolução aprontou um monte. Tanto fez que há pouco tempo, cosmicamente falando, surgiu o tal do ser humano, supostamente o supra-sumo da inteligência, o bambambam das capacidades cognitivas e aquele que dominaria todas as outras espécies sem precisar recorrer à força bruta. E também colocando a força bruta a serviço da inteligência. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;É, o homem botou a concorrência no chinelo, mas surgiu um “pobreminha”. A tal da consciência. A consciência de si, do universo e a certeza da morte. “Que merda esse negócio de morrer e deixar de existir!”, deve ter bradado, retumbantemente, o primeiro ser inteligente. “Qual o sentido de – pop! – num momento a gente passar a existir e no momento seguinte – pop! – não existirmos mais?” &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/p&gt;Então, para confortar a si mesmo, o homem começou a inventar um monte de histórias, hipóteses, suposições, mentiras, modas... Bem, foi assim que surgiu Deus. “Pô, é isso!”, voltou a bradar o bom e velho ser inteligente, talvez não o mesmo, mas o bisneto ou tataraneto do primeiro. “Um ser superior, uma entidade, um troço qualquer criou tudo, o Sol, a Lua, as estrelas, nosso mundo e nós mesmos! É isso! E tem mais, gente boa das cavernas: nossa existência tem sentido sim! Fomos criados com uma missão. A gente tem um negócio que chama alma ou espírito, algo assim, que existe antes da gente ter um corpo e que vai continuar existindo quando este nosso corpo morrer”. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Surgiram-se assim, de uma “tacapada” (eles usavam tacape naquela época. Os tacos ainda não haviam sido criados) só, Deus e a mãe de todas as religiões atuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O apego a crenças e superstições não passa de um apego ao bom e primordial lodo. Quando o homem começou a pensar e a se horrorizar diante da não-existência, do abismo eterno, do nada, o idoso e básico instinto de sobrevivência entrou na parada. “Opa, deixa eu agir, senão vai começar uma onda avassaladora de suicídios nessa joça”, pensou Mr. Survival Instinct (ele é todo metido, desculpem-no). &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Só não sabia o instinto a confusão que ele iria causar, pois o homem inventou Deus, religião e todas as outras balelas adjacentes. Em decorrência vieram as guerras religiosas, os preconceitos, as perseguições, os radicais, fundamentalistas chatos de galochíssima, a intolerância e, para culminar, o maldito barulho produzido pelas igrejas. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Talvez o pior dano tenha sido a criação da consciência postiça. Sim, pois as pessoas, com o advento da fé, sentiram-se desobrigadas de manter um comportamento ético. Afinal, proprietário de uma consciência externa, uma consciência fora-do-ser, o ser humano sente-se autorizado a enganar o próximo para, depois, pedir o perdão na igreja ou numa simples e rápida prece noturna. Ficha limpa, agora é partir para “pecar” mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;p&gt;As pessoas não fazem o certo porque é certo, mas por medo do inferno ou algo parecido no “além”. A religião, admitamos, pode servir de freio para muita gente, pode ter evitado muitos atos deploráveis, mas a humanidade paga um preço muito alto por esse implante da natureza. A superstição atrasou o desenvolvimento da nossa espécie. O pensar-por-si-mesmo, a consciência própria, a ética pela ética e a convivência harmoniosa poderiam ser produtos presentes nas prateleiras da mentalidade humana há muito tempo. Isso, claro, se os suicídios não inviabilizassem nossa sobrevivência como espécie.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8178750988550597228?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8178750988550597228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/um-poema-duas-constataes-e-um-pequeno.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8178750988550597228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8178750988550597228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/um-poema-duas-constataes-e-um-pequeno.html' title='UM POEMA, DUAS CONSTATAÇÕES E UM PEQUENO ARTIGO.  TUDO CONTRA DEUS, RELIGIÃO E OUTRAS SUPERSTIÇÕES, EVIDENTEMENTE'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8736551823086457803</id><published>2008-08-19T15:05:00.003-03:00</published><updated>2008-08-19T15:08:51.127-03:00</updated><title type='text'>UM CONTO (QUE NÃO É DE NATAL)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;O homem que foi tirar satisfações com Papai Noel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um papel amassado na mão e uma cara de profunda contrariedade na cabeça, o homem subiu a pouco íngreme colina no topo da qual morava, em uma casinha simples, tijolos aparentes, cachorro vira-lata porte médio deitado na frente, o velho das longas barbas brancas que a criançada do bairro só chamava de Papai Noel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca dera presente algum a alguém (pelo menos ninguém presenciara ato do tipo), mas o simples fato de ostentar longos pelos faciais desprovidos de cor bastava para que lhe houvessem impingido a óbvia alcunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria, segundo os adultos locais, entre 65 e 80 anos, morava ali desde sempre e nunca fizera nada na vida. Os mais antigos diziam que ele estava ali havia 40 anos e lhe atribuíam diversas profissões e os mais disparatados passados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns, fora um milionário que se cansara da vida, doara todos os bens aos pobres e resolveu viver como um deles. Para outros, havia sido depenado pela ex-mulher e se tornado um pobretão recluso. Outras versões davam conta de que ele era um político derrotado, jogador de futebol fracassado ou simplesmente um maluco por vocação, um esquisito profissional ou algo do gênero das misantropias que pululam por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o que importa é que era por Papai Noel que ele era conhecido e chamado, não só pelas crianças, mas também pelos adultos, que não sabiam seu verdadeiro nome. Nas raras vezes em que saía de casa a criançada logo o cercava, gritava seu apelido, às vezes puxava-lhe a barba. Ele não era simpático a elas, mas tampouco lhes era hostil. Sem sorrisos, sem afagos, mas também sem admoestações e sem agressões físicas. Se o “verdadeiro” Papai Noel é chamado de “bom velhinho”, o eremita do bairro era um velhinho neutro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papel amassado na mão, cara fechada, o homem bateu na porta com certa impaciência. Uns 30 segundos depois o neutro velhinho o atendeu com uma expressão neutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi o senhor que escreveu isso? – o homem foi logo perguntando, abrindo o papel e mostrando-o para o dono da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humm... Parece minha letra – respondeu neutramente o velho. Seu tom de voz não era o de alguém que estivesse tirando o corpo fora. Ele não só não se lembrava, mas também aparentava não se lembrar de que havia escrito aquela carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois foi o senhor sim! – A calma e a sinceridade do velho pareciam ter exasperado ainda mais o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É. Deve ter sido – a voz do velho era baixa, tranqüila. - Por favor, entre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem entrou e aceitou a oferta para se sentar no pequeno, acanhado e principalmente antigo sofá que, digamos, ornamentava a sala (um dos quatro cômodos da casa). O homem ficou surpreso com a limpeza e organização do local. Segundo o clichê, a poeira, o lixo e os insetos deveriam ser os monarcas do ambiente. Mas não. Havia muitos livros e uma mesa sobre a qual repousavam lápis, borracha, régua e papel. Fosse o que fosse em que o velho estava trabalhando, ele escondeu para que a visita não visse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, o que eu posso fazer por você? – perguntou o Papai Noel do bairro, sem sorrir, mas extremamente cortês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu tenho um filho de 6 anos – começou o homem, já bem mais calmo, talvez fascinado pelas maneiras do velho ou encantado com a modesta-mas-aconchegante casa ou pela soma de motivos. – E foi para ele que o senhor enviou esta carta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah... – um leve sorriso esboçou-se por trás daquela barba toda. O homem não pôde percebê-lo, é claro. – Deve ser do garoto que me pediu uma coisa bem bonita... Sabe como é, como todos me chamam de Papai Noel, ele, em sua inocência, me escreveu uma cartinha, coitado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele escreveu assim na carta dele: “Uma coisa bem bonita”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi desse jeitinho. Ele disse que não ia pedir um carrinho, um jogo, uma bola, nada. Eu que tinha que escolher. Escolher uma coisa bem bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o senhor mandou isso? – o homem agitou a carta. Havia censura em sua voz, mas exasperação, não mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, se for a mesma carta que escrevi. O presente era o que estava escrito. Bem, o conteúdo nem me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois eu vou refrescar sua memória! – O homem começou a exaltar-se novamente. – Vou ler para o senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam sentados um de frente para o outro. O mais jovem continuava no sofá e o mais velho já se acomodara na única cadeira da casa. O homem então afastou um pouco o papel de seus olhos e começou a ler, de forma clara e fluente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;“Olá, pequenino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa bem bonita em termos materiais eu não posso lhe dar, pois sou um Papai Noel pobre de um país pobre. Mesmo os duendes são raros neste país. Lá no Hemisfério Norte é permitido o trabalho escravo, desde que o serviço seja executado por duendes. Portanto, a concorrência é desleal e o máximo que posso fazer é lhe dar uns conselhos. E espero que você os considere uma coisa bem bonita. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Você é muito novo, mas já deve estar começando a receber mesada do papai. Não gaste. Economize, pois você tem de graça tudo que precisa para viver bem. É você que paga sua escola, suas roupas, seu videogame, sua comida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brinque bastante e estude direitinho, mas sem sacrifícios: só o suficiente para passar no vestibular no curso que for de sua escolha. SUA escolha, não a de seus pais ou de qualquer outra pessoa. Faça o que der na telha até entrar na faculdade, mas continue economizando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 15 anos retire seu dinheiro da poupança e compre ações. Mas só ações de empresas fortes e sólidas, hein? Todo dinheiro que sobrar vai colocando lá. Se for estudar fora da cidade, tente gastar o mínimo possível para continuar economizando. Melhor continuar morando com os pais e recebendo uma mesada até conquistar o primeiro emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não caia na besteira de namorar firme. Cabeças jovens são volúveis e propensas a agir sem pensar. Daí pra cair num casamento é um pulo. Não engravide ninguém. Isso vai arruinar sua vida em diversos aspectos. O casamento e o “amor” são armadilhas montadas pela natureza para que aconteça a única coisa pela qual ela trabalha: a perpetuação da espécie. Em suma, seja racional e não aja como um peixe, um sapo ou uma barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na faculdade ou recém-formado, aceite qualquer coisa que lhe oferecerem. O salário pode ser ruim, a condições de trabalho, não ideais, mas a experiência será valiosíssima. Especialmente se crescer o valor economizado mensalmente por vossa arguta pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não se esqueça de continuar comprando ações. A essa altura da vida, você terá volume suficiente para efetuar a venda de opções cobertas, operação de proteção de sua carteira de ações que é a mais segura que existe. Isso vai potencializar seus rendimentos. Mas não mexa nos seus lucros para comprar coisas. Compre mais ações com o que conseguir tirar da venda coberta de opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja frugal. Contente-se viver sem luxos, sem exageros, sem extravagâncias. Gaste com o básico. Pra que ter mais que um teto, um colchão, comida e algumas peças de roupa? Livros? Vá à biblioteca. Filmes? Vá ao cinema. Internet? Faculdade ou lan-house. Telefone? Não use, não tenha. Roupas de grife? Pra quê, se as marcas vagabundas escondem nossa nudez tão bem quanto as caras? Televisão? Só de sinal aberto e olhe lá (que proveito tirar da programação das emissoras?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não compre carro: é caro e só dá mais despesas. Existem ônibus para o dia-a-dia e táxi para ocasiões especiais. Não compre imóveis, pois a valorização é mais difícil e a manutenção, custosa. Não ostente. Ostentação é típico de seres inferiores. É um resquício irracional, animalesco que a natureza nos deixou para ajudar na perpetuação da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue contendo seus instintos mais básicos para não se casar. Só o faça quando tiver uma vida financeira saudável e puder responder positivamente a algumas perguntas: por que casar? Quero formar minha própria família? Se sim, case-se. Quero deixar descendentes? Se sim, case-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pense bem antes de tomar esse passo. Que direito nós temos de colocar no mundo mais seres humanos, se eles, quando começarem a pensar, também vão sofrer ao perceber a inutilidade de tudo? Se eles também terão vindo ao mundo apenas tomar consciência de que vão virar pó, desaparecer, ser varridos da existência? Se, para fugir à verdade essencial, terão de recorrer a falsas crenças e talvez a drogas, álcool e outras válvulas de escape?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não pretende trazer mais gente para compartilhar nossa infelicidade, não se case, pois um casal sem filhos não passa de um simulacro, de uma homenagem às convenções criadas pela sociedade desde os primórdios de nossa espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta dos 30 anos, tendo passado por um ou por mais empregos, e já com muito dinheiro economizado e multiplicado pela inevitável evolução do mercado de ações, pare para pensar sobre o que fazer do resto da sua vida. Nessa idade você terá experiência e grana suficientes para saber o que lhe faz bem, o que você gosta de fazer. Então faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue a trabalhar, mas só no que você gosta. Ou pare de trabalhar e vá só se divertir. Ou vá ajudar os outros a suportar as amarguras do mundo. Ou faça tudo isso junto. Ou não faça nada. A vida é sua e você é quem decide o que fazer com as rédeas que, graças a um esforço disciplinado, tenaz e bem-sucedido, você colocou em seu destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pequenino, acho que só consegui pensar nisso no momento. Talvez eu tivesse coisas mais bonitas pra te oferecer, mas este Papai Noel aqui está meio cansado, pois nunca juntou grana suficiente pra comprar umas renas e um trenó. Ou uma charrete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O homem dobrou novamente o papel e voltou a encarar o velho. Ficou um tempo em silêncio, talvez esperando uma reação, uma palavra qualquer – quem sabe até um pedido de desculpas? Mas o Papai Noel do bairro descansou suas costas na cadeira e limitou-se a olhar para o visitante. Sua expressão era tão neutra quanto ele e um turbilhão de pensamentos tomava conta de seu cérebro. Olhava para o homem, mas estava alheio a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, amigo! – O homem perdera a paciência. – Então? O que o senhor me diz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puxa, eu escrevi isso daí? – Mais uma vez, sua surpresa era sincera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é que o senhor tem a coragem de acabar com ilusões de um garoto, de enfiar merda na cabeça de uma criança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele entendeu alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então por que a revolta? Você deve ter mais de 30 anos e também não entendeu nada. Se quer que seu filho seja como você, basta queimar esse papel. Te garanto que ele jamais se lembrará do conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem olhou para o papel e por um instante pensou em rasgá-lo em quantos pedaços pudesse. Mas não o fez. Dobrou-o, colocou-o no bolso, removeu uma lágrima, balbuciou algo como “com licença” e deu as costas para o velho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor é... é... Sei lá. Até logo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papai Noel do bairro fechou a porta, deu meia-volta e por alguns segundos ficou parado, os olhos perdidos voltados para a parede. Enfim, lembrou-se do que estava fazendo antes de ser interrompido. Lentamente levou a cadeira de volta para a mesa e retomou seu trabalho. Alegrou-se ao perceber estava quase pronto o novo modelo de caixão que vinha projetando há meses. Já não suportava a pressão do dono da funerária. O pior é que ele só recebia depois de entregar o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8736551823086457803?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8736551823086457803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/um-conto-que-no-de-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8736551823086457803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8736551823086457803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/um-conto-que-no-de-natal.html' title='UM CONTO (QUE NÃO É DE NATAL)'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1895612879417966774</id><published>2008-08-04T14:56:00.000-03:00</published><updated>2008-08-04T14:57:26.048-03:00</updated><title type='text'>VIDAS COMPARADAS: KARL E BILL</title><content type='html'>Pudesse Plutarco ser revivido nos dias de hoje, certamente ele lançaria mais um volume de suas &lt;em&gt;Vidas Comparadas&lt;/em&gt; (ou &lt;em&gt;Vidas Paralelas&lt;/em&gt;). Em vez de falar de Alexandre, César e outros figurões dos mundos grego e romano, logicamente ele compararia, por exemplo, Napoleão com Hitler, Mao com Stálin e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma comparação que eu, via e-mail, encomendaria a ele seria entre Karl Marx e Bill Gates. De um lado o homem que previu o (e principalmente torceu pelo) fim do capitalismo e do outro o sujeito que chegou à posição de homem mais rico do mundo devido ao sucesso do seu sistema operacional para computadores pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu conseguisse instigar Plutarco informando-lhe que Marx era um pobretão que vivia da generosidade do filhinho de papai Engels. “Velho Pluta, sabia que eles execravam o capitalismo e enalteciam aventuras como a Comuna de Paris e outras tentativas de deter o ritmo natural da história e da evolução mental da humanidade?”, perguntaria eu, já cheio de intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E esse nativo do Novo Mundo, o Guilherme Portões?”, indagaria o redivivo grego das antigas, ainda com a velha mania de transliterar nomes gringos. “Por que compará-lo com filósofos, se ele é inventor e homem de negócios?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí então é que eu entraria com minha cartada principal. “Pluta, grego velho, o negócio é o seguinte: esse Bill ganhou tanto dinheiro, jogando pelas regras do capitalismo, que parou de trabalhar. Agora ele, ao lado da mulher, gasta grande parte do que juntou para ajudar os mais pobres, ou seja, tentando remediar a situação daqueles que supostamente eram defendidos por Marx”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu jovem”, diria Plutarco, de forma solene, “por acaso estás a insinuar que, caso o bárbaro das terras do norte tivesse conseguido acabar com o tal capitalismo, o homem dos portões não teria atingido êxito pessoal e, por conseguinte, não poderia ajudar os menos favorecidos pela sorte?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mais ou menos isso, Pluta, meu chapa”, bravataria eu. “Mas o importante é que, como sempre, o problema não está no sistema, mas no próprio homem. Já no tempo de Marx existiam empresários preocupados com o bem-estar dos outros. Claro que a maioria só pensava na saúde do próprio bolso. Hoje proliferam ações em prol de pessoas e comunidades carentes. Essas coisas vão mudando naturalmente, sem revoluções, sem soluções violentas. Tudo vai se ajustando para que no futuro o presente seja cada vez menos injusto. Fora disso, qualquer extremismo termina em tragédia. Não devemos parar de denunciar os abusos, de lutar por um mundo melhor, mas a verdadeira subversão está em ‘derrotá-los’ dentro das regras deles”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso é meio grego para mim, mas vou pensar em tua sugestão, embora eu esteja recebendo muito, mas muito mais pedidos para escrever biografias comparadas de Britney Spears e Lindsay Lohan, Amy Winehouse e Paris Hilton, Chuck Norris e Steven Seagal, entre outros nomes dos quais não consigo me lembrar”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1895612879417966774?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1895612879417966774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/vidas-comparadas-karl-e-bill.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1895612879417966774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1895612879417966774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/08/vidas-comparadas-karl-e-bill.html' title='VIDAS COMPARADAS: KARL E BILL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1705356202271317758</id><published>2008-07-31T15:48:00.004-03:00</published><updated>2008-07-31T15:55:35.055-03:00</updated><title type='text'>COISAS DESCONEXAS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;DUAS FRASES&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;• Em casa de eremita a vassoura está permanentemente atrás da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Ele era tão devagar, mas tão devagar que apostava em corrida de bicho-preguiça.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;UMA PIADA DUPLAMENTE INCORRETA DO PONTO DE VISTA POLÍTICO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Filho, você tem medo do escuro?&lt;br /&gt;- Não, pai. Ele sempre me trata com carinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1705356202271317758?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1705356202271317758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/07/coisas-desconexas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1705356202271317758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1705356202271317758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/07/coisas-desconexas.html' title='COISAS DESCONEXAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-41350720293016050</id><published>2008-06-25T10:49:00.002-03:00</published><updated>2008-06-25T10:54:14.794-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS E OS JOGOS OLÍMPICOS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A muralha e o &lt;em&gt;paredón&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aristóteles Omorris&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;Kung-fu, Xaolin –&lt;/strong&gt; Para meu intenso fastio iniciei nesta semana a preparação para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, chamada às vezes de Beijing, anteriormente Seling e Bicoting. Com relutância aceitei o pedido para que eu use meu imenso e inesgotável arsenal cultural, minha inestimável experiência em favor deste mérdico blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a lamentável cúpula deste, com o perdão da palavra, órgão de comunicação tenha me escolhido devido a minha ligação com o povo chínico. Como consultor das maiores empreiteiras do mundo, fui convidado pelo imperador Do In para conceber o projeto de uma obra que servisse como defesa inexpugnável do regime chinérico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com poucas caminhadas em volta do famoso monte Fuji Film, a inspiração voltou a brindar-me de forma generosa. “Vossa Serena, Magnânima, Amarélica e Nipônica Majestade quer proteger vosso augusto regime, não é mesmo?”, argumentei junto ao soberano, que, não sei o motivo, torceu o nariz ao ouvir a palavra “nipônica” – frescura oriental. Antes que ele respondesse, completei: “E qual a melhor forma de proteger um regime? Calando a oposição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando surgiu o projeto para a construção da Grande Muralha da China. Depois de pronta, colocamos todos os opositores do regime de costas para os milhares de quilômetros da muralha e passamos-lhes fogo. Em segundos estavam neutralizadas as maiores ameaças à dinastia do meu japa chapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que, apesar de ser considerado um herói nacional naquele distante país, tenho ido pouco à China. A última vez foi por volta dos anos 40 ou 50, quando ajudei meu bom amigo Mao a colocar um fim à insurreição do Dalai Lama e seus monges, que insistiam em ficar somente meditando e pregando o bem e o desprezo às coisas materiais. Escória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o atual governo chinélico me receber com tapete vermelho e todas as honras que ainda me serão poucas, exigirei do presidente e do secretário-geral do PC luxuosos aposentos na Cidade Proibida, onde poderei me isolar dos entediantes eventos esportivos. O que mais detesto em Olimpíada é esse negócio de jogos, atletismo, vela etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aristóteles Omorris é o sujeito que, em 1970, disse a Pelé: “Meu bom crioulo, vá até aquela farmácia ali e me traga um pacote de supositórios”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-41350720293016050?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/41350720293016050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/06/aristteles-omorris-e-os-jogos-olmpicos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/41350720293016050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/41350720293016050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/06/aristteles-omorris-e-os-jogos-olmpicos.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS E OS JOGOS OLÍMPICOS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6275109756514321656</id><published>2008-05-26T15:15:00.000-03:00</published><updated>2008-05-26T15:16:54.749-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E O SISTEMA DE COTAS</title><content type='html'>- Velho Prato, o Aristóteles tá espalhando por aí que tem curso superior.&lt;br /&gt;- O Totó? O Omorris? Ele tá de brincadeira, idoso Pipo.&lt;br /&gt;- Ele entrou pelo sistema de cotas.&lt;br /&gt;- Mas ele se diz branco e racista...&lt;br /&gt;- Entrou na cota pra viado.&lt;br /&gt;- AHAHAHAHAHAH!!!&lt;br /&gt;- Ah, se no meu tempo tivesse esse troço...&lt;br /&gt;- Tu ia entrar por qual critério? Cota pra feio?&lt;br /&gt;- É! E tu ia na cota pra corno!&lt;br /&gt;- AHAHAHAHAHAH!!!&lt;br /&gt;- Trem besta esse negócio de cota, né não?&lt;br /&gt;- Ué, por quê?&lt;br /&gt;- Ora, discriminação de Estado é coisa do Apartheid, do antigo sul dos Estados Unidos ou da Alemanha do Hitler.&lt;br /&gt;- Mas como compensar os séculos de escravidão dos negros?&lt;br /&gt;- Não se pode justificar erros do presente com erros do passado, porra!&lt;br /&gt;- Mas as elites deixaram os negros no atraso. Tem que haver uma forma de facilitar a eles pelo menos o acesso ao ensino superior.&lt;br /&gt;- Todos são iguais perante a lei. A Constituição garante tratamento igual pra todo mundo. O problema está na merda do Estado, que não consegue garantir ensino público e gratuito de qualidade pra quem tá no básico e no médio, pô! Isso é que precisa ser corrigido.&lt;br /&gt;- Mas enquanto esse ideal não for alcançado, precisamos dar um jeito de remediar as coisas.&lt;br /&gt;- Daí a merda do Estado se acomoda e nunca conserta o essencial. Vai ficar só mexendo com o acessório. Ah, vai t...&lt;br /&gt;- Que ao menos se criem cotas para as pessoas carentes. Na faixa mais baixa de renda é que tão os negros...&lt;br /&gt;- É a mesma merda, porra!&lt;br /&gt;- Não. Entre os pobres tem gente de todas as raças e...&lt;br /&gt;- Tu vai atacar os efeitos e deixar a causa quietinha, tranqüilinha, deitada na rede, tomando água de coco e olhando a mulherada na praia.&lt;br /&gt;- A causa é lésbica?&lt;br /&gt;- Ah, vai te f...&lt;br /&gt;- Calma, calma...&lt;br /&gt;- Pobre, rico, preto, pardo, branco, índio, viado, perneta... todo mundo precisa freqüentar escolas de ensino fundamental e médio de boa qualidade, sejam particulares ou públicas. Aí todos vão entrar no filtro pra faculdade em pé de igualdade. Sistema de cota é discriminação, além de ajudar a esculhambar ainda mais nosso ensino superior.&lt;br /&gt;- Tu é um racista podre.&lt;br /&gt;- Ah, vai tom...&lt;br /&gt;- Vai você primeiro!&lt;br /&gt;- Tá bom. Então vamo pro buteco porque ainda tem muito podre do Totó pra gente colocar em dia.&lt;br /&gt;- Agora tu falou bonito. Sabia que foi o Lorde Byron que fez a prova do vestibular pro Totó?&lt;br /&gt;- O macaco dele?&lt;br /&gt;- O próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pratão e Pipócrates se auto-intitulam “filósofos de rua” e não concordam em nada, exceto no desprezo visceral a Aristóteles Omorris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6275109756514321656?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6275109756514321656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/05/prato-pipcrates-e-o-sistema-de-cotas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6275109756514321656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6275109756514321656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/05/prato-pipcrates-e-o-sistema-de-cotas.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E O SISTEMA DE COTAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5560706856125485120</id><published>2008-05-09T18:16:00.003-03:00</published><updated>2008-05-09T18:21:35.131-03:00</updated><title type='text'>CERTO ESTÁ O JOEL, QUE SE MANDOU PRA ÁFRICA DO SUL</title><content type='html'>Logo depois da final do Campeonato Carioca (maravilhosos 3 a 1, de virada, sobre o Botafogo, dia 4 de maio de 2008) eu comecei a pensar em um texto retumbantemente ufanista, laudatório e completamente imparcial sobre a (mais uma) conquista do Flamengo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ter batido bem doído não só no Botafogo, mas também, de passagem, no Vasco e no Fluminense. Falaria que o time da lacrimosa estrela solitária tornou-se um &lt;em&gt;viceado&lt;/em&gt;, tal qual o clube de São Januário. Enfim, na noite de domingo ou no mais tardar na segunda-feira eu escreveria que o vício ao vice estava se espalhando entre nossos rivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tricolor das Laranjeiras não entraria apenas de gaiato na história. Afinal, o rubro-negro chegou ao seu 30º título estadual, igualando-se à purpurinada turma do pó-de-arroz. Na verdade, na média, já éramos há muito tempo os grandes papões de título no Rio, pois, quando o Flamengo começou a jogar futebol, em 1912, o Fluminense e o Botafogo já haviam conquistado vários campeonatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eis que alguns contratempos impediram-me de postar um texto dessa estirpe no domingo, na segunda, na terça... Quando chegou a quarta-feira, bem, aí já haveria o jogo com o América do México que meramente sacramentaria nossa classificação para as quartas-de-final da Copa Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maracanã cheio, classificação quase garantida pelos 4 a 2 que uma semana antes havíamos aplicado na altitude da capital mexicana, despedida de Joel Santana, o misto de mago e treinador, já contratado pela seleção da África do Sul, enfim, tudo preparado para mais uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, houve festa... mas com maracas e mariachis. Podíamos perder até por 2 a 0. Foi 3 a 0 pros hombres. Meu triunfante texto havia definitivamente ido para o vinagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da noite de quarta-feira, dia 7 de maio de 2008, vexame histórico consolidado, o único lugar em que eu gostaria de estar era na bagagem do Joel. África do Sul, lá vamos nós!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5560706856125485120?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5560706856125485120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/05/certo-est-o-joel-que-se-mandou-pra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5560706856125485120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5560706856125485120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/05/certo-est-o-joel-que-se-mandou-pra.html' title='CERTO ESTÁ O JOEL, QUE SE MANDOU PRA ÁFRICA DO SUL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4374087322787766960</id><published>2008-04-26T23:27:00.000-03:00</published><updated>2008-04-26T23:28:26.816-03:00</updated><title type='text'>CÚMULOS</title><content type='html'>• Era tão altruísta, mas tão altruísta que não vendeu, doou sua alma ao Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A praia era tão deserta que nem o mar sabia onde ela ficava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tão tímido que não tinha coragem de falar consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Tão estúpido que só usava camiseta pra não ter que pensar nem com seus botões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4374087322787766960?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4374087322787766960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/04/cmulos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4374087322787766960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4374087322787766960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/04/cmulos.html' title='CÚMULOS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6120645748714229923</id><published>2008-04-16T15:53:00.002-03:00</published><updated>2008-04-16T15:58:24.377-03:00</updated><title type='text'>DESCONSIDERAÇÕES</title><content type='html'>- Os seres humanos dividem-se em racionais, irracionais, racionais/irracionais, racionais eventuais, irracionais eventuais, completamente racionais, completamente irracionais e você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na natureza há os reinos animal, mineral e vegetal. O reino animal subdivide-se em seres humanos, seres irracionais e aquele seu vizinho mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entre os seres humanos há os altruístas e os egoístas. Para que a classe governante passe a ser composta pelos primeiros, das duas uma: ou os segundos são abatidos por uma praga qualquer ou os primeiros passam a agir em conjunto movidos por um benigno egoísmo coletivo que venha a superar os egoísmos isolados. Bom, daí não seria mais egoísmo e sim &lt;em&gt;nosgoísmo.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6120645748714229923?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6120645748714229923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/04/desconsideraes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6120645748714229923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6120645748714229923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/04/desconsideraes.html' title='DESCONSIDERAÇÕES'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7471214142588172155</id><published>2008-03-31T11:33:00.001-03:00</published><updated>2008-03-31T11:35:33.013-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS 2008</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;‘O Estado sou eu’ (graças a mim, né, Luisinho?)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Aristóteles Omorris&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de falar de mim mesmo. Deixo isso para meus biógrafos. Mas às vezes faz-se necessário responder a algumas críticas infundadas, mesmo porque, como já dizia o mudinho Leomar, “uma mentira repetida toda hora, em dízima periódica, acaba se tornando uma verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não sou de ficar em cima do muro. Até porque sofro de labirintite. Acusaram-me de ter sido o artífice da chegada de Hugo Chávez ao poder na Venezuela. Mentira deslavada! Apesar de eu ter apoiado esse grande estadista, minha participação foi modesta, se comparada a minha contribuição à magnânima Revolução de 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sempre do lado dos verdadeiros democratas. Isso desde que participei da campanha eleitoral do meu velho amigo Napoleão. Infelizmente a noção correta de democracia se perdeu de uns séculos para cá. Mas Chávez, Fidel, Bush, o PC chinês e eu estamos trabalhando duro para impor nosso libertário ponto de vista a todos. Nem que seja pela força das armas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democracia é o governo do povo. Governar é dirigir. Logo governar é dirigir o povo. Para o lado que você quiser. A democracia, portanto, é o governo do mais capaz, que é sempre o mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que sou a favor do pensamento da maioria. Desde que, evidentemente, esse pensamento não seja um empecilho aos planos do bom governante, do grande líder. Às vezes o povo enche o saco. Por isso admiro gente como o Huguinho, o Fidelito, o Benitinho, enfim, todos os meus amiguinhos poderosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes desconfiei de governantes recém-eleitos. Tenho sérias restrições a pessoas que chegam ao poder pela força das urnas. Causa-me asco o golpe das eleições. Mas uma boa conversa no gabinete da nova liderança costuma me convencer das boas intenções do neomandatário. Uma boa conversa regada a um belo depósito em uma de minhas contas na Suíça, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já perdi tempo demais com vocês, pobres. Agora tenho de me retirar, pois fui chamado a intervir contra os ridículos insurgentes em prol da liberdade para o Tibete. Por mim, demoliria aqueles templos e os transformaria em algo mais produtivo, como fábricas de tênis Nike para o Paraguai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris é aquele papagaio de pirata que aparecia no original da Santa Ceia, de Da Vinci&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7471214142588172155?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7471214142588172155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/03/aristteles-omorris-2008.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7471214142588172155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7471214142588172155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/03/aristteles-omorris-2008.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS 2008'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7066939921400803967</id><published>2008-02-12T22:12:00.000-02:00</published><updated>2008-02-12T22:13:51.431-02:00</updated><title type='text'>REFLEXÃO SOLITÁRIA</title><content type='html'>Donos de bares, restaurantes e postos reclamam da lei que proíbe a venda de bebida alcoólica nas margens de rodovias. Os donos de funerárias também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7066939921400803967?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7066939921400803967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/02/reflexo-solitria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7066939921400803967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7066939921400803967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/02/reflexo-solitria.html' title='REFLEXÃO SOLITÁRIA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8282900029322522584</id><published>2008-02-08T14:29:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T14:30:04.586-02:00</updated><title type='text'>BREVES REFLEXÕES</title><content type='html'>• A assistência social é o baixíssimo preço que a sociedade paga por seu egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Dos males necessários o Estado não é o menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Com essa onda de cortes de gastos públicos, só falta o governo estimular o cidadão a dar esmola. Afinal, trata-se do meio de distribuição de renda menos oneroso ao erário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O ser humano deve estar sempre em primeiro lugar na lista de prioridades do governante de bom senso. E o bom senso deveria ser encontrado em todo governante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8282900029322522584?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8282900029322522584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/02/breves-reflexes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8282900029322522584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8282900029322522584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2008/02/breves-reflexes.html' title='BREVES REFLEXÕES'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1462472380217376108</id><published>2007-11-22T13:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T14:04:13.577-02:00</updated><title type='text'>UM TRECHO DO LIVRO "CESALPÍNIA"</title><content type='html'>Wilson Peres foi a primeira pessoa que Lucano viu ao abrir os olhos. Estava na enfermaria da Polícia Federal.&lt;br /&gt;            — Que pena, rapaz. Eu devia ter chegado antes. Aqueles bárbaros...&lt;br /&gt;            — O quê?... — Lucano tinha dificuldades para falar. Sentia o gosto de sangue na boca. — Parece... anestesia... de dentista.&lt;br /&gt;            — Fica calmo. Você levou cinco minutos de surra. Só isso. Agora descanse. Logo, logo a gente conversa.&lt;br /&gt;            Depois de ser entupido com analgésicos — sofrera fraturas no rosto, perdera alguns dentes e teve hemorragia interna —, Lucano dormiu mais algumas horas. Mais tarde, tendo recobrado plenamente a consciência, pediu explicações a Peres.&lt;br /&gt;            — Bem de manhãzinha eles receberam um telefonema. Um homem, forçando a voz pra disfarçar, disse, textualmente... Deixa eu ver... Tenho anotado aqui — procurou nos bolsos do paletó. — Achei. Escuta: “O espírito de Wolfe Tone está forte entre nós; o espírito hiberniano agora grassa entre nós. Portão dezoito, Maracanã. Que ninguém esteja lá quando nosso cartão explodir. Libertem-nos e paramos com isso”. Disse isto e desligou. Avisaram os altos escalões. O ministro da Justiça foi um dos primeiros a saber. Logo a Figura me ligou. Disse que tinha mandado os federais pegar você, colocá-lo em custódia. Me mandou vir para cá. Foi para te proteger, compreende?&lt;br /&gt;            — Então acham... que eu... eu tenho algo a v... ver com tudo isso?&lt;br /&gt;            — Só precaução, entende? A Figura decifrou a mensagem...&lt;br /&gt;            — Sei, sei... Hibernia é... é o nome latino... da Irlanda. Wolfe Tone... fundou uma sociedade... os Irlandeses Unidos... Foi no século dezoito... Eles... eles queriam autonomia... libertar-se da Inglaterra.&lt;br /&gt;            — Lucano, você...&lt;br /&gt;            — Sei que me... me incrimino por saber... essas coisas. Mas você... você sabe muito bem que... que não tenho... nada com isso. A Figura... a Figura decifrou a mensagem... Como eu represento um... um país sem&lt;br /&gt;autonomia... logicamente sou um suspeito... Há lógica aí... Mas sou inocente... Você sabe disso... A Figura sabe.&lt;br /&gt;            — Mas esses... esses gorilas não. Julgaram você suspeito e partiram para a ignorância. São uns covardes. Olha o que fizeram com você.&lt;br /&gt;            — Devo estar... uma graça, não? Diga-me, Wilson... Não vou poder... participar mais... daquele concurso de... de beleza, não é?&lt;br /&gt;            — Como você ainda tem forças para brincar? Olha, Lucano, você vai passar a noite aqui. Mas não se preocupe: o Berger e o Moraes estão vigiando a porta. Amanhã cedo virão o Ari e o Negri. Então você vai ser levado para sofrer uma operação de correção facial. Te vejo amanhã.&lt;br /&gt;            À noite um enfermeiro mal-encarado ficou para cumprir as ordens do médico. Mais remédios, entre eles um sedativo. Mas no meio da madrugada Lucano despertou. Sua cabeça latejava. Tanto que não conseguia pensar. Era como se estivessem enfiando brocas com furadeira elétrica em sua testa e no topo da cabeça.&lt;br /&gt;            Sentiu vontade de vomitar, mas não tinha nada no estômago. Seu alimento desde que ali chegara era o soro. Subitamente, ouviu uma voz. Numa maca encostada à parede do ambulatório alguém balbuciava palavras entrecortadas por gemidos. Estava escuro. Lucano tentava concentrar-se no que o homem dizia. Decidiu ir até ele.&lt;br /&gt;            Sentiu uma dor lancinante no estômago ao sentar-se em sua estreita cama. Ficou sentado por algum tempo de olhos fechados. Ao ouvir o homem dizer, agora claramente, a palavra liberdade, abriu os olhos e, ignorando as dores, levantou-se. Cambaleando, apoiando-se nas outras camas, guiando-se pelo tato, colocou-se ao lado de seu companheiro de infortúnio.&lt;br /&gt;            — Meu amigo — disse Lucano, que, na penumbra do ambiente, por mais que se esforçasse não conseguia ver o rosto do homem. — Também pegaram você... por causa das bombas?&lt;br /&gt;            — Quem é você?&lt;br /&gt;            — Eu... eu sou... um suspeito, eu acho — Lucano gemia enquanto falava; levava as mãos à cabeça, ao estômago e se perguntava se estava dormindo. — E você?&lt;br /&gt;            — Um delegado disse que eu tinha colocado a bomba no Maracanã e me deu um chute. Chutou bem no... no meio das pernas. Depois de uns tabefes, me colocaram no pau de arara — sua fala era convulsiva, um tanto quanto alucinada.&lt;br /&gt;            — E você colocou... a bomba no... no Maracanã? Eu não fui... E o Wilson sabe que... não fui eu. A Figura também.&lt;br /&gt;            — A Figura? Você conhece a Figura? Eu queria conhecer a Figura.&lt;br /&gt;            — Não conheço a Figura. Ei... Mas como você... sabe da Figura? É segredo — Lucano falava sem pensar. Gemia e falava.&lt;br /&gt;            — Então você também não conhece a Figura. Ninguém conhece a Figura. Só o Styles que fala com o homem. Só ele conhece a Figura.&lt;br /&gt;            — St... Styles? Nunca ouvi falar... O Wilson... conhece a Figura.&lt;br /&gt;            — O Styles é a única pessoa que conhece meu segredo. Mas se você contar o seu, eu conto o meu.&lt;br /&gt;            — Conta o seu primeiro... que eu... eu estou... Sabe quando o dentista anestesia sua boca?&lt;br /&gt;            — Tá bem, tá bem. Eu venho de um lugar...&lt;br /&gt;            — Dá para falar... mais devagar? Minha cabeça dói mais... quando você fala rápido. Você é... da Cesal... Cesalpínia?&lt;br /&gt;            — Cisalpina?&lt;br /&gt;            — Cesalpínia.&lt;br /&gt;            — Nunca ouvi falar, amigo. Venho do norte. Meu país é uma imensa clareira na floresta amazônica. Oficialmente área desmatada, queimada, inutilizada. Também local de exploração e extração de cassiterita. Sabe os espanhóis e ingleses que entraram pela foz do Amazonas? Pois foram eles que abriram a rota que nós usamos depois.&lt;br /&gt;            — Meu amigo, eu estou dormindo?&lt;br /&gt;            — Está bem acordado, como eu. Se bem que você está bem mais derrubado. Você está quase caindo. Senta aí nesse banquinho. Isso.&lt;br /&gt;            — Você é da Hibernia?&lt;br /&gt;            — Então você sabe da mensagem dos terroristas. Styles me falou dela. Não, não. Meu país chama-se Candirúnia. Não gosto do nome, não gosto. Por causa do peixe que o inspirou, o candiru. Um peixinho, um minibagre de três centímetros que dá no mar mas entra pelo Amazonas de vez em quando.  Se você nadar pelado em água com candiru, indubitavelmente o peixe nojento vai querer conhecer seus mais profundos recônditos. &lt;em&gt;Disgusting&lt;/em&gt;. O pessoal que chegou lá sentiu na carne a abundância do &lt;em&gt;kani’ru&lt;/em&gt;, como dizem os tupis.&lt;br /&gt;            — Seu nome... Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;            — Charlton. Raul Charlton. E o seu?&lt;br /&gt;            — Lucano. Prazer.&lt;br /&gt;            — Prazer. Nossa sociedade é multicultural, mas há uma competição entre as nacionalidades, ou entre o que sobrou das nacionalidades fundadoras da Candirúnia. Sabe por que o Brasil nos mantém escondido?&lt;br /&gt;            — Inveja?&lt;br /&gt;       — Não. Quer dizer, talvez também por inveja. Mas primordialmente devido às nossas constantes experiências no sentido de encontrar a melhor forma de governo. Não temos esse conformismo doentio, essa imobilidade morrinha dos brasileiros, dos americanos com seu bipartidarismo, do ser humano em geral. No começo era tudo misturado: espanhóis, ingleses, negros, portugueses, índios, holandeses e franceses. Mas aí o rei Mbuto, que era filho de um rei africano trazido para ser escravo no Pará, nos deu a sábia sugestão — Mbuto era uma espécie de líder dos negros; ele fugiu do cativeiro paraense e foi para a Candirúnia...&lt;br /&gt;            — Certo... Prossiga.&lt;br /&gt;            — Bem, Mbuto sugeriu que nos dividíssemos por afinidade e que cada uma das províncias — a Candirúnia seria dividida em províncias — adotasse um sistema de governo. Ninguém podia imitar o outro, entende? Alguns anos depois o melhor sistema seria então adotado por todo o território. Sabe o que isto significa?&lt;br /&gt;            — Acho que sei... Mas... pensar dói... Portanto...&lt;br /&gt;            — Certo, certo. Acabamos com o monopólio do poder. Por que ficar sob um só tipo de governo e sob um só governo. Esta foi a primeira etapa. Uns dez anos depois, representantes das províncias, após muitas discussões, apresentação e dados, definiram que o sistema semiparlamentarista da província dos holandeses era o melhor. Por um tempo todos o adotaram. Mas não conseguimos ficar naquela monotonia por muito tempo. Então resolvemos repetir a experiência.&lt;br /&gt;            — Minha cabeça... está girando.&lt;br /&gt;            — Estou falando depressa de novo, não é? Vou devagar... Um escocês recém-chegado veio com a novidade. Era o ano de mil setecentos e sei lá o quê. Disse que era preciso acabar com a imaterialidade do estado. O estado deífico, meio etéreo, significa distanciamento do povo, favorece os abusos de poder, a corrupção, a irresponsabilidade. Esse sujeito, Patrick Shilton, aventou a possibilidade de entregarmos o governo a um grupo de pessoas capazes. Pagaríamos essas pessoas para que nos governassem. Seria seu trabalho, enquanto nos preocuparíamos com nossa vida.&lt;br /&gt;            — Mas não é... o que acontece... normalmente? Pagam-se impostos... e daí os salários aos... governantes e funcionários públicos.&lt;br /&gt;            — Mas Shilton queria que as empresas competissem: cada uma foi para uma província para mostrar serviço. Por exemplo, na província de Hispânia a empresa tinha um contrato de quatro anos. Nesse período devia cumprir as cláusulas do contrato. Se não o cumprisse, o contrato não seria renovado.&lt;br /&gt;            — Literalmente... um contrato social. Mas de qualquer forma... havia um estado... Pois quem decidia não... renovar com a empresa?&lt;br /&gt;            — O povo, oras. Cópias do contrato eram (e são) distribuídas à população. Cada um dá seu veredicto. O povo elege os contadores de “sins” e “nãos”, que divulgam o resultado.&lt;br /&gt;            Lucano gemeu e perguntou:&lt;br /&gt;            — E a justiça?... É privada também?&lt;br /&gt;            — Hoje em dia há juízes eleitos pelo povo. Mas continuamos a fazer experiências. Mas o sistema de estado privado vingou, sabe? As diferenças entre as províncias são sutis hoje em dia. No dia em que acabarem as diferenças então teremos encontrado o estado ideal. Como é chato este Brasil gigantesco vivendo só com um sistema de governo, imutável e incompetente.&lt;br /&gt;            — O estado hiperativo.&lt;br /&gt;            — Hã?&lt;br /&gt;            — A Candirúnia... O regime de vocês... O estado hiperativo... Como você.&lt;br /&gt;            — O estado hiperativo. Gostei. Melhor que esse modelo de estado modorrento de vocês ocidentais. Mas nós gostamos de falar em Estados Privados da Candirúnia. Pomposo, não? É um apelido do nosso país. Lá tudo é feito na base do profissionalismo. São profissionais na iniciativa privada e no governo. Aqui é o contrário: amadores no estado e no empresariado. E todos querendo tomar o dinheiro do contribuinte paradão. Como esse povo aceita tudo passivamente, Lucano? Tudo quanto é obra e empreendimento o empresário tem que reservar algum para um deputado, para um burocrata. Falseiam-se as faturas e quem paga a conta é o imbecil chamado povo. É por isso que o estado não quer deixar de interferir na economia. Quanto mais intervenção mais possibilidades de ganho para os donos do estado, Lucano. E o povo que é o estado. E o povo enquanto estado deveria cuidar de si mesmo. Mas o povo é o sujeito que não liga para a feridinha que está se transformando em câncer. O estado é uma perene metástase. O estado é um osso que os insaciáveis cães da elite jamais largarão por vontade própria.&lt;br /&gt;            — Se não me... engano... você falava sozinho... Falou em... em liberdade.&lt;br /&gt;            — Sabe como é, né? Essa prisão arbitrária, essa violência toda... De repente bateu uma vontade de escancarar tudo. De reivindicar liberdade para meu povo. Eu, particularmente, não explodiria bombas. Prezo muito a vida humana para ficar colocando uma ou várias em risco, entende? Eu estava meio transtornado e nem via que estava pensando alto. Acho que é isso.&lt;br /&gt;            — O Brasil também... esconde seu país?&lt;br /&gt;            — Você disse &lt;em&gt;também&lt;/em&gt;? Quer dizer que você... Então esse é seu segredo. Por isso você também é suspeito.&lt;br /&gt;            — Sim... Agora... responda... por favor.          &lt;br /&gt;            — Ah, claro, claro. Eles nunca disseram claramente o porquê. Mas todos nós candirunianos sabemos que o governo brasileiro, e antes da independência o português, temia que se espalhasse por este imenso território as idéias de experimentação, de tentativa e erro na busca de um sistema ideal de governo. O que sempre importou para os poderosos deste mundo, Lucano, é manter a forma clássica de dominação, de opressão dos menos favorecidos. O que vem acontecendo há tempos imemoriais é a evolução de uma única maneira de governar, que significa o aperfeiçoamento dos meios de exclusão da maioria do processo sócio-político-econômico no que tange à área decisório-funcional em favor de uma casta, de uma minoria que vem sempre gozando dos mesmos privilégios. O poder é para poucos, meu combalido amigo. Se podemos segurá-lo em nossas mãos, para que dividi-lo? Foi por isso que o Brasil baixou o pano entre nós e o mundo. Mas chega de falar de mim e de meu país. Agora quero saber tudo sobre o lugar de onde você veio, sobre o motivo que levou o Brasil a escondê-lo e se você teria coragem de iniciar um movimento pela libertação de seu povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1462472380217376108?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1462472380217376108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/um-trecho-do-livro-cesalpnia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1462472380217376108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1462472380217376108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/um-trecho-do-livro-cesalpnia.html' title='UM TRECHO DO LIVRO &quot;CESALPÍNIA&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-3621407430197186713</id><published>2007-11-16T00:20:00.000-02:00</published><updated>2007-11-16T00:22:27.525-02:00</updated><title type='text'>UMA SÚBITA DIGRESSÃO SOBRE A POLÍTICA</title><content type='html'>O primeiro mandamento de uma pessoa decente – ou que se pretende decente – deveria ser: “Jamais entrarei em um partido político”. E o segundo: “Nem mesmo simpatizarei com um partido político”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não prego a alienação, a entrega da política aos políticos ou o voto branco ou nulo. Pelo contrário. Apenas considero que a maneira mais pura, honesta, altruísta e sincera de se envolver com a política é não pertencer a qualquer partido, movimento ou tendência política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história de mandamentos invadiu meu combalido cérebro durante a exibição do programa eleitoral gratuito do PSB (dia 15/11/2007). Nele apareceram o cantor Fagner e o escritor Ariano Suassuna. O primeiro confessa que se imiscuiu a apoiar este ou aquele partido, esta ou aquela idéia e – o pior – este ou aquele candidato desde 1986. O segundo voltou a professar sua fé no socialismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa ingenuidade! Santa? Diabólica! Que candidato ou partido apoiado por Fagner nessas duas últimas décadas deixou de decepcionar a ele e ao eleitor que o apoiou? Que idéia defendida pelo cantor cearense sobreviveu à política rasteira quando seus pregadores chegaram ao poder? Quanto idealismo foi deixado de lado em favor do poder pelo poder e do conteúdo dos cofres públicos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que socialismo Suassuna vê no PSB, que hoje abriga uma miríade de políticos que já passaram por partidos que foram identificados mais com a direita e com o centro do que com a esquerda? Aliás, dá pra confiar no esquerdismo de qualquer partido deste país? Ou, para quem gosta, no “centrismo” ou no “direitismo” das nossas agremiações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ariano, Fagner e outros românticos talvez continuem embriagados por suas ilusões por uma questão de inércia – ou convicção mesmo, por que não? Mas o fato é que o mundo só vai ser mais justo e igualitário à medida que o ser humano for evoluindo, amadurecendo. Enfim, trata-se de um processo natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que uma pessoa e seus seguidores tentaram acelerar o processo – por meio de revoluções, golpes ou decretos –, o resultado foi o totalitarismo, a tragédia e, por fim, o efeito contrário, ou seja, o retrocesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio amadurecimento da humanidade cuidará de dar cabo aos políticos da estirpe à qual estamos acostumados e nos levará a uma sociedade melhorzinha. Enquanto isso, o que podemos fazer de melhor é não ser de partido algum, não se intitular de direita ou de esquerda e, claro, não deixar de descer o cacete na politicalha. Senão, vamos ficar por aí bancando o inocente útil, que nem o Fagner e o Ariano Suassuna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-3621407430197186713?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/3621407430197186713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/uma-sbita-digresso-sobre-poltica.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3621407430197186713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3621407430197186713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/uma-sbita-digresso-sobre-poltica.html' title='UMA SÚBITA DIGRESSÃO SOBRE A POLÍTICA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2604034043825562306</id><published>2007-11-06T16:37:00.000-02:00</published><updated>2007-11-06T16:42:44.087-02:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS É ENTREVISTADO - Parte 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Não atendendo a pedidos, damos seqüência à publicação da entrevista que Aristóteles Omorris concedeu à revista &lt;em&gt;Tapa Capital&lt;/em&gt;. Felizmente é a segunda e última parte do texto. E diga-se, &lt;em&gt;en passant&lt;/em&gt;, que a edição em que saiu a entrevista com AO foi a de pior desempenho em bancas na história da revista, que, contam línguas ferinas e bem informadas, depois dessa está pensando seriamente em cerrar as portas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Tapa Capital –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O senhor foi acusado de ter apoiado o golpe de 1964. O que o sen...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Aristóteles Omorris –&lt;/strong&gt; Como “acusado”? O senhor é desinformado! Aliás, toda a imprensa e todos os historiadores o são! Eu TRAMEI o golpe de 64! &lt;em&gt;(gritando)&lt;/em&gt; Eu fui o grande artífice daquele ato glorioso de nossa história. Devido ao comunismo deslavado que grassava no governo Jânio Goulart &lt;em&gt;(o entrevistado não aceitou que o repórter o corrigisse. Para ele João “Jango” Goulart e Jânio Quadros eram a mesma pessoa...)&lt;/em&gt; eu chamei a alta cúpula das Forças Armadas até minha mansão. Em minha sala de estar, enquanto no telão passava o recém-lançado E o vento levou &lt;em&gt;(desta vez o entrevistado ameaçou a agredir o repórter, que o interrompeu para dizer que o filme citado era da década de 1930)&lt;/em&gt;, intimei os militares a despejar aquela corja do poder. Caso contrário eu sairia do país. Visivelmente preocupados, temerosos de que o já tão combalido Brasil viesse a ficar desfalcado de minha augusta presença, eles resolveram agir. Imediatamente repassei-lhes os planos para a tomada do governo e os nomes daqueles que deveriam assumir os principais cargos. Eles imploraram para que eu assumisse a presidência da República, mas eu disse que tinha assuntos mais importantes a tratar, mas que lhes arranjaria um tempinho para dar um ou dois conselhos aos novos mandatários. Dito isso, fui catar piolhos em Lorde Byron.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mas Joã... Quer dizer, Goulart não era comunista. Havia gente de esquerda em seu governo, mas não havia indícios de que ele planejava implantar o comunismo ou o socialismo pleno no país. O senhor conhece o marxismo, o comunismo e a evolução do socialismo?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Meu jovem, vou perdoar sua ofensa porque você não sabe do que está falando e não conhece plenamente minha história. É claro que conheço todas as filosofias do mundo, desde Parmênides, o homem que criou o átomo&lt;em&gt; (nesta altura o repórter já havia desistido de corrigir o entrevistado)&lt;/em&gt;, até Caetano Veloso; de Prosópopes, o inventor da prosopopéia, até Paulo Coelho. Evidentemente Jango Quadros pretendia implantar o comunismo, afinal, seu cunhado era seguidor das idéias de Marcos, o alemão que também escreveu parte do Novo Testamento. &lt;em&gt;(Omorris deve estar se referindo a Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul à época do golpe de 64 e cunhado de Jango. Quanto a Marcos, deve ter algo a ver com Marx, mas... deixa pra lá)&lt;/em&gt; Com isso, uma vez no poder, os comunistas pretendiam obrigar o povo a usar aqueles ridículos lenços vermelhos no pescoço. Isso eu não poderia permitir. Foi quando resolvi agir, em nome da moral e dos bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Em sua autobiografia, confessadamente escrita por seu macaco, Lorde Byron, o senhor afirma ter sido o mentor do projeto espacial norte-americano, que culminou na chegada do homem à Lua em 1969. Vou citar seu livro: “Desde o início do projeto, os meninos de Nixon vinham me fazer consultas sobre foguetes, cápsulas e efeitos da gravidade”. Mas como isso foi possível, se o projeto começou com os cientistas que o governo norte-americano, muito antes de Nixon, foi buscar na Alemanha nazista, como Von Braun, por exemplo?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Meu Deus, não há limite para a ignorância humana? &lt;em&gt;(transtornado)&lt;/em&gt; Os senhores são pobres cordeiros que, inocentemente, acreditam em tudo que lhes contam os jornais e a história. Daqui a pouco vão dizer que o Einstein não colava de mim nas aulas de teoria da relatividade... Vão dizer que não inventei o motor de popa e de proa... Vão dizer que não falei pro motorista da princesa Diana andar mais devagar... Vão dizer que não criei a Aids... Ah, tenha a santa paciência!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O senhor se gaba de comer sempre nos melhores restaurantes, de receber caviar diretamente do presidente da Rússia, mas dois leitores nossos enviaram fotos em que o senhor aparece revirando latas de lixo na rua. Como o sen...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Como ousa? &lt;em&gt;(novamente vermelho, olhos esbugalhados e dentes arreganhados)&lt;/em&gt; Eu sei quem são esses leitores! São os malditos Pratão e Pipócrates, a dupla de invejosos, desonestos, bandidos, fracassados e canalhas prontos e acabados! Tenho certeza! Saiba o senhor que ouvi dizer que eles praticam hábitos de Sodoma, que não desprezam a pederastia, que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Por favor, senhor, não baixemos o nível de nossa entrevista...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Ah, agora eu é que estou baixando o nível... O senhor é que veio com essa pergunta descabida, dando valor a boatos infundados e falsas evidências...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mas, senhor, nas fotos, que foram consideradas legítimas por diversos laboratórios respeitados daqui e dos Estados Unidos, aparecem o senhor, Lorde Byron e o senhor Tião Macalé. Este inclusive, após encontrar uma espinha de peixe numa lata, foi severamente repreendido pelo senhor por ter tentado esconder o, digamos, alimento, dentro de seu calção. O senhor chegou a atirar uma pedra nele.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Não era uma pedra. Tratava-se de um material menos consistente, que eu também julgara ser uma pedra e... Ei, ei! O que estou dizendo? Não aconteceu nada disso! Trata-se de uma montagem, uma farsa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Então mudemos de assunto. Gostaria de...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Chega, chega! &lt;em&gt;(extremamente alterado)&lt;/em&gt; Esta entrevista está encerrada! Eu desperdicei valiosos minutos de minha atribulada e ocupada vida com os senhores e o que ganho em troca? Insultos, calúnias, ofensas e dissabores vários. Amanhã mesmo embarcarei para a Escandinávia, onde pretendo me recuperar deste triste episódio desfrutando de algumas semanas de merecido e raro ócio nos Alpes Suíços. De primeira classe, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Mas os Alpes Suíços ficam na...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Cale-se! Já lho tinha mandado calar-se! Tião! Lorde Byron! Por favor, acompanhem estes senhores até a porta. Passar bem. &lt;em&gt;(visivelmente constrangido, Tião Macalé conduziu o repórter à saída. Já Lorde Byron pulou sobre a câmera do fotógrafo, derrubou-a e começou a enfiar os dedos nos olhos do profissional)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2604034043825562306?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2604034043825562306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/aristteles-omorris-entrevistado-parte-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2604034043825562306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2604034043825562306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/aristteles-omorris-entrevistado-parte-2.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS É ENTREVISTADO - Parte 2'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-3664079374587187774</id><published>2007-11-01T14:31:00.000-02:00</published><updated>2007-11-01T15:04:57.899-02:00</updated><title type='text'>MAU-CARATISMO TRICOLOR</title><content type='html'>Em 1987 os treze maiores clubes do Brasil resolveram fazer um Campeonato Brasileiro paralelo ao da CBF. A primeira divisão, com a concordância da própria CBF, seria chamada de Módulo Verde, e contaria com os integrantes do então recém-fundado Clube dos 13 (Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Bahia) e mais Goiás, Santa Cruz e Coritiba. O torneio foi batizado de Copa União e seu campeão também seria considerado o campeão brasileiro daquele ano. O presidente do Clube dos 13 era o então presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CBF ficou com a organização dos módulos Amarelo, Azul e Branco (segunda, terceira e quarta divisões). Como os clubes de segundo escalão chiaram, a CBF propôs o cruzamento dos dois primeiros colocados do Módulo Verde com os dois primeiros do Amarelo para que só então fossem definidos o campeão e o vice do Brasil em 1987 - que também seriam os representantes do país na Copa Libertadores de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o Clube dos 13 não concordou com a manobra, feita na semana de estréia do Campeonato Brasileiro. Por unanimidade, TODOS os 16 participantes da Copa União decidiram que quem chegasse à grande final não cruzaria com os dois melhores do Módulo Amarelo. Como combinado inicialmente com a CBF, campeão e vice do país sairiam do Módulo Verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem em Portugal já se viu algo assim: o campeão nacional sair do cruzamento dos melhores da primeira com os melhores da segunda divisão! Em tese, o melhor da segunda é pior que o pior da primeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem: Flamengo e Internacional foram os finalistas da Copa União. Na primeira partida da final, em Porto Alegre, empate. Na segunda, Flamengo 1 a 0, gol de Bebeto. Flamengo, campeão brasileiro pela quarta vez, como o Brasil inteiro proclamou, como o Clube dos 13 havia chancelado no acordo original com a CBF, aprovado por todos os clubes, inclusive pelo São Paulo. Se fosse o tricolor paulista (ou qualquer outro integrante da Copa União) um dos finalistas, ele também não cruzaria com Sport e Guarani, os dois melhores do Módulo Amarelo (segunda divisão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a CBF disse que o que valia era a mudança que ela havia feito no regulamento, à revelia dos maiores clubes do país. Então Sport e Guarani foram a campo para esperar por Flamengo e Inter. Como estes não compareceram, os jogos entre os representantes da Segundona tornaram-se a "verdadeira" decisão do Campeonato Brasileiro de 1987. Deu Sport, que, no ano seguinte, ao lado do Guarani, protagonizou a mais vexatória participação brasileira na Libertadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1992 o Flamengo voltou a ganhar o Brasileirão, agora de forma "oficial". Como foi seu quinto título da principal competição nacional, o rubro-negro reivindicou a posse definitiva da taça que desde 1975 era entregue aos campeões brasileiros. Pelo regulamento do torneio, ficaria de vez com o troféu o clube que conquistasse a divisão principal três vezes seguidas ou cinco vezes alternadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que a CBF, mesmo já com outra administração, recusou-se a enviar para sempre a taça à Gávea e resolveu guardá-la em um cofre da Caixa Econômica Federal. Desde então, o clube mais popular do país ostenta em sua imensa galeria de troféus, uma réplica daquela taça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que o tempo passou e na noite do dia 31 de outubro de 2007 o São Paulo conquistou seu quinto título do Campeonato Brasileiro da primeira divisão. Como todos foram títulos considerados "oficiais", a CBF avisou que vai tirar aquela velha taça do cofre e entregá-la de modo definitivo ao tricolor do Morumbi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, tudo bem. Como até hoje a CBF não dá o braço a torcer, por não admitir seu erro (ou sua safadeza de 20 anos atrás), o lógico para ela é passar o troféu para as mãos tricolores. O problema é o São Paulo ficar com a taça e não a repassar a quem realmente tem o direito de ficar com ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior que a CBF é o São Paulo, que, ficando com a taça, está jogando no lixo o corajoso acordo entre os grandes clubes, que resolveram não aceitar as imposições estúpidas da entidade máxima do nosso futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Clube dos 13, o Flamengo é pentacampeão brasileiro. Como membro desse clube, o São Paulo deveria receber a taça e, em uma solenidade bancada pela entidade, fazer o repasse do troféu ao time carioca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tricolor paulista resolveu agir como um oportunista, um descuidista, um trombadinha, em suma, um mau-caráter, para quem a ética, a grandeza e a magnamidade não passam de empecilhos à sua glória pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de agora os dirigentes são-paulinos não podem nunca mais reclamar da corrupção nos mais diversos escalões da sociedade brasileira. Afinal, agora eles estão inseridos nesse contexto. Agora eles são uma porção de matéria escura a mais no espesso mar de lama e outras impurezas que envergonha os brasileiros de bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-3664079374587187774?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/3664079374587187774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/mau-caratismo-tricolor.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3664079374587187774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3664079374587187774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/11/mau-caratismo-tricolor.html' title='MAU-CARATISMO TRICOLOR'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-3582165284943574853</id><published>2007-10-26T10:44:00.000-02:00</published><updated>2007-10-26T10:51:50.764-02:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS É ENTREVISTADO - Parte 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Caro leitor, não é do nosso feitio “chupar” matérias de outros órgãos de comunicação, mas este é um caso especial. Trata-se de uma entrevista concedida por um dos nossos mais reles... quer dizer: por um dos nossos maiores colaboradores, o colunista Aristóteles Omorris. Fomos autorizados pela prestigiosa revista &lt;em&gt;Tapa Capital&lt;/em&gt; a publicar na íntegra a entrevista abaixo, que é uma forma de o nosso leitor (perdão por isso, leitor) conhecer melhor essa figura ímpar, esse monstro (de feiúra) do jornalismo brasileiro.  Como a reportagem foi muito longa, preferimos dividi-la em duas partes. Afinal, quem quer morrer de overdose de Aristóteles Omorris?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O que é Aristóteles Omorris?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por Argemiropípedes Raimundopolos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eram 4 horas de uma tarde abafada na favela de Paraizópolis, no dia em que foi registrada a maior taxa de poluição no ano na capital paulista. Fomos instruídos – Paulinho Cegueta, fotógrafo, e eu – a chegar à “suntuosa residência” (como o próprio dono a qualificara) de nosso entrevistado pontualmente às 9 da manhã. Nesse horário fomos recebidos por um jovem de seus no máximo 20 anos, afrodescendente, boca pouco povoada de dentes. “O senhor Omorris ainda se encontra dormindo. Vocês esperam?”, perguntou o rapaz. Ao meio-dia, Aristóteles Omorris, rosto completamente amassado, com um pijama que deixa à mostra a barriga que escorria cintura abaixo, cruzou a sala e nem sequer olhou para os visitantes. O rapaz correu à cozinha para servi-lo. Perguntei se podíamos começar a entrevista. O dono da casa disse alguma coisa ao jovem. O tom era de aspereza, mas não ouvimos o que foi dito. “O senhor Omorris pediu para dizer que não dá entrevistas antes de almoçar. No momento ele se encontra degustando seu café-da-manhã. Vocês esperam?” Por volta das 13 horas o colunista foi até os fundos da casa, mais precisamente, ao setor coberto de lona e papelão, e começou a gritar: “Lorde Byron! Byron! Venha cá, bastardo!” Então o famoso macaco de Aristóteles Omorris não era uma lenda? “Não. O bichinho existe”, afirmou Tião Macalé, como era conhecido o rapaz que nos recebeu. “Olha a marmita!”, bradou uma voz de garoto lá fora. Eram 3 horas da tarde e chegava o almoço do nosso anfitrião, que finalmente deixou suas conferências com Lorde Byron. “A dona Violeta falou que amanhã não tem marmita se o senhor não pagar os três meses atrasados”, avisou o entregador. Omorris nem olhou para ele. Apenas fez um gesto com as mãos, típico de quem manda alguém embora. Macalé foi atrás do garoto e, no meio da rua, chegou quase a ajoelhar-se durante sua argumentação. Depois do almoço, Aristóteles chamou seu ajudante, que logo veio a nós. “O senhor Omorris vai fazer um leve repouso e deverá atendê-los em seguida. Vocês esperam?” Eram 4 horas de uma tarde abafada na favela de Paraizópolis, no dia em que foi registrada a maior taxa de poluição no ano na capital paulista. Nesse momento, enfim, Aristóteles Omorris, trajando um smoking que claramente lhe era alguns números abaixo de seu tamanho, além de ostentar vários remendos, entrou na sala e ainda sem olhar para os visitantes, sentou-se em uma imensa e carcomida poltrona e perguntou, com ar imperial: “Em que posso ajudá-los?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tapa Capital&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;–&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;O senhor nunca falou de sua origem, onde nasceu, onde cresceu, como foi sua infância, seus pais, irmãos (se os teve). O senhor poderia falar sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Aristóteles Omorris –&lt;/strong&gt; Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Qual é sua formação escolar?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Não gosto de falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Por que não?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Sempre fui muito injustiçado na escola. Como fui sempre um ser à frente de seu tempo, professores, diretores e os malditos coleguinhas não me entendiam. Eu era um aluno que não aceitava o que estava escrito nos livros. Assim, não estudava e não fazia as tarefas exigidas pelos professores. Nas provas, eu colocava as minhas verdades, que é o que todo mundo devia seguir. Infelizmente os canalhas não aceitavam e me reprovavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Alguns de seus antigos colegas disseram que o senhor não estudava e não fazia as tarefas para poder ir para a rua, jogar pedras em pessoas, riscar carros com tampinhas de garrafa, ser flanelinha de estacionamento, pedir dinheiro no sinal, entre outras atividades não exatamente abonadoras...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(irritado)&lt;/em&gt; Calúnias! Calúnias! Quem disse isso? Vou processar um por um!&lt;em&gt; (vermelho)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Quer dizer que é verdade que o senhor não completou seus estudos?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Quer dizer que eu me recusei a fazer o caminho dos medíocres. A escola só me atrasaria. Faculdades são prisões do pensamento. Eu queria voar cada vez mais alto, deixar meu intelecto alcançar seu destino, que é expandir ao infinito e abraçar o universo! &lt;em&gt;(exaltado, braços aberto e olhando para o teto)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Por isso o senhor parou de estudar no que hoje equivale ao primeiro ano do ensino fundamental, depois de 13 reprovações?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Mudemos de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Tudo bem. Falemos então das polêmicas do momento. O senhor é contra ou a favor da liberação do aborto?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(pausa)&lt;/em&gt; Veja bem... &lt;em&gt;(pausa um pouco mais longa. De 30 minutos)&lt;/em&gt; Engraçado... &lt;em&gt;(outra pausa igual)&lt;/em&gt; Meu pai me disse que minha mãe foi fervorosamente contra o aborto. Dizia que era sempre a favor da vida e coisa e tal. Mas, estranhamente, certo dia ela passou a ser favorável ao aborto. Virou até militante da causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Quando foi isso?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Depois que eu nasci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(pausa para constrangimento) Mas o senhor não respondeu qual é sua posição sobre o assunto...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Veja bem... &lt;em&gt;(irritante nova pausa de 30 minutos)&lt;/em&gt; Eu acho que tendo a ser contra. Se minha mãe fosse a favor antes do meu nascimento, talvez o mundo tivesse perdido a chance de ter caminhando sobre si um ser como eu. Quantos outros Aristóteles Omorris não estaríamos perdendo se os abortos passassem a ser feitos a torto e a direito, você não concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;(pausa para novo constrangimento e uma limpadinha de garganta)  Mas o senhor é favorável a algum tipo de controle de natalidade?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; A priori sim. Mas muitas vezes o exato oposto me deixa muito triste. &lt;em&gt;(pausa para choro. Sem lágrimas) &lt;/em&gt;Tenho muitos casais amigos entre a elite do poder mundial que não conseguem ter filhos. Tentam todos os tipos de tratamento com os melhores médicos do mundo inteiro e nada. Meu conselho para eles é o seguinte: empobreçam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TC –&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Como assim?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;AO –&lt;/strong&gt; Ora, ora... Não é fato de que a taxa de natalidade entre os pobres é altíssima? Não é fato que basta encostar de leve numa mulher pobre – melhor ainda se for negra – que ela logo engravida? Então!? Olá, meu bom amigo rico: deixe seu dinheiro comigo, transforme-se num pobre e tenha uma família quilométrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Fim da primeira parte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-3582165284943574853?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/3582165284943574853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/aristteles-omorris-entrevistado-parte-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3582165284943574853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3582165284943574853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/aristteles-omorris-entrevistado-parte-1.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS É ENTREVISTADO - Parte 1'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7453752152393501132</id><published>2007-10-23T10:10:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T10:16:45.514-02:00</updated><title type='text'>FUTEBOL: UM PROBLEMA RECORRENTE</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O artigo abaixo eu escrevi em 2003. Quatro anos se passaram e eu não preciso queimar meus parcos neurônios para abordar o mesmo assunto, pois nada mudou de lá pra cá. Como este texto é inédito para este blog (já que o cometi originalmente para a &lt;em&gt;Folha do Sudoeste&lt;/em&gt;), "brindo" a todos com sua postagem.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A temporada da Raposa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         Como prometido no festival de besteiras... ou melhor, como prometido no artigo anterior &lt;em&gt;(também publicado na&lt;/em&gt; Folha do Sudoeste&lt;em&gt;, no já longínquo 2003)&lt;/em&gt;, vamos usar exemplos concretos para mostrar como se pode implantar um calendário em que os times pequenos não fiquem desativados por quase 90% da temporada futebolística. Tomemos como paradigma a Jataiense, que neste ano participou do Campeonato Goiano da Primeira Divisão por menos de dois meses. E só. O período de março a dezembro é um eterno coçar, uma estúpida espera pela próxima edição do “Goianão”.&lt;br /&gt;         Pelo calendário proposto aqui mesmo neste espaço, a Raposa do Sudoeste iniciaria suas atividades em 15 de julho. Faria sua pré-temporada, com treinos e amistosos, até meados de agosto, quando começaria a primeira fase do Campeonato Goiano da Primeira Divisão – sem os clubes goianos que jogam o Campeonato Brasileiro &lt;em&gt;(há quatro anos o Goiás estava na Série A, enquanto Vila Nova e Anapolina disputavam a B)&lt;/em&gt;. O modelo ideal seria o de pontos corridos em turno e returno durante os seis meses reservados para os estaduais. Se os clubes optarem por um torneio dividido em fases, que fique registrada no regulamento uma norma que evite a eliminação de qualquer time antes que a fase inicial complete cinco meses de disputa.&lt;br /&gt;         Terminada a fase inicial do Goianão, em meados ou final de fevereiro do ano seguinte (dependendo da data do carnaval), a Jataiense, caso tenha chegado em primeiro ou em segundo lugar, estará classificada para a Copa do Brasil do ano seguinte e vai automaticamente para a fase regional do Campeonato Brasileiro da Série C, que começa já em março. Estaria ainda garantida na fase decisiva do Campeonato Goiano, onde, nos dois últimos meses da temporada, enfrentaria Goiás, Vila e Anapolina – além dos outros times de melhor colocação na fase inicial.&lt;br /&gt;Na primeira fase da Série C nacional, com a ajuda da CBF em relação às despesas, a Raposa enfrenta o outro classificado goiano e mais os campeões e vices de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, em ida e volta, todos contra todos, passando os dois primeiros colocados para a segunda fase. Ou seja, são mais 14 jogos garantidos na temporada, o que representa no mínimo mais 14 datas – ou quase três meses de atividade, utilizando-se dois ou três meios de semana.&lt;br /&gt;         Na segunda fase, já em nível nacional, com 16 classificados, dois de cada chave regionalizada, começa o mata-mata, com confrontos sorteados e passagens aéreas financiadas pela CBF. Ao final, em junho, os dois primeiros sobem para a Série B do Campeonato Brasileiro de forma direta, enquanto as equipes que terminarem do terceiro ao sexto lugares ainda terão a chance de subir pelo confronto direto e eliminatório, em duas partidas, com os times da Série B que terminarem do 19° ao 22° lugares. A definição do quinto e do sexto melhores colocados se daria por critérios técnicos ou pelo confronto entre os perdedores das quartas-de-final. Pelo menos essa decisão eu deixo para os clubes e/ou a CBF...&lt;br /&gt;         Suponhamos – e torçamos – que a Raposa tenha subido para a Série B nacional depois da disputa de nossa hipotética Série C. Assim, na temporada seguinte ela passaria o ano todo disputando essa competição, não precisaria participar da fase inicial do Campeonato Goiano (a não ser com o time reserva, somente para movimentar todo o elenco) e ainda jogaria a Copa do Brasil, quando teria a oportunidade ímpar de enfrentar clubes do porte de Flamengo, Corinthians e todo o resto da turma do Clube dos 13.&lt;br /&gt;         Caso o clube não seja campeão ou vice da primeira fase do estadual, ele ainda assim não seria relegado à inatividade. Juntamente com os outros eliminados e talvez com os times da segunda e terceira divisões do estado, ele jogaria uma seletiva (regionalizada) para a Copa do Brasil do ano seguinte, que, ao final apontaria os últimos 26 participantes da competição – um punhado de cada chave regional.&lt;br /&gt;         Em meados de junho viriam as tão merecidas férias para a Jataiense e todos os outros clubes. Ficaríamos apenas 30 dias sem ver nosso time funcionando a todo vapor. Afinal, a temporada da Raposa passaria a durar quase um ano inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7453752152393501132?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7453752152393501132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/futebol-um-problema-recorrente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7453752152393501132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7453752152393501132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/futebol-um-problema-recorrente.html' title='FUTEBOL: UM PROBLEMA RECORRENTE'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4772907198439486831</id><published>2007-10-07T23:49:00.000-03:00</published><updated>2007-10-07T23:55:47.620-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DO PROSCRITO "O PARTIDO DO INDIVÍDUO"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O trecho abaixo faz parte de uma espécie de viagem onírica empreendida pelo protagonista do livro &lt;em&gt;O Partido do Indivíduo&lt;/em&gt; depois de sofrer um acidente que o levou ao coma.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entraram num belo apartamento de Copacabana. A família reunida assistia compungida às notícias do mundo.&lt;br /&gt;            — Papai — disse a garotinha, depois de assistir a uma cena de latro&amp;shy;cínio —, por que aquele moço fez pêi-pêi no outro e levou aqueles papeizi&amp;shy;nhos que estavam dentro da gaveta?&lt;br /&gt;            — Se você morasse na terra dele, minha filha, só com aqueles papeizi&amp;shy;nhos você poderia comprar comida no mercado da esquina. Comprar é trocar papel ou metal por qualquer coisa, mais ou menos assim. Seu avô lembra como era antes da Assembléia.&lt;br /&gt;            — Comprar? Trocar comida por papel? Mas o seu Menezes entrega pão e leite pra gente sem pedir nada em troca. E quem decide quantos pedaços de papel vale um pão e quantos vale um carro?&lt;br /&gt;            — Desculpe-me, Sonho — disse Laszlo —, mas essa é difícil de engo&amp;shy;lir. Em algum ponto do sistema deve haver dinheiro. Quem deu este apartamen&amp;shy;to a esta família, como eles conseguiram um carro, o que ganha quem produz um carro e o entrega de graça? O governo dá tudo? Mas como, se o governo vive sem impostos?&lt;br /&gt;            — Ai, uma mente tão jovem e já tão corrompida — suspirou Sonho. — Sociedade sem dinheiro: de súbito, acabaram-se as classes. Por decreto, de repente cédulas, moedas, talões de cheque, títulos, ações já não valiam na&amp;shy;da. A propriedade privada ficou. Quem já vivia confortavelmente, continuou na mesma. Os ex-mais pobres reuniram-se em cooperativas e, nos terrenos doa&amp;shy;dos pelo governo, construíram residências a seu gosto. O material também foi doado: por que os fabricantes de materiais de construção os segurariam se não iriam ganhar nada com isso? Aliás, os empresários decidiram dividir a propriedade de suas empresas — comércio, indústria, serviços — com seus ex-empregados, agora elevados à categoria de seus iguais. O Brasil passou a fabricar de tudo. Sem burocracia (que foi feita para tirar dinheiro das pes&amp;shy;soas pelos meios mais legais possíveis), abriam-se pequenas, médias e gran&amp;shy;des empresas aos borbotões, todas de propriedade coletiva. Não havia disputa pela direção, pois não havia salário. As pessoas passaram a trabalhar para si próprias e para os outros. Os agricultores trazem seus produtos para a cidade e oferecem-nos às pessoas. Depois passam pelas “lojas” e levam o que precisam. Como, no fundo, é uma sociedade igual à de seu plano, há uma mino&amp;shy;ria aética, um tanto quanto psicopática, marginal, que começou a promover saques ou retiradas de bens de forma vultosa demais. No início aconteciam abusos — pessoas retiravam, por exemplo, quatro, cinco, dezenas de carros, numa ganância inercial. Por isso, não foi extinta a polícia nem a justiça. Estas passaram a funcionar perfeitamente bem, pois seus deslizes históricos sempre foram motivados pelo poder econômico. Sem dinheiro, sem cobiça. Quase sempre. Então, com um incidente aqui, outro ali, o Brasil deste mundo vai levando uma vida até que agradável. Pena que os outros países estejam meio que propensos a não adotar este tipo de sociedade depois que vencer o prazo.&lt;br /&gt;            — Por quê? O que ocorre aqui, eu percebo, é um acordo informal entre as pessoas: todos sentem que podem ter tudo o que precisam se fizerem a sua parte. O sujeito que fabrica coadores de café sabe que em troca de seu tra&amp;shy;balho ele terá seu carro, sua casa, sua pasta de dente, seu sapato... Ele tem a consciência tranqüila. Quem não trabalha mas usufrui do resultado do trabalho alheio talvez viva com remorsos. Uma sensação desagradável. Passar uma vida inteira sentindo culpa é pior que prisão perpétua. Há claro os so&amp;shy;ciopatas, psicopatas, os preguiçosos convictos, os malandros inconseqüentes. Mas por que acabar com essa experiência? Ou melhor, por que não estendê-la ao resto do mundo?&lt;br /&gt;            — Simples. Os países desenvolvidos, em 1950, acreditavam sinceramente neste modelo, criado por um dissidente indiano. Escolheram o Brasil, além dos motivos que já citei, pela pequena elite que o país possuía: haveria menos pessoas ricas para protestar. Muitas foram para o exterior antes que abolissem o dinheiro. Acontece que a elite dos países industrializados au&amp;shy;mentou sensivelmente nesses quase cinqüenta anos. Resultado: há uma pressão gigantesca contra a brasilização do mundo. Embora as classes médias e baixas de todo o planeta estejam plenamente favoráveis, empresários, líderes de seitas religiosas, banqueiros, traficantes de drogas e mesmo a maior parte dos políticos posicionam-se contra, criando milhares de obstáculos, empeci&amp;shy;lhos e tecnicalidades. Onde já se viu um Rockefeller deixar seu perfumado, climatizado, embonecado escritório para apertar parafuso seis ou oito horas por dia?, costumam argumentar os elitistas. Esquecem-se de que funções exe&amp;shy;cutivas não serão extintas, nem a propriedade privada. Rockefeller não per&amp;shy;deria nada: suas empresas continuariam suas, permaneceria em seu cargo, se quisesse. Apenas deixaria de receber dividendos, fazer retiradas. Em contra&amp;shy;partida, não precisaria mais preocupar-se com a folha de pagamento. Aí eles argumentam que Rockefeller ajuda muita gente através de suas fundações fi&amp;shy;lantrópicas...&lt;br /&gt;            — Ora, sem a demanda por dinheiro para sobreviver, quem necessitaria de entidades filantrópicas?&lt;br /&gt;            — Correto. Mas sem pobres para viver a sua custa, como você encobriria com atos “caridosos” a sua verdadeira compulsão por dinheiro, por lucro? Como redimir sua alma gananciosa?&lt;br /&gt;            — Que lástima. Pelo menos o Brasil poderá continuar vivendo sem di&amp;shy;nheiro depois de vencido o prazo, não? O que foi uma experiência poderá tor&amp;shy;nar-se perene?&lt;br /&gt;            — Bem, há boatos de que as grandes multinacionais estão de olho gor&amp;shy;díssimo sobre o “mercado virgem” do Brasil do próximo século.&lt;br /&gt;            Numa contração facial, Laszlo revelou todo seu desapontamento. Quando piscou, já estava num plano diferente. Era um lugar calmo, de ar puro, com jeito de cidade pequena. As ruas eram limpas, os carros respeitavam as leis de trânsito, pessoas conversavam pelas calçadas, pelos alpendres.&lt;br /&gt;            — Este mesmo ponto geográfico em seu mundo — explicou Sonho — cor&amp;shy;responde a uma das maiores favelas de São Paulo. Setor de onde surgem notícias de chacinas, de ações de justiceiros e de batidas da polícia em busca de bocas de fumo. Este lugar, em seu plano, também seria lindo assim caso tivesse ocorrido lá o que aconteceu aqui.&lt;br /&gt;            — Neste mundo, o Brasil é que é desenvolvido, é isso?&lt;br /&gt;            — Digamos que neste mundo o Brasil é mais humano. Como em seu Congres&amp;shy;so e em seu governo, houve graves crises político-econômico-institucionais por aqui. Em sua dimensão, foi feita uma limpeza parcial no quadro político: alguns personagens daninhos à sociedade foram para o ostracismo, escorraça&amp;shy;dos ou pelo público ou pela via institucional — ou por ambos. Outros, po&amp;shy;rém, permanecem articulando, montando seus esquemas, defendendo seus inte&amp;shy;resses particulares e de seu grupo em detrimento do anseio popular. Em mui&amp;shy;tos casos houve uma mera troca de nomes: a prática continuou igual. Neste plano, contudo, um lance fortuito revelou todos os conluios, maquinações, tramóias de um até então intocável senador, cujas ligações açambarcavam não apenas a esfera política, como também amplos setores da sociedade. Ele não caiu sozinho. Puxou consigo uma série de luminares, astros, empresários-mo&amp;shy;delo, homens do ano e uma miss Brasil, coitada. O povo, num primeiro momen&amp;shy;to, ficou mudo. Quem ainda tinha alguma inocência, deixou de tê-la no momen&amp;shy;to em que o último tubarão foi para a frigideira. Revoltado contra os sécu&amp;shy;los de improbidades, iniqüidades, injustiças e imoralidades que em seu nome foram exercidas, o povo, também remoendo-se devido a sua mistura de ingenui&amp;shy;dade e conformismo, teve sua taliônica vingança nas eleições seguintes. Ne&amp;shy;nhum político com mais de quatro anos de carreira foi eleito; nenhum candi&amp;shy;dato nem de leve ligado a qualquer um dos caídos foi eleito; nenhum político com o mais leve acento demagógico foi eleito; todos os candidatos que nega&amp;shy;ram-se a fornecer sua lista de doadores e a quantia doada foram rejeitados.&lt;br /&gt;            — Então como foram preenchidos os cargos públicos? — perguntou Las&amp;shy;zlo, meio em tom de mofa.&lt;br /&gt;            — Foram eleitos os melhores — ou pelo menos aqueles que os eleitores consideraram os menos piores. Gente que nunca pensara em entrar para a política entrou. E ganhou. Pessoas com reputação ilibada ascenderam ao poder. Verbas que sumiam deixaram de desaparecer; obras que não acabavam foram fi&amp;shy;nalizadas; especialistas foram colocados nos lugares antes ocupados por po&amp;shy;líticos e apaniguados; os corruptos foram sumariamente demitidos; os suspei&amp;shy;tos licenciados até que provassem sua culpa; em detrimento do câmbio, da bolsa, da captação de dinheiro especulativo, optou-se por uma guerra contra a exclusão social como principal meta dos governos, sem descuidar de aspec&amp;shy;tos secundários como o câmbio, a bolsa e a captação de dinheiro especulati&amp;shy;vo. O primeiro sinal visível de mudança neste lugar, Laszlo, foi a chegada do asfalto e do saneamento básico. Logo percebeu-se que a vila esvaziava-se mais durante todo o dia: as pessoas saíam para trabalhar e, à noite, os ou&amp;shy;trora desocupados, ex-boêmios, ex-traficantes, ex-assaltantes, ex-toxicôma&amp;shy;nos, tinham a opção de freqüentar as novas e equipadas escolas do setor, onde os professores eram dignamente pagos. Sempre há quem não adapta-se ao novo tipo de vida: traficantes, assaltantes e toxicômanos empedernidos, ago&amp;shy;ra em menor número e por isso mais facilmente identificáveis, eram encami&amp;shy;nhados às respectivas instituições por eles responsáveis. Quarenta por cento eram devolvidos “limpos” à sociedade. Os outros, infelizmente, eram privados da liberdade. Aos poucos foram surgindo bons carros por aqui. As velhas ca&amp;shy;sas de pau-a-pique ou de plástico foram sendo substituídas por moradas de&amp;shy;centes. Então chegou um certo dia em que tudo ficou assim, do jeito que você está vendo.&lt;br /&gt;            — E os políticos corruptos nunca voltaram? E dos novos nenhum corrom&amp;shy;peu-se?        &lt;br /&gt;            — Tendo caviar sempre à disposição, quem preferiria jiló? Não, o povo experimentou e gostou. É verdade que houve ensaios de improbidade entre os novos governantes, mas bastava uma leve suspeita para que seus próprios pa&amp;shy;res pressionassem o acusado a renunciar, em casos flagrantes, ou a pedir licença para que fosse investigado. Em dois casos, homens públicos foram reconduzidos a sua posição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4772907198439486831?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4772907198439486831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/trecho-do-proscrito-o-partido-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4772907198439486831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4772907198439486831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/10/trecho-do-proscrito-o-partido-do.html' title='TRECHO DO PROSCRITO &quot;O PARTIDO DO INDIVÍDUO&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8951633951121365474</id><published>2007-09-27T00:18:00.000-03:00</published><updated>2007-09-27T00:51:27.018-03:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: A INVENÇÃO DE MOREL</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/RvshlnHgwXI/AAAAAAAAABM/pUmP088ByXc/s1600-h/A+Invencao+de+Morel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114718731848696178" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/RvshlnHgwXI/AAAAAAAAABM/pUmP088ByXc/s400/A+Invencao+de+Morel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O escritor argentino &lt;strong&gt;Adolfo Bioy Casares &lt;/strong&gt;foi muito mais do que o grande amigo do mito e compatriota Jorge Luis Borges, com quem escreveu o delicioso &lt;em&gt;Seis problemas para Dom Isidro Parodi&lt;/em&gt;. Bioy mostrou toda a sua maestria em &lt;em&gt;A Invenção de Morel&lt;/em&gt;, escrito durante a Segunda Grande Guerra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A obra não pode ser reduzida ao rótulo de realismo fantástico, modalidade que grassa com mais desenvoltura pela América Latina. Seu livro é muitas vezes chamado de policialesco, mas, como diz o grande crítico Otto Maria Carpeaux, no posfácio da obra, &lt;em&gt;A Invenção de Morel &lt;/em&gt;é ficção científica. E de primeiríssimo time. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para quem gosta de &lt;em&gt;Jornada nas Estrelas (Star Trek)&lt;/em&gt;, a leitura do livro de Bioy pode apresentar uma surpresa: a antecipação dos &lt;strong&gt;holodecks&lt;/strong&gt;, as salas de recreação do futuro (pelo menos na série), em que ambientes e pessoas são recriados com extrema fidelidade - ao ponto de ter havido episódios em que seres de carne e osso apaixonaram-se por hologramas. Os holodecks, ao contrário do que pensa a maioria dos fãs normais de &lt;em&gt;Star Trek, &lt;/em&gt;surgiram pela primeira vez no desenho animado da série (1973). Eles foram popularizados pela &lt;em&gt;Nova Geração &lt;/em&gt;(1987-1994) e utilizados &lt;em&gt;ad nauseam &lt;/em&gt;em &lt;em&gt;Deep Space Nine &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Voyager&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o assunto é &lt;em&gt;A Invenção de Morel&lt;/em&gt;. E ninguém mais apropriado para apresentar o livro que Jorge Luis Borges, que escreveu o prefácio abaixo:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Por volta de 1882, Stevenson anotou que os leitores britânicos tinham certo desdém pelas peripécias e julgavam hábil escrever um romance sem argumento ou de argumento infinitesimal, atrofiado. José Ortega y Gasset - A desumanização da arte , 1925 - trata de justificar o desdém anotado por Stevenson e estabelece, à página 96, que "hoje em dia, dificilmente será possível inventar uma aventura capaz de interessar a nossa sensibilidade superior" e, à 97, que essa invenção "é praticamente impossível". Em outras páginas, em quase todas as outras páginas, advoga o romance "psicológico" e opina que o prazer das aventuras é inexistente ou pueril. Tal é, sem dúvida, o parecer comum em 1882, em 1925 e ainda em 1940. Alguns escritores (entre os quais tenho o prazer de contar Adolfo Bioy Casares) julgam razoável dissentir. Resumirei aqui os motivos dessa dissidência.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;O primeiro (cujo ar de paradoxo não quero destacar nem atenuar) é o intrínseco rigor do romance de peripécias. O romance costumeiro, "psicológico", tende a ser informe. Os russos e os discípulos dos russos demonstraram até o fastio que ninguem é impossível: suicidas por felicidade, assassinos por benevolência, pessoas que se adoram a ponto de se separarem para sempre, delatores por fervor ou por humildade... Essa liberdade plena acaba por equivaler à plena desordem. Por outro lado, o romance "psicológico" também se pretende romance "realista": prefere que esqueçamos seu caráter de artifício verbal e faz de toda vã precisão (ou de toda lânguida vagueza) um novo toque verossímil. Há páginas, há capítulos de Marcel Proust que são inaceitáveis como invenções, aos quais, sem sabê-lo, nos resignamos como ao insípido e ocioso de cada dia. O romance de aventura, ao contrário, não se apresenta como transcrição da realidade: é um objeto artificial que não admite nenhuma parte injustificada. O temor de incorrer na mera variedade sucessiva do Asno de ouro , das sete viagens de Sinbad ou do Quixote impõe-lhe um rigoroso argumento. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aleguei um motivo de ordem intelectual; há outros de caráter empírico. Todos tristemente murmuram que nosso século não é capaz de tecer tramas interessantes; ninguém se atreveu a verificar que, se alguma primazia tem este século sobre os anteriores, essa primazia é a das tramas. Stevenson é mais passional, mais diverso, mais lúcido, talvez mais digno de nossa absoluta amizade que Chesterton; mas os argumentos que conduz são inferiores. De Quincey, em noites de minucioso terror, mergulhou no coração de labirintos, mas não cunhou suas impressões de unutterable and self-repeating infinities em fábulas comparáveis às de Kafka. Anota com justiça Ortega y Gasset que a "psicologia" de Balzac não nos satisfaz; o mesmo cabe anotar de seus argumentos. A Shakespeare, a Cervantes agrada a antinômica idéia de uma moça que, sem perder a formosura, consegue passar por homem; esse móvel não funciona para nós... Julgo-me livre de toda superstição de modernidade, de qualquer ilusão de que ontem difere intimamente de hoje ou diferirá de amanhã; mas considero que nenhuma outra época possui romances de tão admirável argumento como &lt;em&gt;The Turn of the Screw&lt;/em&gt;, como &lt;em&gt;Der Prozess&lt;/em&gt;, como &lt;em&gt;The Invisible Man&lt;/em&gt;, como &lt;em&gt;Le Voyageur sur la Terre&lt;/em&gt;, como este que logrou escrever, em Buenos Aires, Adolfo Bioy Casares.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;As ficções de índole policial - outro gênero típico deste século que não é capaz de inventar argumentos - relatam fatos misteriosos que um fato razoável logo justifica e ilustra; nestas páginas, Adolfo Bioy Casares resolve com felicidade um problema talvez mais difícil. Desfralda uma odisséia de prodígios que não parecem admitir outra chave exceto a alucinação ou o símbolo, e plenamente os decifra mediante um único postulado fantástico, mas não sobrenatural. O temor de incorrer em prematuras ou parciais revelações me proíbe o exame do argumento e das muitas delicadas sabedorias da execução. Basta declarar que Bioy renova literariamente um conceito que Santo Agostinho e Orígenes refutaram, que Louis-Auguste Blanqui meditou e que disse, com música memorável, Dante Gabriel Rossetti:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I have been here before, But when or how I cannot tell: I know the grass beyond the door, The sweet keen smell, The sighing sound, the lights around the shore...&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.cosacnaify.com.br/noticias/prologo_borges.asp#nota"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;* &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;Em espanhol, são infreqüentes e mesmo raríssimas as obras de imaginação meditada. Os clássicos exerceram a alegoria, os exageros da sátira e, por vezes, a mera incoerência verbal; de data recente, não recordo nada senão algum conto de As forças estranhas e algum outro de Santiago Dabove, esquecido com injustiça. &lt;em&gt;A invenção de Morel&lt;/em&gt; (cujo título alude filialmente a outro inventor ilhéu, Moreau) transporta para nossas terras e para nosso idioma um gênero novo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Discuti com o autor os pormenores da trama e a reli; não me parece uma imprecisão ou uma hipérbole qualificá-la de perfeita. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Buenos Aires, 2 de novembro de 1940&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a name="nota"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;* Estive antes aqui, / Mas quando e como não sei: / Conheço a relva além da porta, / O perfume doce e penetrante, / As luzes pela costa, os sons murmurantes... [N.T.] &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8951633951121365474?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8951633951121365474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/dica-de-livro-inveno-de-morel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8951633951121365474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8951633951121365474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/dica-de-livro-inveno-de-morel.html' title='DICA DE LIVRO: A INVENÇÃO DE MOREL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/RvshlnHgwXI/AAAAAAAAABM/pUmP088ByXc/s72-c/A+Invencao+de+Morel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5220079751375433617</id><published>2007-09-21T14:54:00.000-03:00</published><updated>2007-09-21T14:57:08.931-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS, O POLÍTICO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;De nada, Renan&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Detrito Federal &lt;/strong&gt;– Minha incomensurável legião de leitores há de compreender as razões de minha ausência deste espaço nos últimos meses. Sei que muitos chegaram a cometer atos de desatino devido à falta de leitura de meus textos (chegaram a mim inclusive alguns relatos de suicídios bem-sucedidos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas todo sacrifício é válido e aceito quando a causa é nobre. Vidas foram perdidas? Sim, foram. Mas o importante é que consegui alcançar meu objetivo, que era a absolvição de um político honesto e inocente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das ridículas pressões do meu editor para que eu voltasse ao trabalho (imagina: só pra cumprir um contratinho de parcos milhões de dólares...), mantive-me fiel à pessoa que praticamente criei para a política. E pelo qual sempre fui muito bem recompensado... Tudo o que ele sabe foi aprendido por meu augusto intermédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora muitos não saibam, tenho uma extensa folha corrida de (bons) serviços prestados à sociedade. Sou jovem, mas, por ter começado na política muito cedo, tive o privilégio de ter vários bons professores nessa nobre arte. Meus amigos Pôncio Pilatos, Maluf, Joaquim Silvério dos Reis, Luiz Estevão, Goebbels, Cacciola, Jáder e Ronald Biggs sempre foram meus incentivadores e fontes de inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre gostei de atuar nos bastidores. Por isso jamais ocupei altos cargos, apesar do apelo insistente dos meus amigos para que eu fosse, no mínimo, presidente dos Estados Unidos. Contentei-me em ajudar meu amigo Bushinho a vencer – com justiça – as eleições na Flórida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, passados alguns anos, posso confessar minha participação em alguns fatos que ficaram na história. Por exemplo: fui eu o mentor da tomada de Constantinopla pelos turcos. Tomar coisas sempre foi o meu forte, desde os tempos do jardim de infância. Aliás, por minha causa foi criado aquele adágio popular: “Mais fácil que tomar doce da mão de uma criança”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também fui eu que arquitetei a tomada da Bastilha. Na boa e velha mão grande, quando não tinha ninguém olhando, fui lá e tomei a Bastilha dos ricos e a entreguei aos pobres (e mal-cheirosos) franceses. Em troca recebi, de muito bom grado, mesmo tendo dito que não precisava, algumas coisinhas retiradas do Palácio de Versalhes. Muita coisa derreti para financiar a indústria de guilhotinas, com as quais mandamos para o vinagre muitos daqueles pobres aos quais eu havia repassado a Bastilha. Fiquei no lucro, no final, que é o que importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os senadores brasileiros requisitaram meus serviços depois de uma operação que logo se tornaria lendária. Ao saber que seriam liberados dois bilhões de dólares dos países ricos para combater a mortalidade infantil, a Aids e a miséria na África, coloquei em ação todos os meus talentos para que esses recursos fossem revertidos para fins mais necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao conseguir desviar a verba para meus amigos influentes, aboletados nos gabinetes de nações pacíficas, como Irã, Paquistão, Coréia do Norte, Líbia, Síria, e para organizações do naipe de Al Qaeda, Hizbollah, ETA, Farc, Comando Vermelho, entre outras, impedi que uma soma tão alta fosse desperdiçada de forma tão estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, feliz por ter salvado a pele de mais uma pessoa pura, honesta e unicamente preocupada com o bem-estar da população, posso pedir licença (pedir não, exigir) para um mais que merecido descanso. Aliás, já escrevi demais para quem ganha tão pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris é ex-coroinha, ex-sacristão, ex-seminarista e excomungado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5220079751375433617?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5220079751375433617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/aristteles-omorris-o-poltico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5220079751375433617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5220079751375433617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/aristteles-omorris-o-poltico.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS, O POLÍTICO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5963781920813428636</id><published>2007-09-13T15:11:00.000-03:00</published><updated>2007-09-13T15:13:02.387-03:00</updated><title type='text'>AH, O SENADO...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre Lula, Renan e outras mazelas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não que o Senado tenha dado as costas para a sociedade. Os partidos e seus membros é que fazem isso desde... desde... desde sempre, né? Desde que o primeiro valentão das cavernas nomeou-se chefe dos companheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Molusco-Mor e seus comparsas, com El Bigodón e La Mocrea na linha de frente, ao trabalhar pela salvação do Pau-de-Galinheiro alagoano, somente repetiram o milenar comportamento da elite-ora-no-poder, não importando de que “ideologia” sejam os poderosos de plantão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tese, partidos políticos são agremiações que agregam pessoas com ideologia mais ou menos comum com o objetivo de chegar ao poder para trabalhar em prol da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que na prática os partidos não passam de quadrilhas com estatuto, cujos membros só pensam em si mesmos. Para eles a ideologia é apenas um pretexto, uma muleta e até um sofisma para justificar seus atos lesivos à lei, à ética, aos cofres públicos e aos bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A absolvição de um canalha é só mais um capítulo da eterna e triste história das mentalidades. Mais uma prova de quão baixos estamos na escala evolutiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5963781920813428636?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5963781920813428636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/ah-o-senado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5963781920813428636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5963781920813428636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/ah-o-senado.html' title='AH, O SENADO...'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5328155930899914057</id><published>2007-09-12T16:49:00.000-03:00</published><updated>2007-09-12T16:51:52.222-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DE "A CONFRARIA DOS HOMENS DE BEM"</title><content type='html'>Na véspera da reunião da Confraria, Abel foi com seus agora subordina&amp;shy;dos ao &lt;em&gt;Le Boutècque&lt;/em&gt;. Dizia que reservava pelo menos um dia por semana aos amigos pobres. “Para não perder de todo minha humanidade”, brincava. À mesa do bar, naquela noite recebeu a inesperada abordagem de sua irmã, Ione. Séria, sem olhar para os acompanhantes do irmão, disse-lhe ao ouvido:&lt;br /&gt;            — Mamãe está um pouco adoentada. Não sei por quê, mas ela sente sua falta. Você bem que podia dar uma pequena alegria para ela, para variar.&lt;br /&gt;            A resposta foi um leve aceno vertical de cabeça.&lt;br /&gt;            — Quem era aquela? — perguntou Cepukas.&lt;br /&gt;            — Minha irmã. Gostou? Leva para você. Tanto lugar para ela ir, tinha que vir com o retardado do namorado dela justo aqui.&lt;br /&gt;            — Você é daqueles que detestam parentes, não? — disse Paula Chagas.&lt;br /&gt;            — Longe de mim. Não detesto. Evito. O bom parente não liga, não visi&amp;shy;ta, não se hospeda em sua casa. Não pede emprestado. Empresta. Como não existe o bom parente, melhor evitar essa raça.&lt;br /&gt;            — Cadê o poema que você prometeu, Abel? — cobrou Febo Lício.&lt;br /&gt;            — Ah, sim, aqui está. Queria que vocês fizessem algo bem &lt;em&gt;paulinho-da-viólico&lt;/em&gt; com ele, certo? Diz assim&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;            &lt;em&gt;Apesar de tê-lo visto&lt;br /&gt;            A tosar o pêlo liso,&lt;br /&gt;            Escrever no barro frio,&lt;br /&gt;            Descrever o paraíso,&lt;br /&gt;            São águas do mesmo rio&lt;br /&gt;            Bonaparte a conquistar,&lt;br /&gt;            Tornar arte o matar,&lt;br /&gt;            Fenecer no desvario.&lt;br /&gt;            Adormecido Ele se agita.&lt;br /&gt;            À dor, vencido, se entrega&lt;br /&gt;            Convencido de Seu erro,&lt;br /&gt;            Ou vencido, Ele não nega.&lt;br /&gt;            Só a cadência da eternidade,&lt;br /&gt;            Sem decadência, sem apogeu,&lt;br /&gt;            Dissipará o poder que cega&lt;br /&gt;            E se fará de Deus... um ateu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Os circunstantes entreolharam-se e aplaudiram. Pôde-se perceber um en&amp;shy;tusiasmo maior entre os funcionários da &lt;em&gt;Proeza&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;            — E então, especialistas, o que acharam?&lt;br /&gt;            — É uma coisa bonita — disse Orfeu Dioniso.&lt;br /&gt;            — Lá vem o “mas” — apostou Abel.&lt;br /&gt;            — Sem “mas”. É um bom poema. Disse “poema”. Seu hermetismo, no entanto, dificulta sua transformação em letra de música.&lt;br /&gt;            — Hermetismo? — questionou Abel. — O que há de hermético nele? Alguém aqui não o entendeu? Se há um Deus, ele deve ser uma criatura amargu&amp;shy;rada, orgulhosa das realizações de sua grande criação, mas também envergo&amp;shy;nhada pelas barbaridades humanas. “Por quê?”, Ele se pergunta. Talvez dis&amp;shy;sesse até “por que tanta injustiça, meu Deus?” Um absurdo, não é? Mas é nes&amp;shy;se momento que Ele questiona a si próprio, que duvida. Nem que seja por uma fração de segundo por essa eternidade toda, Deus terá sido ateu, se não o tornar-se definitivamente. O título da obra é &lt;em&gt;A Luz&lt;/em&gt;. Enfim veio a luz e Ele viu a verdade.&lt;br /&gt;            — Não tenho vergonha de confessar que eu não tinha entendido o poema — admitiu Ênio Saito. — Agora ficou ainda mais belo para mim.&lt;br /&gt;            — Viu como é uma letra difícil, Abel? — afirmou Lício. — Sabe o que o grande público entenderá? Só vai entender o finalzinho, esse negócio de que Deus vai virar ateu. E isso vai revoltar muita gente.&lt;br /&gt;            — O homem detesta aqueles que derrubam suas ilusões — disse Abel.&lt;br /&gt;            Saito anotou.&lt;br /&gt;            — Você tem talento — asseverou Dioniso. — Por que, para começar sua carreira de compositor, você não experimenta criar algo mais simples, mais palatável? Depois dos primeiros sucessos, que venha &lt;em&gt;A Luz&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;            — Algo mais musicável também — arriscou Paula Chagas.&lt;br /&gt;            — Vou pensar, vou pensar — disse Abel, ligeiramente contrariado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5328155930899914057?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5328155930899914057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/trecho-de-confraria-dos-homens-de-bem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5328155930899914057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5328155930899914057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/trecho-de-confraria-dos-homens-de-bem.html' title='TRECHO DE &quot;A CONFRARIA DOS HOMENS DE BEM&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1425336577737068510</id><published>2007-09-02T14:43:00.000-03:00</published><updated>2007-09-02T14:45:37.496-03:00</updated><title type='text'>MANCHETES QUE NUNCA SERÃO PUBLICADAS</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Máquina prova honestidade dos políticos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lula inverte o jogo: agora são R$ 8 bilhões para os bancos e R$ 80 bilhões para os pobres&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Humanidade abandona o álcool: mortes violentas caem 90% e saúde faz economia de 60% em seus gastos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Jogadores brasileiros deixam de ir para o exterior por dinheiro&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Astros da Seleção abrem mão de premiação na Copa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Globo exibe documentários no lugar de novelas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;92% dos brasileiros lêem mais de 10 livros por ano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rubinho Barrichello é campeão mundial de F-1&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1425336577737068510?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1425336577737068510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/manchetes-que-nunca-sero-publicadas.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1425336577737068510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1425336577737068510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/09/manchetes-que-nunca-sero-publicadas.html' title='MANCHETES QUE NUNCA SERÃO PUBLICADAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-2706704237214993134</id><published>2007-08-31T15:13:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T15:39:23.776-03:00</updated><title type='text'>UM URUBU POUSOU NA MINHA PAISAGEM</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Rtham85cvTI/AAAAAAAAABE/0Jrpn-S-wBg/s1600-h/Urubu+e+seus+companheiros.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104929802853072178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Rtham85cvTI/AAAAAAAAABE/0Jrpn-S-wBg/s400/Urubu+e+seus+companheiros.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A imagem acima representa uma pequena fração da paisagem que se revela aos meus olhos todos os dias, seja por meio da janela do meu quarto, seja através das janelonas do andar superior, de onde esta foto foi tirada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas num destes derradeiros dias de agosto, além da fumaça, da névoa e da secura do ar, um novo personagem resolveu tirar do armário seus dotes de modelo para compor esse vivo e mutante quadro que a natureza e a engenhosidade humana pintaram para que os jataienses possam apreciar todo dia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um mui digno urubu ficou horas no topo do poste da esquina que fica em frente de casa. A maior parte do tempo imóvel, qual a estátua do Cristo, que, lá do seu canto superior esquerdo, parecia, com seus braços abertos, esbravejar contra o intruso, como se estivesse gritando que aquela paisagem já tinha seu protagonista. Tudo em vão, pois o urubu não quis saber de abandonar o primeiro plano. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Altivo e glorioso, como o Flamengo, o clube que foi apelidado com seu nome, o bom e velho urubu continuou em sua performance de estátua viva e, num rasgo de magnânima generosidade, permitiu que dois prosaicos anus-pretos abiscoitassem uma migalha de sua cena. Lá estão eles, no canto inferior direito da foto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ser evoluído que é, o urubu também não guarda mágoa e rancor. Tanto que não impôs obstáculos à presença de um membro da raça humana, que tanto preconceito e inverdades vem despejando sobre a classe ao longo dos milênios. Os primos abutres, colegas no ofício de manter este planeta limpo e habitável, também sofrem com tal discriminação. Veja lá: entre o poste e os anus um &lt;em&gt;homo sapiens &lt;/em&gt;finge que conserta um telhado. Mas todos sabemos que o que ele queria mesmo era tirar uma casquinha de Sua Excelência Urubulina. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O título desta postagem remete a um verso do grande poeta Augusto dos Anjos, que, apesar de todo o seu talento, não deixou de tacar uma pedrinha de preconceito no coitado do urubu. Confira a íntegra do poema &lt;strong&gt;Budismo moderno&lt;/strong&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Tome, dr., esta tesoura, e... corte&lt;br /&gt;Minha singularíssima pessoa.&lt;br /&gt;Que importa a mim que a bicharia roa&lt;br /&gt;Todo meu coração, depois da morte?!&lt;br /&gt;Ah! Um urubu pousou na minha sorte!&lt;br /&gt;Também, das diatomáceas da lagoa&lt;br /&gt;A criptógama cápsula se esbroa&lt;br /&gt;Ao contato de bronca destra forte!&lt;br /&gt;Dissolva-se, portanto, minha vida&lt;br /&gt;Igualmente a uma célula caída&lt;br /&gt;Na aberração de um óvulo infecundo;&lt;br /&gt;Mas o agregado abstrato das saudades&lt;br /&gt;Fique batendo nas perpétuas grades&lt;br /&gt;Do último verso que eu fizer no mundo! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;Mas Augusto dos Anjos é mais conhecido por outro poema, &lt;strong&gt;Versos íntimos&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Vês! Ninguém assistiu ao formidável&lt;br /&gt;Enterro de tua última quimera.&lt;br /&gt;Somente a Ingratidão - esta pantera -&lt;br /&gt;Foi tua companheira inseparável!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Acostuma-te à lama que te espera!&lt;br /&gt;O Homem, que, nesta terra miserável,&lt;br /&gt;Mora, entre feras, sente inevitável&lt;br /&gt;Necessidade de também ser fera.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Toma um fósforo. Acende teu cigarro!&lt;br /&gt;O beijo, amigo, é a véspera do escarro,&lt;br /&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Se a alguém causa inda pena a tua chaga,&lt;br /&gt;Apedreja essa mão vil que te afaga,&lt;br /&gt;Escarra nessa boca que te beija!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Muita gente deve estar neste momento pensando: "Por que ele mudou de assunto e começou a falar de poesia? Será que ele quer fugir da questão principal?" Calma, gente, não estou fugindo da questão principal. E respondo-a enfaticamente: não, o urubu não estava ali por minha causa. Eu já havia tomado banho. Já o consertador de telhado, não sei...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-2706704237214993134?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/2706704237214993134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/imagem-acima-representa-uma-pequena.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2706704237214993134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/2706704237214993134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/imagem-acima-representa-uma-pequena.html' title='UM URUBU POUSOU NA MINHA PAISAGEM'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Rtham85cvTI/AAAAAAAAABE/0Jrpn-S-wBg/s72-c/Urubu+e+seus+companheiros.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6440182907988739705</id><published>2007-08-23T17:02:00.001-03:00</published><updated>2007-08-23T17:03:33.260-03:00</updated><title type='text'>UM CONTO NÃO-DIALÉTICO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Homo Platonicus&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Arminius jamais revelou seus sentimentos por Rroxxannyy. A ninguém. Muito menos a ela própria. Arminius era místico e julgava que seu amor por Rroxxannyy vinha de existências anteriores. Nem que, nos primórdios do sistema solar, ele tenha sido uma rocha que escapuliu de um cinturão de asteróides e ela, um cometa. Mesmo assim, já naquela época, ele a amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Rroxxannyy desde sempre suspirou por Arminius. Receosa de tomar a iniciativa e acabar sendo condecorada por termos nada abonadores, ela nutria a esperança de que Arminius meramente notasse sua existência. Mas tudo que seus sentidos diziam é que ele só era feliz e falante com seus amigos. Diante dela, seus olhos desviavam-se e de sua boca não saía nem um balbucio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         O que Arminius e Rroxxannyy não sabiam era que Benoá, recém-chegado à cidade, também tinha pretensões afetivas quanto à garota. Muito tímido e de rígida formação religiosa, a Benoá não só faltava coragem para abordar Rroxxanny como também sobrava medo da desaprovação familiar, uma vez que o objeto de seu desejo não era da mesma religião.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;Além de Rroxxanny, outra paixão em comum possuíam Arminius e Benoá. Foi num encontro de numismática que eles transpuseram a barreira do bom-dia/boa-tarde. Alguns meses de amizade depois, Benoá, ainda que claudicantemente, abriu-se com Arminius a respeito de sua outra paixão. O amigo limitou-se a ouvir, embora seu coração tenha disparado como nunca antes acontecera em sua vida e sua cabeça tenha entrado em ebulição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Desde a revelação de Benoá, a vida de Arminius tornou-se insuportável. Não poderia continuar vivendo com a possibilidade de que outra pessoa tivesse por sua amada os mesmos sentimentos que ele. Pior ainda: e se Benoá tomasse coragem de se declarar a ela? E que desastre seria se ela correspondesse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Certa manhã as aulas terminaram mais cedo. Chegara a notícia de que Benoá fora encontrado morto em seu quarto. Levantara-se a hipótese de suicídio por envenenamento, mas nenhum bilhete, nenhuma evidência fora deixada. Como soube fingir tristeza muito bem, Arminius recebeu o consolo de vários colegas, afinal, era o melhor, talvez o único, amigo do falecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;         Até Rroxxanny veio lhe dar os pêsames. Aquele sorriso o convenceu de que havia valido a pena. Sim! Agora ela voltara a ser sua exclusividade. Ele poderia voltar a sonhar com ela sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6440182907988739705?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6440182907988739705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/um-conto-no-dialtico.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6440182907988739705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6440182907988739705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/um-conto-no-dialtico.html' title='UM CONTO NÃO-DIALÉTICO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6754249846455552687</id><published>2007-08-14T16:08:00.000-03:00</published><updated>2007-08-14T16:11:52.175-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E O VEGETARIANISMO</title><content type='html'>- Então tá confirmado, hein, Pratão? Tu vai lá em casa sábado, né?&lt;br /&gt;- Claro, claro. Como é que eu ia perder a festa de formatura do seu filho no primário?&lt;br /&gt;- Valeu, amigão. É um momento muito feliz pra família, afinal, tão jovem e ele já está prestes a ir pra quinta série...&lt;br /&gt;- Pois é, parece que foi ontem que ele nasceu...&lt;br /&gt;- No entanto, já se vão 23 anos...&lt;br /&gt;- Mas você cuidou daquele detalhe?...&lt;br /&gt;- Que det... Ah, sim! Não se preocupe: vai ser um churrasco pras pessoas normais, mas pra ti eu já mandei trazer as melhores reservas de repolho do Velho Continente.&lt;br /&gt;- Lá vem você de novo brincar com o meu vegetarianismo... É motivo de chacota o fato de eu ser uma pessoa evoluída?&lt;br /&gt;- E desnutrida.&lt;br /&gt;- Saiba que não é preciso devorar outros seres vivos para obter os nutrientes necessários para se ter uma vida saudável!&lt;br /&gt;- Tudo bem, tudo bem. Não quero discutir a mesma coisa outra vez. Longe de mim...&lt;br /&gt;- “Mas”...&lt;br /&gt;- Eu não ia dizer “mas” nenhum.&lt;br /&gt;- Ah, eu te conheço, Pipócrates...&lt;br /&gt;- Eu ia dizer “porém”.&lt;br /&gt;- Vai tom...&lt;br /&gt;- Calminha, meu chapa, calminha... Eu só ia dizer, de forma racional e civilizada, que você... NÃO PASSA DE UM HIPÓCRITA!&lt;br /&gt;- Que isso? Pra que gritar, pô?&lt;br /&gt;- Deu vontade.&lt;br /&gt;- O que tem a ver o meu vegetarianismo com hipocrisia?&lt;br /&gt;- Bem, para responder a sua questão, começo fazendo minhas perguntas: primeiro, por que você não come carne?&lt;br /&gt;- Ora, você sabe muito bem. Acho que o ser humano, enquanto ser pensante, racional, consciente, não tem o direito de acabar com a vida de outros seres para nutrir-se ou apenas para lhe agradar o paladar. É simplesmente... simplesmente... imoral.&lt;br /&gt;- Certo. Então o senhor concorda que pratica o vegetarianismo para poupar animais outros do sofrimento?&lt;br /&gt;- Sim... Em parte, está correto.&lt;br /&gt;- Não só do sofrimento, mas também da morte violenta, provocada?&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- Mas o senhor ingere álcool, não?&lt;br /&gt;- Sim, eu bebo, você bebe... E daí?&lt;br /&gt;- A medicina já comprovou por inúmeras vezes que as bebidas alcoólicas são a causa de diversos males: detona o fígado - neguinho pode morrer de cirrose, câncer, essas merdas todas -, gastrite, polineurite, anemia, pelagra, úlceras cutâneas, deficiência de vitaminas B-sei-lá-o-quê, cérebro, respiração, coração e o diabo a quatro. Além dos problemas de violência doméstica, brigas de bar, acidentes de trânsito e...&lt;br /&gt;- Ei, peraí! Peraí! Onde tu tá querendo chegar?&lt;br /&gt;- Quero chegar à minha pergunta final: se você é vegetariano por não concordar com a matança de outros animais, por que você toma álcool, mesmo sabendo que a bebida mata, seu animal?&lt;br /&gt;- Ah, vai te f...&lt;br /&gt;- Você é um animal, um ser vivo que nem o boi, o porco e o frango. Matar ou infligir sofrimento a si próprio vale, mas a outros animais, não. Se isso não for hipocrisia, então o que é?&lt;br /&gt;- Eu deixaria de ser vegetariano se o Aristóteles Omorris fosse servido numa bandeja.&lt;br /&gt;- Nossa, que mau gosto... Bleargh!&lt;br /&gt;- Pensando bem, nem os índios caetés – aqueles que deglutiram o bispo Sardinha – teriam estômago pra comer o Totó.&lt;br /&gt;- Nem os urubus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filósofos de rua em tempo integral, Pratão e Pipócrates discordam em tudo, mas um sentimento os une: o ódio a Aristóteles Omorris&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6754249846455552687?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6754249846455552687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/prato-pipcrates-e-o-vegetarianismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6754249846455552687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6754249846455552687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/prato-pipcrates-e-o-vegetarianismo.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E O VEGETARIANISMO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7822438122797075060</id><published>2007-08-12T14:43:00.000-03:00</published><updated>2007-08-12T14:50:37.348-03:00</updated><title type='text'>MIUDEZAS</title><content type='html'>• Com ele não tinha esse negócio de foro íntimo. Era juiz de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INFORMA:&lt;br /&gt;Temos uma boa e uma má notícia. A boa é que o desmatamento diminuiu. A má é que já não há mais matéria suficiente para que os índices continuem caindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O PESSIMISTA: Penso, logo desisto.&lt;br /&gt;  O OTIMISTA: Não penso, logo insisto.&lt;br /&gt;  O REALISTA: Penso. Repenso. Então ajo. Bem... ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• "Claro que tenho minhas convicções, mas também tenho fome" - disse ele ao se vender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7822438122797075060?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7822438122797075060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/miudezas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7822438122797075060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7822438122797075060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/miudezas.html' title='MIUDEZAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7001875376245604584</id><published>2007-08-02T16:13:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T16:16:28.759-03:00</updated><title type='text'>CONTO DIALÉTICO-METAFÓRICO-ALEGÓRICO-SIDERAL</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Imperatividade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Em nome do povo umabaraúna, habitante deste humilde mundo, eu, Kaligino dos Helpécidos, saúdo nossos visitantes.&lt;br /&gt;- Eu sou o general Rahms Pheld, representante da Oops, Organização Onisciente dos Planetas do Sistema. Minha missão é de exploração, sempre em busca de novos aliados para nossa união de mundos, que já conta com 210 civilizações. Asseguro-lhes que nossos povos são eminentemente pacíficos.&lt;br /&gt;- Tudo bem, mas pra que servem aqueles instrumentos nas mãos de seus acompanhantes? E aqueles imensos cilindros que ornam sua nave?&lt;br /&gt;- São armas. Mas só para defesa.&lt;br /&gt;- Mas, se vocês são pacíficos, por que precisam de armas?&lt;br /&gt;- Porque há povos que, por ignorância ou outro motivo qualquer, rejeitam nossa presença ou até mesmo nossa mera existência. Existem povos que repelem qualquer tipo de contato com outros mundos, muitas vezes usando violência para atingir seu objetivo.&lt;br /&gt;- Por que simplesmente não respeitar a vontade desses outros povos?&lt;br /&gt;- Bem... Hã... Às vezes a defesa passa a ser uma questão de sobrevivência. Por exemplo: nossos sensores detectaram a presença de grandes animais em seu mundo. Quando vocês são surpreendidos por um deles, vocês não usam armas para defender suas vidas?&lt;br /&gt;- Claro que não, amigo!&lt;br /&gt;- Vocês não reagem?&lt;br /&gt;- Obviamente temos um instinto de sobrevivência, de preservação da espécie. Mas nunca a custo do extermínio de outra. Podemos tentar fugir, nos esconder, mas ferir ou matar, jamais!&lt;br /&gt;- E quando não há como fugir ou esconder-se?&lt;br /&gt;- É a vida... Chegada a nossa hora, não há o que fazer.&lt;br /&gt;- Vocês não matam nem para comer?&lt;br /&gt;- Que tipo de absurdo é esse? Matar para comer? Isso é... isso é simplesmente deprimente, descabido, horroroso... Eu nunca... Então seu povo mata outros seres vivos para comê-los?&lt;br /&gt;- Sim. São fontes de proteína...&lt;br /&gt;- E você disse que usava essas... essas armas somente para defesa...&lt;br /&gt;- Só comemos seres irracionais.&lt;br /&gt;- O irracional tem menos direito à vida que o racional? Por quê?&lt;br /&gt;- Deixemos de lado essas questões filosóficas, por enquanto. Gostaríamos de iniciar um entendimento diplomático.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Será que o tradutor universal não está funcionando direito, tenente?&lt;br /&gt;- Tudo em ordem, senhor. Todas as unidades estão funcionando perfeitamente.&lt;br /&gt;- Ótimo. Caro Kagilino...&lt;br /&gt;- Kaligino.&lt;br /&gt;- Sim. Caro Kaligino, nosso governo ficaria muito honrado se seu planeta passasse a fazer parte da Oops.&lt;br /&gt;- Ficamos lisonjeados por pensarem assim.&lt;br /&gt;- Para que isso aconteça, traremos nosso pessoal para dar início aos trâmites de praxe. Isto, claro, se vocês concordarem.&lt;br /&gt;- Certamente. E o que ganharíamos com nossa adesão a sua organização?&lt;br /&gt;- Vocês teriam acesso a todo o nosso conhecimento científico, cultural e tecnológico. Poderiam desfrutar de todo o conforto, comodidade e prazeres dos quais dispõem qualquer cidadão de qualquer um dos planetas que fazem parte da Oops. Nós criamos coisas com as quais vocês jamais sonharam.&lt;br /&gt;- Talvez porque nunca tenhamos precisado delas.&lt;br /&gt;- Ora, vocês não têm naves, não têm veículos de espécie alguma, andam nus... Vocês... Vocês me dão nojo!&lt;br /&gt;- Há milênios somos felizes vivendo desse jeito. Por que mudar? A troco de quê?&lt;br /&gt;- A troco de nossa amizade! Vou deixar uma infinidade de dados sobre as mais avançadas civilizações que compõem nossa organização. No próximo mês eu volto para ter uma resposta de vocês. Que vocês se reúnam, que façam congressos, assembléias, votações, o que for. Daqui a um mês vocês me dão uma resposta, combinado?&lt;br /&gt;- Como desejar, general. Vocês sempre serão bem-vindos ao nosso mundo.&lt;br /&gt;- Olha só aquela velha horrível! Deveria ser coberta à força!&lt;br /&gt;- Horrível? Não entendi esse conceito.&lt;br /&gt;- Digamos que ela seja totalmente desprovida de beleza.&lt;br /&gt;- Mas ela é um ser tão maravilhoso.&lt;br /&gt;- Falo de beleza física, meu caro.&lt;br /&gt;- Quer dizer que, coberta, ela ficaria mais agradável aos seus olhos?&lt;br /&gt;- Não é bem assim. É indecente!&lt;br /&gt;- Mas ela sempre praticou o bem assim, descoberta. Há algo mais decente que isso?&lt;br /&gt;- Está bem, está bem. Não estou aqui para julgar seu povo!&lt;br /&gt;- Ao matar outros seres vivos, vocês usam roupas ou não?&lt;br /&gt;- Até o próximo mês... amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Olá outra vez, Kaligino dos Helpécidos.&lt;br /&gt;- Seja novamente bem-vindo, general Rahms Pheld. Vejo que desta vez você trouxe um número muitíssimo maior de acompanhantes e de naves. E quão imensas elas são! Parabéns ao seu povo por tais maravilhas tecnológicas.&lt;br /&gt;- Em nome do governo da Organização Onisciente dos Planetas do Sistema solicito que me informe a resposta de seu mundo ao nosso convite de ingresso na Oops.&lt;br /&gt;- Bem, general, como eu já previa, todos os umabaraúnas consultados resolveram não aceitar sua oferta de repasse dos chamados “avanços científicos”, embora todos tenham adorado estudar sua cultura por meio das informações que você nos forneceu.&lt;br /&gt;- Quer dizer que não vão aceitar nossa amizade?&lt;br /&gt;- Pelo contrário. Aceitamos sua amizade sem pedir nada em troca. Vocês serão sempre bem-vindos ao nosso mundo para nos fazer visitas à hora que quiserem. Apenas decidimos não mudar nosso modo de vida, o que aconteceria se aceitássemos sua tecnologia e sua estada de forma permanente.&lt;br /&gt;- Então é assim? Pois bem, “amigos”. Tenente, providencie o desembarque de todas as nossas tropas. Depois traga os técnicos e os burocratas.&lt;br /&gt;- Então já podemos começar a invasão, senhor?&lt;br /&gt;- Quem falou em invasão, tenente? Vamos fazer mais uma ocupação, entendeu?&lt;br /&gt;- Sim, senhor.&lt;br /&gt;- Espero que em menos de um mês comecemos a enviar os primeiros carregamentos de minérios e de carne.&lt;br /&gt;- Vocês não podem ferir nosso mundo!- Sai da frente e cala essa boca, velho imundo! Coloquem uma roupa nele! Vou mostrar a essa gente o verdadeiro significado da amizade!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7001875376245604584?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7001875376245604584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/conto-dialtico-metafrico-alegrico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7001875376245604584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7001875376245604584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/08/conto-dialtico-metafrico-alegrico.html' title='CONTO DIALÉTICO-METAFÓRICO-ALEGÓRICO-SIDERAL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-673058109969230821</id><published>2007-07-31T16:46:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T16:53:45.260-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES ANOTADO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Prefácio do editor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última coluna a nós enviada pelo insigne Aristóteles Omorris foi interceptada pelos nossos colaboradores Pratão e Pipócrates. Por engano, o e-mail de Omorris foi parar na caixa de entrada da dupla. Deve ter sido por causa dos problemas etílicos de Lorde Byron, o macaco de estimação de Aristóteles. Por não entender nada de computador, o colunista delega a Lorde Byron suas tarefas cibernéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, Pratão e Pipócrates, agindo dentro da ética e da razão, enviaram pra gente a coluna extraviada. Claro que eles não resistiram a ler antes de todo mundo o que o velho - e bota velho nisso - colunista escreveu. E, extremamente críticos como são, também é óbvio que não resistiram e fizeram diversas observações sobre o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as anotações da dupla ajudam sobremaneira a elucidar a mente de Aristóteles Omorris e funcionam como um belíssimo complemento ao texto principal, este blog considerou que seria interessante e oportuno publicar a coluna com as anotações (em vermelho) feitas por Pratão e Pipócrates. Afinal, em nosso contrato com Omorris não há nenhuma cláusula que impeça que o publiquemos desta maneira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Genésio e a gênese&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aqui, agora -&lt;/strong&gt; Completamente extenuado&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (coitadinha dela...)&lt;/span&gt; devido à confecção de minha coluna no mês retrasado&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (na verdade faz mais de dois meses que esse babaca não escreve porra nenhuma!)&lt;/span&gt;, resolvi passar uns dias repousantes e revigorantes nas ilhas Kerumacho &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(?!)&lt;/span&gt;, que, em idioma nativo, significa Terra do Sol Poente &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(no caso do Totó, o poente deve ter sido um negão, rirrirri!)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não estava refeito do esforço recentemente despendido quando fui solicitado pelo ser assombrosamente repugnante &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(pô, não fala assim do nosso chefinho! Aliás, há quantos dez minutos não temos um aumento?)&lt;/span&gt; que se diz o titular-dono-editor-proprietário-chefão-manda-chuva deste naco de ciberespaço a escrever um novo texto&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (o macaco continua aprendendo palavras novas pra ele)&lt;/span&gt;. Apesar de me sentir altamente ofendido por ter sido instado a cumprir meu contrato&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (que nem “estrela” do futebol brasileiro)&lt;/span&gt;, atendi aos apelos do canalha exclusivamente em respeito aos meus seletos leitores &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(isso: selecionados nas melhores instituições psiquiátricas)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, estava eu a dar palpites na criação do mundo &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(aviso a todos que o sujeitinho escreve e fala essas coisas sem ficar vermelho)&lt;/span&gt;, quando de súbito veio a vontade de parar de viver virtualmente agarrado ao divino saco. Então juntei o resto da turma do fundão, que tinha o Lúcifer e os espíritos dos futuros Hitler, Mussolini, Stálin e Collor, e decidimos quebrar aquela tradição careta e conservadora &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(porra! Agora o mal é de esquerda?)&lt;/span&gt;. Também, o Cara não aproveitava nenhuma das minhas idéias e nem as dos meus camaradinhas &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(se dependesse das suas idéias, Totó, o mundo seria um eterno programa do Chaves – aquele do Chapolim)&lt;/span&gt;. Falei: "Vossa Auto-suficiência, negócio é o seguinte: acho que tá na hora da gente seguir nosso caminho". Ele sorriu daquele jeito paternal dele e não falou nada. Quem cala consente. A gente se mandou &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(Foi então que o Supremo Chapa parou de sorrir. E começou a gargalhar. De alívio principalmente)&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob minha liderança, nosso grupo decidiu vir à Terra, onde moldaríamos uma sociedade perfeita. Para começar, era preciso criar um clima aprazível &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(foi quando surgiram os furacões e os tornados, além das frentes frias que vêm da Argentina...)&lt;/span&gt;. Depois era necessário povoar o mundo das mais belas criaturas &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(vieram os jacarés, os vermes, o cheiro do gambá e a família Omorris)&lt;/span&gt;. Por fim, escolhemos os humanos para que fossem os mais inteligentes entre os seres vivos do planeta&lt;span style="color:#ff0000;"&gt; (ah, então está explicado: Totó e os caras que desceram com eles não são humanos. Como desde então permaneceram vivos na face da Terra...)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a tradição, o populacho trocou Jesus por Genésio &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(tá na Bíblia, Totó?)&lt;/span&gt;. Ou seja, a plebe tem o hábito de se voltar contra aqueles que existem somente para ajudar a evolução humana. Conosco não foi diferente. Todos nós fomos execrados e/ou rechaçados e/ou eliminados por uma gente que não estava preparada para o que tínhamos a oferecer &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(peraí! Vocês que se cansaram de puxar o Divino Saco tinham mais a oferecer? O que viria a seguir? O corte do fornecimento de oxigênio?)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num momento de magnanimidade &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(caprichou, hein, Lorde Byron?)&lt;/span&gt;, decidi não retaliar contra a sociedade humana &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(ufa!)&lt;/span&gt;. Preferi recolher-me a uma profunda reflexão &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(talvez fosse melhor tomar um laxante, rirrirri)&lt;/span&gt; com o fito de absorver o baque e definir quais serão meus próximos passos na direção de um trabalho em prol da evolução da humanidade, ainda que esta me tenha sido extremamente ingrata &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;(não fica assim, Totó. A gente reconhece seu esforço. Por isso torcemos por você. Torcemos para que você encontre logo seu merecido e eterno descanso)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris foi Caim em uma encarnação passada&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-673058109969230821?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/673058109969230821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/aristteles-anotado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/673058109969230821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/673058109969230821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/aristteles-anotado.html' title='ARISTÓTELES ANOTADO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5093249566347195814</id><published>2007-07-22T22:57:00.000-03:00</published><updated>2007-09-02T14:50:23.616-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DO LIVRO "CESALPÍNIA"</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dies irae, dies illa,&lt;br /&gt;Solvet saeculum in favilla,&lt;br /&gt;Teste David cum Sibylla&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Aqueles foram dias de ira; tudo vira cinza, favila; como testemunham Davi e Sibila. Mas nosso mundo não se desfez em cinzas. Nossa honra é que se esfrangalhou. Mas hoje estamos acabando de recolher os pedaços. Sim, pois nos impuseram um sistema tipo cesalpínico, já em pleno funcionamento com vocês na época. Com a diferença que ao rés do chão e no alto da montanha ainda mantêm seus canos apontados para nós. Que interessa ao governo brasi&amp;shy;leiro a presença de seres tão fortes e determinados em sua sociedade em câmera lenta?&lt;br /&gt;— A que sociedade interessa a presença de assassinos contumazes em seu seio?&lt;br /&gt;— Lucano da Cesalpínia está novamente a justificar as coercitivas ati&amp;shy;tudes brasílicas? “Os espíritos medíocres comumente condenam o que está além de seu alcance”. La Rochefoucauld. Pois bem, meu jovem, vocês têm conectores há mais tempo que nós. Todavia sempre portaram-se caninamente durante todo o tempo. Nós não. Tivemos conectores que perderam a vida em sua busca pela justiça. Sabe qual é minha vontade, Luc? É matar um a um todos os brasilei&amp;shy;ros. Eliminá-los da face da Terra. Sem culpa, sem remorsos. Justiça históri&amp;shy;ca.&lt;br /&gt;No século passado, Pedro II e Floriano mandaram fuzilar conectores nos&amp;shy;sos. Quantos dos seus passaram por uma situação assim? Ouvi dizer que tive&amp;shy;ram uma mulher na função — gargalhada profunda. — Uma mulher! A fraqueza personificada. “Fragilidade, teu nome”... você sabe qual é. Não tinha como dar certo. Elas são portadoras de uma histeria histórica. Ou escreveram ao longo das eras uma história histérica.&lt;br /&gt;— Nossa conectora foi caluniada pelo preconceito. Do tipo que você agora destila.&lt;br /&gt;— Terrível, não? O Brasil a caluniou. E você ainda justifica os atos deste país.&lt;br /&gt;— Sei distinguir o certo do errado. Condeno apenas o que o Brasil faz de errado.&lt;br /&gt;— Dizem que a expectativa de vida na Cesalpínia é maior que a média européia, maior que a japonesa. Vocês comprovaram a tese segundo a qual os covardes vivem mais.&lt;br /&gt;— Ora, seu... — Lucano levantou-se, esquecendo a dor dilacerante, e correu na direção do mascarado. Agarrou seu pescoço mas foi repelido com um chute justamente no estômago. Foi ao chão, onde ficou a contorcer-se.&lt;br /&gt;— Então havia um instinto assassino escondido aí o tempo todo, não. Contorça-se, verme! — disse o mascarado, enquanto chutava as costas de Lu&amp;shy;cano. — Então todo o treinamento dos discípulos de Pavlov não o mataram para a vida. Fico feliz por você — chutou sua nuca.&lt;br /&gt;Depois levantou-o e colocou-o novamente no sofá.&lt;br /&gt;— Com dificuldade para respirar? Isso passa. Tome meu lenço. Limpe-se. Depois vou guardá-lo sujo de seu sangue. Para recordação — ficou calado por algum tempo. — Talvez esta tenha sido a ação mais hostil de sua vida, não? Se você se tortura por nada, fico a imaginar o que você vai sentir doravante depois de tentar me matar. Sim, pois ninguém aperta o pescoço de outro como você fez só para rebater um argumento. A menos que seja um hábito de sua terra. A uma tese contrária responde-se com uma tentativa de estrangulamen&amp;shy;to. Nada mal.&lt;br /&gt;Mas se você me matasse, aí sim teria motivos para se torturar. Pois você se recrimina como um Macbeth seco. O que é um Macbeth seco? Um Macbeth sem sangue nas mãos, sem fantasmas a atormentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ter consciência&lt;br /&gt;Do ato que pratiquei — melhor seria&lt;br /&gt;Perder conhecimento de mim mesmo!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas o acúmulo de sangue em sua vida fê-lo ver a verdade. Com o tempo e com os acontecimentos, culminando com a morte de sua mulher, Macbeth perce&amp;shy;beu a insignificância da vida, pequena demais para que nos importemos com ela. Então ele diz que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Todos esses nossos ontens&lt;br /&gt;Têm alumiado aos tontos que nós somos&lt;br /&gt;Nosso caminho para o pó da morte.&lt;br /&gt;Breve candeia, apaga-te! Que a vida&lt;br /&gt;É uma sombra ambulante: um pobre ator&lt;br /&gt;Que gesticula em cena uma hora ou duas,&lt;br /&gt;Depois não se ouve mais; um conto cheio&lt;br /&gt;De bulha e fúria, dito por um louco,&lt;br /&gt;Significando nada.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Macbeth no início era um Lucano. Ou um quase Lucano. No máximo um homem que se preocupava. No final era um típico terrogumense. Um terrogumense nii&amp;shy;lista. Mesmo quando tudo estava perdido, com seu castelo infestado de inimi&amp;shy;gos, ele não fraquejou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por que haveria eu de, arremedando&lt;br /&gt;O insensato romano, traspassar-me&lt;br /&gt;Com a minha própria espada? Enquanto vejo&lt;br /&gt;Inimigos com vida, melhor ficam&lt;br /&gt;Neles que em mim as cutiladas.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Um bela filosofia, não, Lucano da Cesalpínia?&lt;br /&gt;— Na teoria assim seriam vocês. Só na teoria.&lt;br /&gt;— Como só na teoria?&lt;br /&gt;— Desde que chegaram ao Brasil você têm agido apenas como covardes, atacando viajantes, cidades desarmadas, raptando mulheres e fugindo.&lt;br /&gt;— Fugindo?&lt;br /&gt;— A história do ardil contra Caxias foi um meio desesperado para fugir ao cerco do exército. O desfiladeiro foi a escolha adequada para que pudes&amp;shy;sem sentir-se em segurança. Não engulo sua tentativa de ataque pelos flan&amp;shy;cos: para mim vocês estavam tentando fugir por outros lados.&lt;br /&gt;— Como ousa? — bradou o mascarado, desferindo um potente tapa no ros&amp;shy;to de Lucano.&lt;br /&gt;— Covardes foram e covardes continuam até hoje, ao assassinar inocen&amp;shy;tes indiscriminadamente.&lt;br /&gt;Com a direita e com a esquerda, o terrorista estapeou Lucano por cerca de quinze segundos.&lt;br /&gt;— Covardes são vocês! Covardes são os cesalpinos! Você é o covarde aqui!&lt;br /&gt;O mascarado largou o enfraquecido Lucano, aparentemente recobrando o equilíbrio.&lt;br /&gt;— Você está um bagaço, Lucano da Cesalpínia — disse, cinicamente. — Está mesmo doente. Talvez você morra a qualquer momento de hemorragia inter&amp;shy;na. Úlcera não é brincadeira — e riu. — Ei, não cuspa sangue no sofá: o terrorismo não é uma atividade muito rentável. Se estivesse em condições o que você faria comigo? Diga-me, Luc.&lt;br /&gt;Ante o silêncio do arfante interlocutor, que se recusava a gemer ou gritar, o mascarado prosseguiu:&lt;br /&gt;— Você está com uma vontade irreprimível de matar-me, não? Mas... e seu adestramento, de nada valeu? Você mataria, Lucano? Diga-me! Mataria? — gritou.&lt;br /&gt;— Não — balbuciou Lucano, com a língua mergulhada em sangue. — Nor&amp;shy;malmente não mataria. Mas... mas matar você seria um grande bem que faria ao... mundo.&lt;br /&gt;— Então todo o condicionamento, toda a energia desperdiçada pelos go&amp;shy;vernos brasileiro e cesalpino em seu treinamento, em sua transformação em autômato, tudo isso foi em vão?&lt;br /&gt;— Nunca fui autômato. Se fosse, não teria procurado Nei. Teria... te&amp;shy;ria continuado quieto. Não estaria passando por esta... esta absurda... si&amp;shy;tuação.&lt;br /&gt;— Quer dizer que há um oásis de emoção em seu vasto deserto de bom senso?&lt;br /&gt;— Bom senso não prescinde de emoção.&lt;br /&gt;— Que me dizes de Alcmene? Gostas dela?&lt;br /&gt;— É uma amiga.&lt;br /&gt;— Quão amiga ela é? Você gostaria que ela fosse mais que uma amiga?&lt;br /&gt;— Deixe-me... deixe-me morrer em paz.&lt;br /&gt;— Que eu saiba as escolas para conectores não recorrem a tratamentos mais radicais contra os impulsos humanos. No seu caso nem precisariam das mais tênues instruções a respeito da inconveniência de relacionamentos mais íntimos entre conectores e nativos brasileiros. Pois, se você violou as re&amp;shy;gras ao compartilhar um segredo de estado com o gordinho, por que não violá-las em outras áreas? O que o deteve?&lt;br /&gt;— Não poderia... não poderia ter nada mais sério se minha vida... mi&amp;shy;nha vida é vasculhada dia e noite... se cada passo é vigiado... se não sei o que será do... do meu futuro...&lt;br /&gt;— Se todos esses empecilhos não existissem, qual seria sua atitude em relação a Alcmene? Ou melhor, em relação a qualquer mulher.&lt;br /&gt;— Não sei o que faria... Nem cogito sobre improbabilidades... Ou pro&amp;shy;babilidades... Não sei... e mesmo se soubesse não diria a você.&lt;br /&gt;— As entrelinhas já disseram tudo — gargalhou o mascarado. — Então, definitivamente, você não é um homem completamente dominado pela razão. Con&amp;shy;fessou que poderia matar-me; não sabe o que faria em relação a uma mulher de quem gosta se não fossem determinadas circunstâncias, enquanto o bom conec&amp;shy;tor diria: “Tenho uma missão a cumprir, uma missão colocada acima de meus desejos pessoais”; e tentou aproximar-se dos conspiradores liderados por Pietro. Você não está totalmente perdido. É digno de ser chamado de homem. Com uns vinte anos de convivência, poderia passar-se por um terrogumense. Posso levá-lo a um hospital, Lucano. Basta que aceite juntar-se a nós.&lt;br /&gt;— Prefiro mil mortes... mil mortes mais dolorosas... do que esta.&lt;br /&gt;— E se eu disser que inventei toda essa história de Terrogum? Que não somos os Amici Libertatis? Que eu sou Pietro disfarçado? Que estava fazendo um teste com você?&lt;br /&gt;— Eu... eu já não duvido... nem confio... nem desconfio de nada... De nada. Eu vim para me juntar a Pietro e aos outros. Mas... mas você me espan&amp;shy;cou. Pietro me espancaria?... Já não sei... Peço então que... retire a más&amp;shy;cara.&lt;br /&gt;— Não. Você já disse tudo que eu queria ouvir. Não preciso mais de você. E como já disse: Pietro não existe mais.&lt;br /&gt;Coberto do sangue que lhe saía da boca, com as roupas ensopadas, o ab&amp;shy;dômen como que aberto por um bando de aves de rapina, uma crescente dor de cabeça, as costas e o pescoço sentindo os efeitos da agressões que sofrera, a vista turva, a respiração entrecortada e difícil, Lucano ainda fez com que o mascarado ouvisse:&lt;br /&gt;— Será que... não tenho direito... pelo menos o direito... à verdade?&lt;br /&gt;E desmaiou. E desta vez não teria o consolo de passar um tempo no país dos sonhos. Ou de Sonho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5093249566347195814?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5093249566347195814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/trecho-do-livro-cesalpnia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5093249566347195814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5093249566347195814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/trecho-do-livro-cesalpnia.html' title='TRECHO DO LIVRO &quot;CESALPÍNIA&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6339144114810876587</id><published>2007-07-06T14:20:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T14:37:35.289-03:00</updated><title type='text'>DICA DE LIVRO: RUMO À ESTAÇÃO FINLÂNDIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Ro56PcCxVGI/AAAAAAAAAAo/19bEXppVYt4/s1600-h/Rumo+a+Estacao+Finlandia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084135434992309346" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Ro56PcCxVGI/AAAAAAAAAAo/19bEXppVYt4/s320/Rumo+a+Estacao+Finlandia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A leitura talvez possa parecer árdua à primeira vista. Mas as aparências enganam. Apesar de tratar dos primórdios e da evolução do marxismo até a Revolução Russa, que supostamente o colocaria em prática, o texto do crítico e jornalista norte-americano Edmund Wilson é extremamente leve e atrativo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que nas idéias, Wilson concentra-se nas pessoas que as formularam e/ou as desenvolveram. E nas que tentaram  colocá-las em prática. Por não ser uma obra da historiografia clássica, pode-se notar (mais facilmente) em &lt;em&gt;Rumo à Estação Finlândia&lt;/em&gt;, publicado pela primeira vez em 1940, muito da posição do autor e do próprio espírito da época.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas tanto esquerdistas, como centristas e direitistas, além dos outros inúmeros matizes ideológicos, podem se divertir com os relatos dos bastidores do materialismo dialético e se deixar levar pela escrita de Wilson.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em tempo: antes que me perguntem, não sou de direita nem de esquerda. Não consigo me limitar a ser só alguma coisa ou apenas outra. Mas digamos que, no extremo, esquerda e direita estejam penduradas no abismo pelo dedo mínimo e eu tenha tempo de escolher apenas uma para salvar... Ah, bái-bái, direitona...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;RUMO À ESTAÇÃO FINLÂNDIA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;EDMUND WILSON&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;COMPANHIA DAS LETRAS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;576 págs.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6339144114810876587?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6339144114810876587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/dica-de-livro-rumo-estao-finlndia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6339144114810876587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6339144114810876587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/07/dica-de-livro-rumo-estao-finlndia.html' title='DICA DE LIVRO: RUMO À ESTAÇÃO FINLÂNDIA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_U8ODKLmje-Y/Ro56PcCxVGI/AAAAAAAAAAo/19bEXppVYt4/s72-c/Rumo+a+Estacao+Finlandia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-10590855237836323</id><published>2007-06-29T14:31:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T14:32:42.656-03:00</updated><title type='text'>CONTOZINHO DIALÉTICO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:180%;"&gt;Inevitabilidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Com licença, general.&lt;br /&gt;- Ô, tenente, entra! À vontade, tenente, à vontade... Pode falar enquanto termino de fazer a barba.&lt;br /&gt;- Devemos atacar agora, general?&lt;br /&gt;- Atacar?&lt;br /&gt;- Sim, senhor. A tropa está ansiosa e...&lt;br /&gt;- Pra que toda essa ansiedade, não é mesmo, tenente?&lt;br /&gt;- Senhor...&lt;br /&gt;- Estresse mata, sabia?&lt;br /&gt;- Senhor, se não atacarmos agora, seremos cercados e...&lt;br /&gt;- Não se preocupe, tenente.&lt;br /&gt;- Senhor?&lt;br /&gt;- Em quantos eles são?&lt;br /&gt;- Uns dez mil, senhor.&lt;br /&gt;- E nós?&lt;br /&gt;- Não chegamos a quinhentos, senhor.&lt;br /&gt;- Viu? Então pra que a pressa?&lt;br /&gt;- Mas, senhor, nós...&lt;br /&gt;- Você tem pressa de morrer, tenente?&lt;br /&gt;- Não, mas...&lt;br /&gt;- Então esperemos que eles cheguem.&lt;br /&gt;- Então as ordens são pra aguardar, senhor?&lt;br /&gt;- Sim. Agora vou tomar um banho.&lt;br /&gt;- Permissão para falar livremente, senhor.&lt;br /&gt;- Sempre, tenente. Pode falar, filho.&lt;br /&gt;- Estamos todos para morrer, seremos esmagados pelo inimigo. Então, pra que tomar banho numa hora dessas?&lt;br /&gt;- Ora, tenente, porque ainda não morremos. Se não morremos, logicamente ainda estamos vivos. Devemos, portanto, continuar fazendo o que os vivos costumam fazer. Não concorda comigo, tenente?&lt;br /&gt;- Perdão, senhor.&lt;br /&gt;- Fica frio, tenente. Nunca passei um dia da minha vida sem tomar banho. Só porque vou morrer hoje devo deixar de fazê-lo?&lt;br /&gt;- Não, senhor. Claro que não.&lt;br /&gt;- E ainda vou cantar o &lt;em&gt;Rigoletto&lt;/em&gt; no chuveiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-10590855237836323?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/10590855237836323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/contozinho-dialtico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/10590855237836323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/10590855237836323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/contozinho-dialtico.html' title='CONTOZINHO DIALÉTICO'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6902532981592458986</id><published>2007-06-21T14:16:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T15:04:06.817-03:00</updated><title type='text'>COMO VENCER O BOCA</title><content type='html'>Em 1963, o Santos de Pelé, Zito, Gilmar, Coutinho, Pepe e outros craques derrotou o Boca Juniors pela final da Copa Libertadores da América. De lá pra cá, no entanto, nenhum outro time brasileiro conseguiu eliminar ou se tornar campeão em cima do clube mais popular da Argentina no grande torneio do futebol sul-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O futebol argentino é difícil de bater realmente. Mas os times brasileiros várias vezes conseguem passar sem problemas por equipes como River Plate, Estudiantes, Newell's Old Boys, Racing e outros. O problema é quando aparecem pela frente aquelas camisas azuis e amarelas. Parece que um raio paralisante invisível sai dos olhos dos atletas do Boca e faz com que os brasileiros esqueçam como jogar futebol, tornem-se apáticos, medrosos, em suma, com uma personalidade tão forte quanto zumbis de filmes de quinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usando esses seus dons misteriosos, o Boca, em fases eliminatórias da Libertadores, já despachou praticamente todos os grandes clubes do Brasil. E mais o Paysandu. Em finais, já derrotou Cruzeiro, Palmeiras, Santos e agora Grêmio. Na Recopa e na Copa Sul-Americana, eles também já aprontaram: Internacional e São Paulo que o digam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estranho é que o mesmo fenômeno não se repete quando o Boca enfrenta equipes de outros países. Em várias ocasiões foi eliminado por times como Peñarol, Nacional, Once Caldas, Olímpia, América de Cali etc. Ele também é constantemente batido por seus rivais argentinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao conseguir vaga para a Libertadores, os clubes brasileiros rezam para que o Boca não alcance a classificação para o torneio. E, se conseguir, que outro time da América do Sul (ou do México) elimine o colosso de Buenos Aires. Afinal, se depender dos representantes tupiniquins, o clube do coração de Maradona será campeão todo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que nossos times não fiquem na espera de que alguém lhes faça o "serviço sujo", aqui vão algumas sugestões para que os futuros representantes do Brasil possam enfim ir à forra e mandar, por conta própria, o Boca de volta pra casa mais cedo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1]&lt;/strong&gt; Quando mandantes, os times brasileiros devem de alguma forma obrigar o Boca a usar a camisa do Olímpia, do Paraguai. O time de Assunção usa preto e branco, ou seja, nenhuma das assustadoras cores boquenhas. (Obs.: esta sugestão só não vale para o São Caetano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2]&lt;/strong&gt; Contratar hipnotizadores antes dos confrontos decisivos com o Boca. Tais profissionais teriam a tarefa de convencer os atletas brasileiros de que eles não entrariam em campo contra o temido time portenho, mas contra o The Strongest, da Bolívia, que, como se sabe, longe da altitude de La Paz costuma ser o antônimo de seu nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3]&lt;/strong&gt; Enviar hipnotizadores à concentração do Boca com a missão de convencer os adversários de que eles são brasileiros prestes a enfrentar o Boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4]&lt;/strong&gt; Convencer os trios de arbitragem designados para trabalhar em La Bombonera de que eles não vão morrer em caso de não ajudar o time da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5]&lt;/strong&gt; Não deixar o Riquelme jogar, pô!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6902532981592458986?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6902532981592458986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/como-vencer-o-boca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6902532981592458986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6902532981592458986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/como-vencer-o-boca.html' title='COMO VENCER O BOCA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4550022815981019419</id><published>2007-06-18T16:48:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T17:00:49.751-03:00</updated><title type='text'>REFLEXÃO FUTEBOLÍSTICO-FILOSÓFICA</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os imbecis no poder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O grau de irritabilidade e deselegância apresentado pelos técnicos de futebol durante as entrevistas coletivas é proporcional ao nível de inteligência e preparo que esses profissionais possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos são babacas por ignorância mesmo; outros assim se fizeram devido àquela velha máxima que reza que o poder corrompe e blablablá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imbecil com poder é o pior dos tiranos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dunga, Leão, Luxemburgo e seus discípulos e imitadores: vocês são milionários, detêm um poder relativo (e bem efêmero), são celebridades, mas vão deixar para trás uma imagem ligada à arrogância, ao mau-caratismo, à ignorância, à prepotência e à burrice. Ou seja, parece que havia outras coisas a acumular em suas vidas além dos bens materiais e das conquistas várias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-4550022815981019419?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/4550022815981019419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/reflexo-futebolstico-filosfica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4550022815981019419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/4550022815981019419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/reflexo-futebolstico-filosfica.html' title='REFLEXÃO FUTEBOLÍSTICO-FILOSÓFICA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-7291291694570203900</id><published>2007-06-14T14:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T14:41:43.942-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DO PROSCRITO "O PARTIDO DO INDIVÍDUO"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O livro que resolvi relegar às gavetas do esquecimento,&lt;/em&gt; O Partido do Indivíduo&lt;em&gt;, foi escrito entre 1994 e 1995, mas muitas das polêmicas da época continuam atuais, prova de que o país tomou mesmo gosto por patinar sem sair do lugar, atolar, empacar... Dá só uma olhada.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nunca vi tanta carta num gabinete só, Laszlo — disse Eunice. — E telefonemas e mais telefonemas. Estou ficando louca.&lt;br /&gt;— Acho que já fui longe demais nesse negócio de conter despesas, não? Você precisa de alguém para auxiliá-la.&lt;br /&gt;— O ideal seriam dez. Sei como você é com o tal dinheiro público. Mas uma pessoa já ajudaria.&lt;br /&gt;— Não vou aumentar as despesas do gabinete.&lt;br /&gt;— Hã? Mas então...&lt;br /&gt;— Vou dar parte de meu salário para essa outra pessoa que você vai indicar. Conhece alguém de confiança?&lt;br /&gt;— Que loucura. Deixe-me ver... Ah, sim. Tem uma moça lá...&lt;br /&gt;— Traga-a amanhã, por favor.&lt;br /&gt;O livro realmente fez o movimento no gabinete de Laszlo avolumar-se. A maioria das pessoas ligava ou escrevia para elogiar, apoiar. Alguns faziam reparos, apontavam o que achavam ser disparates, inadequações. O “complô” estava sendo levado adiante. Várias emendas e projetos de lei, adotadas por parlamentares diversos já haviam entrado em tramitação. Evan Piet Stein for&amp;shy;malizou a proposta que instituía o voto facultativo e a que acaba com o quo&amp;shy;ciente eleitoral. Atacado por todos os lados, defendeu as emendas da tribu&amp;shy;na:&lt;br /&gt;— Alguns de vocês dizem que voto é dever e não direito. Quem são vocês para me dizer que tenho a obrigação de comparecer a uma seção eleitoral? Meus pais? Nem meus pais jamais foram tão autoritários. Como diz meu amigo Laszlo, o sujeito quando nasce não assina um contrato no qual estão discri&amp;shy;minados seus deveres. E se eu quiser morrer como nasci, sem dever algum? Quem o estado pensa que é para obrigar-me a qualquer coisa? Eu voto se eu quiser. Aí vem outro dizendo que eu poderia votar em branco ou nulo, que não sou obrigado a escolher ninguém. Também não quero ser obrigado a votar em branco ou nulo. Que medo é esse da livre determinação das pessoas? Que temem vocês, os contras? Alguns brasileiros apegaram-se a um textículo de um ame&amp;shy;ricano (na terra dele o voto é facultativo), no qual ele defende o voto obrigatório, dizendo que é um ato de cidadania. Mas eu tenho o direito de não ser cidadão de coisa alguma, se assim o desejar. E não votar também pode ser um ato de cidadania, uma demonstração de descontentamento contra os candida&amp;shy;tos, as opções colocadas ao eleitor, contra o sistema em si. O tal do ameri&amp;shy;cano termina dizendo que aprender a votar é um gosto adquirido, como apren&amp;shy;der a beber cerveja ou uísque: é preciso experimentar muitas vezes para ver como é bom. Tenho pena do idiota que se fia nas palavras de um bêbado. Um bêbado, quem fala uma coisa dessas. Comparar o voto à bebida... Se é preciso experimentar muitas vezes é porque não é bom. Se começa a achar bom beber, é porque já está viciado. Já está dependente dos efeitos anuladores da consci&amp;shy;ência, alteradores da mente, já não controla sua vontade...&lt;br /&gt;— Desse assunto vossa excelência entende horrores — aparteou um depu&amp;shy;tado mato-grossense.&lt;br /&gt;— Entendo perfeitamente, pois superei meu problema. E vossa excelên&amp;shy;cia? Prosseguindo: outros dizem que o voto facultativo possibilita o fim da democracia, uma vez que corre-se o risco de que toda a sociedade abra mão de votar. Isso poderia nos trazer o fascismo, o autoritarismo, enfim. Ora, se for o desejo das pessoas deixar de votar, deixar que qualquer um tome o po&amp;shy;der para si, azar dessa sociedade. Paciência. Se ela não quer democracia, que seja feita sua vontade. Mas na sociedade que nós queremos a participação popular será total. Vislumbramos um corpo social formado por indivíduos es&amp;shy;clarecidos, que sabem o que querem, que não deixariam que um energúmeno qualquer nos fizesse de marionetes. Não, meus colegas, não caiam nessas con&amp;shy;versas. Começaremos a melhorar a sociedade à medida que passemos mais res&amp;shy;ponsabilidade a ela. Para iniciar esse processo, temos que começar retirando a tutela do estado sobre o indivíduo. Para isso, podemos dar o pontapé ini&amp;shy;cial por intermédio do fim das obrigatoriedades. Fim do voto obrigatório, fim do serviço militar obrigatório, princípio cuja responsabilidade está a cargo do deputado Carvalho.&lt;br /&gt;— Acabou, deputado? — inquiriu o presidente da Câmara.&lt;br /&gt;— Não, vou defender agora minha emenda que prevê o fim do quociente eleitoral. É rápido. Obrigado. Somos contra o voto distrital, seja misto, seja puro. Para que mandar picuinhas de bairro, de município para cá? O Con&amp;shy;gresso é a casa das idéias e da fiscalização dos outros poderes da União. Temos que eleger os melhores. O quociente eleitoral é um instrumento inven&amp;shy;tado pelos grandes partidos a fim de eles próprios perpetuarem-se no poder, alcançando maioria das cadeiras legislativas. São partidos com mais visibi&amp;shy;lidade, maior tempo de exposição na mídia, maior espaço de tempo no horário gratuito em época de eleição. Naturalmente conseguem mais votos. E pela lei atual, o partido que, por exemplo, obtenha trinta mil votos terá cinco depu&amp;shy;tados eleitos, contra nenhum eleito de um partido que chegue à marca de 9.999 votos, no caso de quociente eleitoral de dez mil votos. Já houve casos de o candidato mais votado em determinado estado não ser eleito porque seu partido não alcançou o quociente eleitoral. Uma injustiça. Uma injustiça maior com as pessoas que votaram em peso naquele candidato prejudicado. O meu amigo Cariello apresentou emenda instituindo as candidaturas independen&amp;shy;tes. Para que elas se viabilizem, precisamos implantar o voto majoritário para as eleições legislativas. Virá para esta casa quem tiver mais votos, seja filiado a um partido ou não.&lt;br /&gt;— O nobre colega me permite um aparte? — solicitou elegantemente o deputado cearense Lóide Yussif.&lt;br /&gt;— Claro.&lt;br /&gt;— O fim do quociente eleitoral não ocasionaria a atomização dos parti&amp;shy;dos? E se vierem as candidaturas independentes, o quadro não se agravaria? Dificilmente o presidente teria a maioria para governar com tranqüilidade.&lt;br /&gt;— Pode nos achar ingênuos, deputado, mas previmos tudo. Alcançando sucesso em nossas inúmeras metas, chegaremos ao ponto em que os eleitores não enviarão para cá parlamentares dispostos a negociar seu apoio ou não ao governo em troca de favores clientelistas. O que vemos hoje é que os deputa&amp;shy;dos reúnem-se em gangues, vulgarmente chamadas de partidos, para saquear os cofres públicos, para obter cargos-chaves a seus próprios interesses, ou de seu grupo. O senhor teme que as negociações mesquinhas passem a ser feitas individualmente, dando mais trabalho ao presidente? Pois pode me chamar de ingênuo, mas espero que os deputados independentes votem de acordo ou não com o governo segundo sua própria consciência, segundo seu entendimento do que é bom ou ruim para a sociedade. É visualizando uma política nesse nível que apresento minha emendas e dou meu total apoio às emendas e projetos ori&amp;shy;undos das propostas originais de Laszlo Canto.&lt;br /&gt;— Nossa, parecia o próprio Laszlo falando — avaliou Feiberg Matias, ao cumprimentar Stein. — Vocês adotaram mesmo o pensamento dele, hein? La&amp;shy;vagem cerebral ou o quê?&lt;br /&gt;— Afinidade de idéias. Só que estou à vontade para discordar dele a qualquer momento. E nem por isso romperíamos. E você, Feiberg? Você é jovem. Por que fica preso a esses dogmas todos, a essas múmias vivas, ou quase?&lt;br /&gt;— Ainda acredito numa revolução operário-proletária, numa alternativa a vocês burgueses.&lt;br /&gt;— Que as asas da liberdade abram-se sobre você, meu filho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-7291291694570203900?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/7291291694570203900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/trecho-do-proscrito-o-partido-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7291291694570203900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/7291291694570203900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/trecho-do-proscrito-o-partido-do.html' title='TRECHO DO PROSCRITO &quot;O PARTIDO DO INDIVÍDUO&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6338339981176573069</id><published>2007-06-08T10:24:00.000-03:00</published><updated>2007-06-08T10:29:39.716-03:00</updated><title type='text'>FRASES SEM NEXO. OU NÃO?</title><content type='html'>• Em literatura tudo já foi inventado. Aliás, pela mesma pessoa: James Joyce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Toda sentença absoluta constitui-se em exagero. Inclusive a frase acima. Inclusive esta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Nem só de pão vive o homem. Não mesmo. Eu, por exemplo, não passo sem manteiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Segundo a velha máxima (de La Rochefoucald), a hipocrisia é a homenagem do vício à virtude. E o que dizer de outros, digamos, deslizes demasiadamente humanos? A inveja, por exemplo, pode ser meramente o resultado de um mal-entendido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6338339981176573069?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6338339981176573069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/frases-sem-nexo-ou-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6338339981176573069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6338339981176573069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/frases-sem-nexo-ou-no.html' title='FRASES SEM NEXO. OU NÃO?'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-8025873637571295361</id><published>2007-06-07T17:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-07T17:34:42.054-03:00</updated><title type='text'>A VOLTA DOS CONTOS DIALÉTICOS (NÃO QUE ALGUÉM ESTIVESSE COM SAUDADE DELES...)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;Irredutibilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Posso entrar, chefe?&lt;br /&gt;- Claro. O que aconteceu?&lt;br /&gt;- É... Temos... hã... um probleminha...&lt;br /&gt;- Deve ser um problemão, já que é raro você todos entrarem juntos na minha sala.&lt;br /&gt;- Lembra que hoje cedo nós demos aquela notícia que o senhor nos passou?&lt;br /&gt;- Da morte do Helvécio Marlos?&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Qual é o problema? Falaram mais alguma coisa? Não foi acidente? Há alguma possibilidade de assassinato?&lt;br /&gt;- Não é bem isso...&lt;br /&gt;- Falem, então, criaturas!&lt;br /&gt;- Ele ligou agora há pouco.&lt;br /&gt;- Ele quem? O assassino?&lt;br /&gt;- Não houve crime nenhum.&lt;br /&gt;- Então quem ligou?&lt;br /&gt;- O Helvécio.&lt;br /&gt;- Rar-rar-rá. Olha como estou rindo. Que piada “engraçada”, pessoal. Agora, por favor, saiam que eu tenho muito trabalho a fazer. E você, João, não devia estar no ar neste momento?&lt;br /&gt;- Eu coloquei umas músicas pra rodar. O Helvécio quer desmentir a notícia no ar. A gente veio perguntar como a gente deve fazer o desmentido. Ele quer que o senhor peça desculpas publicamente.&lt;br /&gt;- Peraí, peraí! Então é sério mesmo? Aquele cantorzinho de merda não morreu?&lt;br /&gt;- Não. A gente checou tudo e...&lt;br /&gt;- Mas eu recebi a informação de alguém de dentro da casa dele, minha fonte mais segura... Porra! Me pregaram uma peça!...&lt;br /&gt;- E agora, o que a gente faz, chefe?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Chefe... Chefe!&lt;br /&gt;- Ainda não acredito que me enganaram, aqueles filhos da... É o seguinte: não vamos desmentir porra nenhuma!&lt;br /&gt;- Como é, chefe?&lt;br /&gt;- É isso aí. Pra nós aquele bosta morreu, entendido?&lt;br /&gt;- Mas, chefe, todo mundo vai rir de nós. Como é que vai ficar nossa...&lt;br /&gt;- Foda-se o que vão falar de nós! E não quero que o nome daquela bicha seja mais citado por aqui! Nem que a música dele seja tocada! Vocês me entenderam?&lt;br /&gt;- Mas das dez músicas mais pedidas pelos ouvintes seis são dele...&lt;br /&gt;- Não interessa! Esse cara morreu pra nós!&lt;br /&gt;- E se ele não tiver nada a ver com essa brincadeira?&lt;br /&gt;- Não quero nem saber se teve ou não! Pra minha rádio ele não existe mais!&lt;br /&gt;- O senhor está de cabeça quente. Ninguém gosta de ser feito de bobo e...&lt;br /&gt;- Pois é! É isso! Ninguém me faz de palhaço! Assim esse povo aprende...&lt;br /&gt;- E o que eu falo no ar?&lt;br /&gt;- Nada. A gente segue nossa vida normalmente. Só que de agora em diante Helvécio Marlos não faz mais parte do nosso universo.&lt;br /&gt;- Desculpe-me, o senhor é o patrão, mas isso não existe.&lt;br /&gt;- Como não existe? Quem disse a famosa frase “Propriedade é roubo”?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Todo mundo acha que foi Marx, não é?&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Você sabe quem foi, né, Pipeta? Não respondeu, mas eu sei que pelo menos você sabe.&lt;br /&gt;- Sim, sei.&lt;br /&gt;- Você sabe também que a maioria dos “letrados” acha que a frase é de Marx, não é?&lt;br /&gt;- É...&lt;br /&gt;- Mas foi Proudhon quem a proferiu. Hoje quem sabe quem foi Proudhon? Mas todo mundo conhece Marx e até acha que foi ele que, além de ter dito essa frase, também inventou o comunismo e o socialismo.&lt;br /&gt;- E o que isso tem a ver com a “morte” do Helvécio?&lt;br /&gt;- Tudo, João, tudo! Isso significa que a verdade dos fatos não interessa! No fim sobra a versão dos vencedores e dos poderosos. E nesta rádio eu sou Stálin!&lt;br /&gt;- Tá bom, chefe. O Helvécio tá morto e enterrado.&lt;br /&gt;- E se ele processar a emissora?&lt;br /&gt;- E eu sou homem de ter medo de processo? Vou pra cadeia pro resto da vida, mas não ressuscito aquele projeto de artista!&lt;br /&gt;- E quando os ouvintes pedirem músicas dele?&lt;br /&gt;- Digam que ele só será tocado daqui a um ano, no primeiro aniversário de morte. E haverá homenagens a cada aniversário do falecimento do “grande artista”.&lt;br /&gt;- Tá bom, chefe.&lt;br /&gt;- “A ignorância jamais ajudou ninguém”.&lt;br /&gt;- O que você disse, Pipeta?&lt;br /&gt;- Nada. Quem disse foi Marx. E &lt;strong&gt;essa&lt;/strong&gt; frase é dele mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-8025873637571295361?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/8025873637571295361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/volta-dos-contos-dialticos-no-que-algum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8025873637571295361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/8025873637571295361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/06/volta-dos-contos-dialticos-no-que-algum.html' title='A VOLTA DOS CONTOS DIALÉTICOS (NÃO QUE ALGUÉM ESTIVESSE COM SAUDADE DELES...)'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1778072257173602431</id><published>2007-05-29T09:51:00.000-03:00</published><updated>2007-05-29T09:55:29.125-03:00</updated><title type='text'>CONSTATAÇÃO INEVITÁVEL</title><content type='html'>No quarto século antes de Cristo, Aristóteles de Samos, legítimo sucessor de Sócrates e Platão no topo do ranking da filosofia de sua época - e preceptor de um certo Alexandre, então príncipe da Macedônia -, escreveu que o homem é um animal político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivesse nos dias atuais, o ídolo de Tomás de Aquino talvez dissesse que &lt;strong&gt;alguns políticos são uns animais&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1778072257173602431?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1778072257173602431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/constatao-inevitvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1778072257173602431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1778072257173602431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/constatao-inevitvel.html' title='CONSTATAÇÃO INEVITÁVEL'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-3693282059451888706</id><published>2007-05-25T14:03:00.000-03:00</published><updated>2007-05-25T14:18:48.209-03:00</updated><title type='text'>'OTORIDADES' ESTÃO DESCONTROLADAS</title><content type='html'>Talvez experimentando um pavor inédito em suas vidas, nossos políticos e magistrados agora resolvem direcionar sua ira contra a Polícia Federal. Animais acuados mostram os dentes, todos sabemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas "otoridades" agoram querem punir policiais ou promotores que venham a vazar informações sobre inquéritos ou que promovam atos e prisões "abusivos". Seria ato falho pedir a cabeça dos que investigam em vez de pensar em meios para acabar com os fatos que geram tais investigações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reação dos poderosos dos três poderes (assim mesmo, com redundância) me faz mais uma vez dar razão a George Lucas, que, por meio do bom e velho mestre Yoda, disse que o medo leva ao ódio e o ódio, ao lado negro. No caso dos corruptos, que já têm residência fixa no lado negro, a reação raivosa já lhes é peculiar e é o que deles se espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Otoridades", não se desesperem. Vocês agora só estão se sentindo como a classe média nacional, que tem medo de sair de casa, que teme pelos filhos, que transformou suas moradas em fortalezas, que, enfim, perdeu o direito de ir e vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caros poderosos, agora vocês sabem como o povo se sente, especialmente os mais pobres, que vivem situação precária, que são obrigados a conviver com traficantes em favelas, que têm medo da polícia, que bate ou mata primeiro para perguntar depois, especialmente se o abordado for pardo ou negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que, da classe média para baixo, a população não tem poder para alterar leis em benefício próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-3693282059451888706?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/3693282059451888706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/otoridades-esto-descontroladas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3693282059451888706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/3693282059451888706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/otoridades-esto-descontroladas.html' title='&apos;OTORIDADES&apos; ESTÃO DESCONTROLADAS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5388594182353072874</id><published>2007-05-24T15:48:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T15:51:05.306-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E A GRANA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Velho Pratão, sabia que o serviço secreto português foi extinto?&lt;br /&gt;- Sabia não. Por quê?&lt;br /&gt;- Não só o serviço secreto, mas também todas as agências de inteligência.&lt;br /&gt;- Logo vi! Tu sabe que não gosto de piadas de português!&lt;br /&gt;- Calma, bicho...&lt;br /&gt;- Aliás, não gosto de nenhum tipo de piada étnica, racial, religiosa ou de humor negro.&lt;br /&gt;- Então tu não gosta mesmo é de piada, né não?&lt;br /&gt;- Vai...&lt;br /&gt;- Deixa eu completar a piada: diz que o motivo é a alta taxa de mortalidade dos agentes lusitanos. É impossível repor tanta gente em tão pouco tempo.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- “Por quê?”, você pergunta. Calma, eu respondo: “É a lei, ó pá! Nós agentes portugueses somos obrigados a nos identificar aos alvos de nossa investigação”.&lt;br /&gt;- Estou morrendo de rir.&lt;br /&gt;- “Muito, prazer, senhor traficante. Meu nome é Manoel Joaquim de Oliveira. Sou o agente da inteligência designado para me infiltrar sorrateiramente em vossa quadrilha com o fito de obter informações que venham a levar o senhor e seus comparsas para a prisão”.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- “E meu nome falso é Joaquim Manoel de Oliveira. &lt;em&gt;Favoire&lt;/em&gt; chamar-me por esse codinome”.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Tu é um pé no saco, sabia? Vou ali jogar na Megasena...&lt;br /&gt;- Escravo da natureza!&lt;br /&gt;- O quê? Quêqui tu falou?&lt;br /&gt;- Tudo que tu faz é obedecer cegamente à natureza. Como se não tivesse vontade própria.&lt;br /&gt;- Ah, não! Ah, não! De novo aquela merda? Porra, não posso nem fazer minha fezinha mais? Quêqui tem a ver apostar na loteria com ser escravo da natureza?&lt;br /&gt;- Tudo, meu caro. Tudo.&lt;br /&gt;- Então fala. Já contei minha piada. Agora conta a sua.&lt;br /&gt;- Veja bem: pra que você joga na loteria?&lt;br /&gt;- Pra ganhar muito dinheiro.&lt;br /&gt;- Pra quê?&lt;br /&gt;- Pra dar uma vida melhor pra minha família, pra parar de trabalhar pros outros, comprar uma casa melhor, um carro melhor, viajar...&lt;br /&gt;- Isso é o que você diz a si mesmo para tentar esconder o fato de que está apenas agindo por instinto, ou seja, sob ordens da natureza.&lt;br /&gt;- Ah, vai...&lt;br /&gt;- Calma, camaradinha. Sua vida já é boa: você e sua família vivem bem, seus filhos nunca passaram necessidades, muita gente sonha com seu emprego, sua casa é confortável, seu carro te leva pra onde tu quer e tu pode viajar de vez em quando (aliás, quem agüenta viver viajando?). Então pra que tu quer mais?&lt;br /&gt;- Então todo mundo é obrigado a se conformar com o que tem, com o que é, só pra não ser escravo da natureza? Tenha a santa paciência!&lt;br /&gt;- Eu não disse que todos devem se conformar. Só quero falar dos mecanismos que a natureza paciente e minuciosamente aperfeiçoou ao longo da evolução das espécies para que hoje, nesta ensolarada tarde, meu amigo Pipócrates tivesse o impulso de ir fazer sua fezinha. Não estou dizendo que Vossa Augusta Insolência está agindo de forma equivocada.&lt;br /&gt;- Então que o nobre FDP faça uma instrutiva explanação.&lt;br /&gt;- Obrigado. Então vamos lá: o grande lance da natureza é fazer com as espécies coloquem no topo de suas respectivas listas de prioridades a própria reprodução, sua perpetuação. Para que isso aconteça implantou nos seres uma irresistível compulsão pela cópula. Mais fortes fisicamente na maior parte do reino animal, os machos passaram a reivindicar o controle sobre o maior número de fêmeas possível ou aquelas mais apropriadas para a reprodução. Entre os seres humanos e outros bichos, as fêmeas também podem aceitar ou rejeitar parceiros. E elas, por motivos evolutivos, preferem aqueles que teriam melhores condições de sustentar a parceira (ou parceiras) e sua prole com maior eficiência. Sabendo disso, os homens sempre procuraram se apresentar como os mais fortes, os mais capazes, mais competentes na caça, na pesca. Daí surgiu a luta pelo poder. Quem conseguisse liderar a caverna poderia ter a mulher que desejasse. O mais capaz, o líder, também era o mais desejado pelo sexo oposto.&lt;br /&gt;- E o que isso tem a ver com minha loteria?&lt;br /&gt;- Ora, velho amigo... Como se obtém poder hoje em dia? Pelo dinheiro e pela política. Ou pelos dois ao mesmo tempo. E um leva à outra e vice-versa. Por que tanta ganância, tanta cobiça, tanta ânsia por ter, ter, ter?... Porque esse comportamento foi implantado pela mamãe natureza. Quantas mulheres não se jogam pra cima desses caras? É o velho jogo, camaradinha... É o velho jogo. Inconscientemente ou não, é o que acontece, velho.&lt;br /&gt;- Mas eu sou muito feliz com minha patroa. Não tô a fim de ficar rico pra pegar mulher e...&lt;br /&gt;- Eu sei, cara, eu sei... Mas o implante está aí, fincado no seu DNA, nos cantos mais recônditos do seu sistema límbico. Está em todos nós. Seu comportamento é condicionado por essa diretriz da natureza. Tu é um cachorrinho de Pavlov dela.&lt;br /&gt;- Então quer dizer que a corrupção deslavada tem a ver com a libido?&lt;br /&gt;- Tudo a ver, brother. Muita gente faz de tudo para ter. Ter dinheiro, ter poder. Mesmo que não pretenda espalhar seus genes, mas o condicionamento tá lá. Se as pessoas trabalhassem para controlar seus impulsos, se pelo menos tivessem consciência de que muitas vezes estão agindo como animais irracionais, por instinto, talvez não houvesse tanta bandidagem no mundo.&lt;br /&gt;- Os traficantes, os ladrões, os seqüestradores... Essa gente toda então age pra satisfazer seus instintos mais primitivos?&lt;br /&gt;- Podes crer.&lt;br /&gt;- Sei não. Só sei que vou fazer minha fezinha de qualquer jeito. E se eu ganhar, sabe o que mais eu quero fazer?&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- Vou mandar bater no Aristóteles.&lt;br /&gt;- Nisso eu concordo contigo.&lt;br /&gt;- Vou contratar um pessoal barra-pesada.&lt;br /&gt;- E pau no Totó!&lt;br /&gt;- É!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filósofos de rua em tempo integral, Pratão e Pipócrates discordam em tudo, mas um sentimento os une: o ódio a Aristóteles Omorris. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5388594182353072874?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5388594182353072874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/prato-pipcrates-e-grana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5388594182353072874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5388594182353072874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/prato-pipcrates-e-grana.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E A GRANA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-6071397226644659307</id><published>2007-05-23T14:35:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T14:36:31.057-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DE "O AMIGO DE PRAGA"</title><content type='html'>Dez dias depois de enviar uma resposta à sua avó, Dennis recebeu outra carta postada em Alto Paraíso. No envelope, por fora, estava escrito que a remetente era Matilde Campelo, mas constatou-se, depois de aberto o lacre, que quem assinava a carta era, para júbilo do destinatário, Etê. Emocionado, Dennis pôs-se a percorrer as linhas enfeitadas com uma letra firme e elegante, pequena, mas completamente legível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Salve, Dennis, grande amigo, virtual irmão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   "É com imenso prazer e inenarrável alegria que informo que foi assinada minha carta de alforria. Partiu ontem para destino incerto o tenente René Amarante. Segundo Prudente, o militar disse que a Aeronáutica estava literalmente esquecendo o caso, que iria adotar uma postura passiva, ou seja, de esperar pelos acontecimentos. Ótimo para mim, que pude ficar por mais que alguns minutos debaixo do Sol; que pude admirar sem receio as belezas da fazenda; que poderei conhecer novas pessoas.&lt;br /&gt;                   "Prudente disse-me que revelou a Juraci que era eu quem estava no aparelho acidentado. Não sei bem a razão, mas foi depois desse fato que Juraci passou a, digamos, evitar uma maior aproximação. Seu avô também instruiu-me a adotar a identidade de um jogador tcheco de vôlei. Decidi considerar-me um meio-de-rede, devido à minha avantajada altura. Pode notar que andei acompanhando eventos esportivos pela televisão.&lt;br /&gt;                   "Porém, algumas coisas vêm me intrigando, caro Dennis. Minha  mente é como que uma caçarola com uma água que nunca cessa de ferver, dominada que é por um batalhão de dúvidas. Quanto maior o volume de informações, mais indagações surgem. O saber só quer saber de saber mais.&lt;br /&gt;                   "Aqui vão alguns exemplos de minhas correntes inquietações:&lt;br /&gt;                   1) Havia mesmo a imperiosa necessidade de esconder-me das autoridades? Teoricamente não há ninguém mais habilitado que elas para descobrir quem eu sou. Se eu for um piloto de testes da Força Aérea Brasileira, pronto: estava desfeita a confusão. Se eu estivesse em missão para um país estrangeiro, as autoridades brasileiras providenciariam minha repatriação. Apresentei estas questões a Prudente. Ele tergiversou, hesitou e disse, sem convicção, que temia que a Aeronáutica dispensasse a mim um tratamento inadequado. Foi o que ele disse, embora com outras palavras. Com muitas outras palavras, aliás. Matilde disse que eles iriam encher-me de perguntas, às quais eu não poderia responder devido ao meu lastimável estado. Disse ainda que iriam drogar-me e enfiar-me num quarto de hospital com grades. Mas por que fariam uma coisa dessas? Por ter eu sofrido um acidente? Pelo que tenho lido, as vítimas de sinistros são tratadas com uma certa complacência, são cercadas de cuidado e atenção. Pedi a Prudente que me leve ao local da queda qualquer dia desses, agora que estamos livres de Renê. Ele limitou-se a perguntar 'pra quê, se não tem mais nada no local, se limparam a área?' Pedi que ao menos me ensinasse a direção, pois, como já lhe disse, a primeira coisa de que me lembro não é do aparelho acidentado, nem de como deixei o lugar. Ele ficou de pensar no assunto.&lt;br /&gt;                   2) Por que não ir à imprensa? Com a minha foto estampada nos jornais, nas revistas, na TV e em cartazes provavelmente ela seria vista por alguém que me conheceu durante o 'inverno da campanha de minha vida'. Prudente replicou com a óbvia resposta de que a Aeronáutica também tomaria conhecimento das fotos e então voltaríamos à primeira dúvida. Mas eu devo ter parentes como todo mundo, ou não? Matilde afirmou que, com certeza, minha memória voltará. Dessa forma eu mesmo procurarei minha família. Mas qual o estado emocional desses supostos parentes, que não sabem se estou vivo ou morto? Não teria sido melhor permanecer mudo e naquele estado de confusão mental do que ter consciência suficiente para atentar a tais interrogações?&lt;br /&gt;                   3) Sou só no mundo ou há outros como eu? Cada dia que passa essa pergunta toma mais conta dos meus pensamentos. Pois os dias vêm e vão e não consigo encontrar, nos livros ou na vida real, algo — ou alguém — que me seja similar, psíquica e fisiologicamente falando. Esta manhã mesmo eu resolvi ajudar Prudente e os rapazes com o leite que todos os dias eles levam para a cidade. Sozinho colocava com tranqüilidade dois galões cheios na caminhonete. Todos se espantaram, pois muitas vezes eram necessários dois homens para carregar um galão. Prudente disse a eles que eu era atleta. Foi então que um deles declarou que conhecia jogador de futebol que não era capaz de arrancar a rolha de uma garrafa. Uma hora mais tarde eu brincava com o cachorro dos garotos de Juraci. Jogava bem longe um pedaço de madeira e o alcançava antes que o próprio animal o fizesse. Isto tudo para pasmo dos 'expectadores'. Juninho me perguntou se era eu quem dera um 'pulão' na beira do córrego em determinada ocasião. Respondi que já pulei tanto que não me lembro de todos meus 'pulões' de forma individual.&lt;br /&gt;                   "Os exemplos acima expostos proporcionaram-me pelo menos uma conclusão. Uma, diga-se, dolorosa conclusão: vocês estão escondendo alguma coisa de mim. Um maior e não revelado aspecto da situação geral das coisas é a causa das respostas evasivas, insuficientes e proferidas em tom inseguro. Não sei exatamente o que escondem, apenas especulo. O fato é que pelo mundo afora não é corriqueiro encontrar pessoas como eu. Pelo que aprendi sobre a República Tcheca, por exemplo, os homens de lá não apresentam uma pele com a mesma textura da minha; eles não saltam até trinta metros partindo do chão; nem ficariam ilesos com a queda; não correm a cerca de noventa quilômetros por hora; não levantam um trator a um metro do chão. Como também aprendi que um tcheco, ou um europeu de modo geral, não difere cromossomicamente em nada de um africano ou de um asiático, que a pele é uma reles capa para proteger o corpo, não importa a cor; e que a igualdade entre os homens impera por baixo da pele, a conclusão a que cheguei é que não há muitos obstáculos que me impeçam de duvidar de minha humanidade.&lt;br /&gt;                   "Pesquisei em livros e enciclopédias se existe uma doença que deixe uma pessoa no meu estado. Pelo contrário, descobri por intermédio de minhas leituras que um dos maiores anseios do homem é o poder. As pessoas nunca estão satisfeitas com sua força, seja ela física, moral, econômica ou política. Por isso buscam todos os meios de aumentá-la, mesmo que o processo venha a prejudicar a outrem. Esta a causa da infelicidade que grassa no mundo. A vida do homem parece ser um vasto deserto de infelicidade salpicado de poucos oásis de felicidade em alguns pontos. Logo, amigo Dennis, não sou portador de nenhuma moléstia crônica, a menos que seja o precursor de uma nova doença, não catalogada pela medicina. O que sou, então?&lt;br /&gt;                   "Não levei estas conclusões aos seus avós. Sinto em seus olhos uma sincera e profunda boa vontade para comigo. Se vocês escondem alguma coisa, isto acontece porque vocês querem proteger-me. Não sei bem de quê. Nem quero falar de minhas cogitações, pois elas incluem hipóteses que vão do absurdo ao ridículo. Espero apenas que alguém me diga a verdade. Você, por exemplo. Será que se você me contar tudo o que sabe - ou o que acha que sabe - de alguma forma não estará me ajudando a recobrar meu passado? Ou vocês conhecem meu passado e ele é tão sujo, sórdido e condenável que merece permanecer enterrado?&lt;br /&gt;                   "São tantas dúvidas que é melhor eu ficar por aqui. Não quero implodir sua cabeça também. Mas mantenha a calma. Prometo que ficarei aqui a aguardá-lo, que não cometerei nenhuma loucura. Excetuando-se meu inferno interior, o inferno das questões indecifráveis, estou no paraíso. Adoro este lugar e sua gente. Prometo que o espero para julho. Palavra de honra, palavra de um cavaleiro tão magro e cabeçudo como o galante Dom Quixote de la Mancha. E você, como eu, deve ter lido que as palavras de um cavaleiro são mais sólidas que toda a solidez somada de todas as rochas do mundo.&lt;br /&gt;                   "Um abraço, não muito forte, de seu pálido amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Ernst Etevaldo Tchapek"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-6071397226644659307?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/6071397226644659307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/trecho-de-o-amigo-de-praga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6071397226644659307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/6071397226644659307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/trecho-de-o-amigo-de-praga.html' title='TRECHO DE &quot;O AMIGO DE PRAGA&quot;'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1402495069567006089</id><published>2007-05-18T13:42:00.000-03:00</published><updated>2007-05-18T13:45:10.068-03:00</updated><title type='text'>ARISTÓTELES OMORRIS - 18/5/2007</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O homem que iria ser santo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;         &lt;strong&gt;Monte, Sinai -&lt;/strong&gt; Certa vez, depois de mais um dia cansativo neste planeta atrasado (é duro ser um indivíduo muitas gerações à frente do seu tempo), em que tive de continuar fingindo ser apenas mais um ser superdotado na multidão (oh, que &lt;em&gt;stress&lt;/em&gt;! – estresse é para pobre), acabei recebendo um telefonema que serviu para colocar algum bálsamo benfazejo em meu coração.&lt;br /&gt;         Tratava-se de um apelo – uma quase-súplica – do Vaticano para que eu aceitasse ser canonizado pela Igreja Católica. Haveria uma bela cerimônia na Praça de São Pedro, com todas as pompas e circunstâncias possíveis, tudo aos olhos do mundo inteiro.&lt;br /&gt;         Ainda que relutantemente, aceitei. Comparado ao meu grau de evolução, um santo não passa de uma ameba ascética. Mas, magnânimo que sou, quis dar uma imensa alegria ao Sumo Pontífice e a todos os católicos da Terra. Afinal, não é todo dia que uma pessoa é canonizada em vida.&lt;br /&gt;         Chegando ao Vaticano, fui recebido pelo então seminarista Joseph Ratzinger. Imediatamente dois bufantes membros da Guarda Suíça me deram os braços e me carregaram para os aposentos papais. Certamente – pensei - fizeram tal ação para me poupar do cansaço proporcionado pelas caminhadas pelos gigantescos e intermináveis corredores da humilde morada do sucessor do pobre pescador Pedro.&lt;br /&gt;         Ao me ver, o Santo Padre foi logo ajoelhando-se (meus detratores dizem que naquele momento ele apenas escorregou na barra de suas modestas vestes. Favor não ligar para os invejosos). Depois de dizer algumas palavras em latim arcaico, o papa ordenou que todos fossem para fora, para a praça.&lt;br /&gt;         Lá os guardas me amarraram a uma cruz, colocada em um ponto mais elevado e cercada de palha cerca por todos os lados. Homens encapuzados e portando tochas subiram as escadas e se aproximaram de mim, enquanto o papa declarava a uma multidão ensandecida de felicidade: “Que seja consumado o processo de carbonização!”&lt;br /&gt;         Imediatamente eu sorri, tranqüilo e sereno (embora sentisse algo escorrendo pelas minhas pernas), e disse que estava havendo um engano. “Ao telefone me disseram que eu seria canonizado”, informei-lhes.&lt;br /&gt;         “Não, o senhor será carbonizado”, afirmou aos sussurros um dos homens da tocha, que logo percebi ser o jovem e simpático Ratzinger. Foi então que perdi a paciência e acabei revelando algumas de minhas atividades secretas, que sempre exerci em favor dos seres deste planeta. “Houve algum engano, Santo Padre! Meu nome é Aristóteles Omorris. Sou amigo dos maiores líderes deste mundo, os atuais governantes de Itália e Alemanha! Enquanto católico fervoroso, sou conselheiro especial da Opus Dei, uma espécie de Henry Kissinger do bem!”&lt;br /&gt;         O papa respondeu que não havia engano algum. Eu é que havia escutado mal. “A Igreja não queima ninguém há séculos, mas no seu caso abrimos uma exceção”, disse ele.&lt;br /&gt;         Resignado com meu destino de mártir, como uma futura Joana d’Arc de saias, ainda encontrei forças para amaldiçoar o titular deste blog e os sacripantas Pratão e Pipócrates, porque, tenho certeza, foram eles os responsáveis por aquela armação. Eles sempre desejaram – e ainda desejam – eliminar o objeto-mor de sua inveja. Enquanto eu existir, eles estarão cientes de sua pequenez.&lt;br /&gt;         Mas quando os portadores da tocha começaram a curvar-se para atear fogo na palha que me circundava, eis que um milagre aconteceu, a justiça divina fez-se presente. Deus não deixaria que tal crime fosse cometido contra um seu igual.&lt;br /&gt;         Alguém deu um recado ao papa, que de imediato chamou todos os seus acólitos para a sala de reuniões. Inclusive os homens da tocha. Mais tarde vim a descobrir o motivo: os espiões do Vaticano haviam acabado de saber que alguns canalhas estavam ajudando judeus a fugir para as Américas. Fugir do quê, eu não sei. Só sei que o papa ficou furioso e rapidamente passou a deliberar com sua cúpula modos de neutralizar ações ultrajantes como aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aristóteles Omorris foi coroinha por 23 anos, mais da metade dos quais gozando de enorme amizade com o padre Zequinha Perobus&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1402495069567006089?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1402495069567006089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/aristteles-omorris-1852007.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1402495069567006089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1402495069567006089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/aristteles-omorris-1852007.html' title='ARISTÓTELES OMORRIS - 18/5/2007'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-5620155583125846059</id><published>2007-05-10T21:35:00.000-03:00</published><updated>2007-05-10T21:37:07.682-03:00</updated><title type='text'>PRATÃO, PIPÓCRATES E O PAPA</title><content type='html'>- Ué, já voltou de São Paulo, Pipócrates?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Você está nervoso. O que foi? Não viu o papa?&lt;br /&gt;- Vi. Até conversei com ele.&lt;br /&gt;- Nossa! Então tu tinha que estar sorrindo até pros mendigos na rua.&lt;br /&gt;- Aquele canalha...&lt;br /&gt;- Que canalha?&lt;br /&gt;- O papa, lógico.&lt;br /&gt;- Não estou entendendo. O que ele te fez?&lt;br /&gt;- O maldito primeiro me recebeu com sorrisos. Depois, fechou a cara e me deu as costas. Tentei continuar falando com ele, mas os guarda-costas me empurraram.&lt;br /&gt;- Humm... Tô começando a entender... Que que tu aprontou, Pipócrates?&lt;br /&gt;- Nada demais...&lt;br /&gt;- Fala, porra!&lt;br /&gt;- Bom, eu cheguei no papa, beijei a mão dele, ele pôs a mão na minha cabeça, os troços de praxe, sabe?&lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Mas quando eu pedi pra ele abençoar a cópia do Alcorão que eu levava...&lt;br /&gt;- Ah, tenha a santa paciência!&lt;br /&gt;- Ele é que devia ter, pô!&lt;br /&gt;- Rarrarrá! Isso é que dá um camarada pertencer a cinco religiões ao mesmo tempo...&lt;br /&gt;- Calaboca, ateu dos infernos!&lt;br /&gt;- Você é cinco vezes marionete da natureza.&lt;br /&gt;- Ah, não! Aquela história de novo? O que aquela lorota de que não existe livre-arbítrio, de que todo mundo é escravo da natureza e blábláblá tem a ver com religião?&lt;br /&gt;- Tudo a ver. Tudíssimo!&lt;br /&gt;- Da outra vez tu comparou a gente com os animais irracionais. Pois bem: que outro bicho além do homem tem religião?&lt;br /&gt;- Nenhum. Porque somente o ser humano tem consciência de si, do outro e do universo que o cerca. Logo, ele tem consciência da morte. Logo, ele precisava desenvolver, guiado pela sórdida madrasta natureza, subterfúgios para justificar a continuidade da sua vida, enquanto indivíduo, e da humanidade. Logo, o medo da morte é o pai da religião.&lt;br /&gt;- Isso porque &lt;em&gt;você&lt;/em&gt; acha...&lt;br /&gt;- Qualquer um que pense sem amarras de qualquer tipo, sem idéias preconcebidas, sem preconceitos embutidos, qualquer um que pense livremente chegaria à mesma conclusão. O ser totalmente racional despreza todo tipo de superstição – religião incluída.&lt;br /&gt;- O ser totalmente racional é um filho da puta!&lt;br /&gt;- Induzido pela lei de perpetuação das espécies imposta pela natureza, o homem inventou deuses e religiões. Quando teve consciência de si e, logo depois, quando soube que iria morrer, ele precisou encontrar refúgio em algo fora da compreensão humana, algo que lhe desse motivação para continuar vivendo. Sabendo que pereceria, qual o sentido de prolongar a existência, de perpetuar a espécie?&lt;br /&gt;- Bullshit!&lt;br /&gt;- Foi assim que Deus nasceu. Foi assim que surgiram os mitos sobre o além-da-morte. Foi assim que surgiram a ética e a moral. Tudo invenção humana, inspirada pela natureza, para que o homem continuasse confortável com a idéia de viver. A mentira é a seguinte: “Viva, reproduza-se, comporte-se bem que você terá uma vida ainda melhor depois que morrer! Sim, a vida não acaba com a morte!”&lt;br /&gt;- Quer dizer que, em sua ignominiosa opinião, também a ética e a moral são parte do plano sinistro da natureza pra forçar o homem a fazer o que ela quer?&lt;br /&gt;- Claro que sim. Comportando-se bem, os homens não se matam totalmente uns aos outros e ficam disponíveis para perpetuar a espécie. Quanto mais gente viva, mais prole a caminho. Eis o grande plano da natureza. O grande lance é sobreviver para reproduzir.&lt;br /&gt;- Balela, pô! Foi cientificamente provado que pacientes que têm fé ou tenham quem reze por eles se recuperam com mais facilidade.&lt;br /&gt;- A fé nada mais é que um exercício inconsciente de auto-hipnose. A pessoa convence a si própria de que existe algo mais e, com isso, obtém bons resultados no aspecto mental, que, como se sabe, influencia o aspecto físico, por meio da química corporal. Em suma, a fé é um tipo de livro de auto-ajuda implantado na mente humana. Se ela for feliz com isso, tudo bem: ótimo, beleza. Aliás, isso é tudo o que a natureza quer.&lt;br /&gt;- Tu é um estraga-prazer do cacete! Quer dizer que tu não acredita em alma eterna, anjos, espíritos, ressurreição, reencarnação, nada?&lt;br /&gt;- Claro que não. Pensar sem nos deixar levar por nossos desejos nos leva a duvidar de tudo. É difícil de aceitar, pois a natureza atua fortemente na direção contrária. Ela quer nos fazer acreditar em algo mais. Mas tem um lado positivo nisso.&lt;br /&gt;- E qual é?&lt;br /&gt;- Sem reencarnação, ressurreição ou sobrevivência da alma, o mundo ficará livre do Aristóteles quando ele morrer.&lt;br /&gt;- Que beleza! Eu não tinha pensado nisso...&lt;br /&gt;- Pois é. Livre para sempre.&lt;br /&gt;- Vai com Deus, Totó!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Filósofos de rua em tempo integral, Pratão e Pipócrates discordam em tudo, mas um sentimento os une: o ódio a Aristóteles Omorris.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-5620155583125846059?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/5620155583125846059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/prato-pipcrates-e-o-papa.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5620155583125846059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/5620155583125846059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/prato-pipcrates-e-o-papa.html' title='PRATÃO, PIPÓCRATES E O PAPA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1292366992601382046</id><published>2007-05-04T16:04:00.000-03:00</published><updated>2007-05-04T16:15:59.014-03:00</updated><title type='text'>DUAS FRASES E UNS VERSINHOS</title><content type='html'>Era daqueles que diziam "desta água jamais beberei". Morreu de sede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo morrido por overdose de calmantes, no velório notaram-lhe rugas de aborrecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;CONTENTAI-VOS&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Vós não estais mortos&lt;br /&gt;Vós ainda ostentais consciência&lt;br /&gt;Vós tendes capacidade para fazer tanto&lt;br /&gt;Gozais de incontáveis possibilidades&lt;br /&gt;E ainda assim temeis tudo&lt;br /&gt;O ontem, o hoje e o amanhã&lt;br /&gt;Por isso não visiteis São Francisco&lt;br /&gt;Que, aflita e há muito,&lt;br /&gt;Espera pelo Big One&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1292366992601382046?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1292366992601382046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/duas-frases-e-uns-versinhos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1292366992601382046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1292366992601382046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/duas-frases-e-uns-versinhos.html' title='DUAS FRASES E UNS VERSINHOS'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-35622405781663610</id><published>2007-05-04T14:27:00.000-03:00</published><updated>2007-05-04T15:06:52.135-03:00</updated><title type='text'>SEÇÃO DELÍRIOS: OPERAÇÃO GÁVEA</title><content type='html'>A segunda edição da &lt;em&gt;Seção Delírios&lt;/em&gt; surgiu do desespero de ver meu time jogar em Montevidéu, há dois dias. Subitamente, brotou a sensação de que somente um gênio da lâmpada ou um investidor russo poderia dar jeito no Flamengo, o time de maior torcida do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que me aparecesse um magnata com fortuna semelhante à do Bill Gates, adorador do futebol. Disposto a investir na maior paixão esportiva do planeta, ele decide vir ao país do futebol. Nada mais natural que escolhesse o clube mais popular desse país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua proposta: comprar 11 jogadores, quaisquer que sejam eles, tenham o preço que tiverem, estejam onde estiverem e formar um supertime titular. O restante do elenco seria composto pelos melhores que ficassem no clube e mais grandes jogadores de outros clubes brasileiros. Em troca ele ficaria com os lucros obtidos com a venda de produtos ligados ao clube da Gávea pelo mundo afora. O que não seria pouco, haja vista o extenso rol de títulos que passaríamos a conquistar pelo universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Humildemente eu me ofereceria para escolher nossos atletas, levando em conta que, pelas leis futebolísticas brasileiras, somente três estrangeiros podem atuar ao mesmo tempo. Assim, contrataria apenas os três gringos da cota, pois não faria sentido trazer um não-nacional para esquentar o banco. Não sei... acho até que o técnico seria eu mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dinheiro na mão e liberdade para contratar, os 11 titulares do meu Super-Mengão seriam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Júlio César; Cicinho, Alex, Juan e Daniel Alves; Gerrard, Lampard, Kaká e Ronaldinho Gaúcho; Messi e Ronaldo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor goleiro do mundo é o italiano Buffon, mas eu não poderia queimar uma vaga para estrangeiro preenchendo uma posição em que o Brasil não é carente. Então prefiro trazer de volta o grande rubro-negro Júlio César, que é da Seleção, oras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lateral-esquerda resolvi escalar um lateral-direiro porque o mundo anda carente de bons jogadores na posição que já teve mestres como Júnior e Nilton Santos. Detalhe: estes dois são destros como o Daniel Alves, para quem eu tinha que arranjar um lugar no meu time sem ter que dispensar um Cicinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dupla de volantes, como você viu acima, é inglesa. Infelizmente, no Brasil, ainda não temos a cultura de utilizar volantes que não se limitam a marcar. O mundo praticamente já abandonou o chamado brucutu, o sujeito que fica à frente dos zagueiros distribuindo bordoadas, fazendo faltas perigosas, levando cartões e que, quando rouba a bola, volta a entregá-la ao adversário por não ter qualidade no passe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gerrard e Lampard são a melhor representação do jogador total: marcam com tenacidade, sem violência, e saem jogando com habilidade, ótimos passes e excelente visão de jogo. E ainda marcam muitos gols. Nessa categoria eu ainda poderia incluir o alemão Frings, os espanhóis Xavi e Fabregas, o francês Vieira e o italiano Pirlo. Entre os brasileiros, alguns volantes conseguiram superar o figurino brucutúnico, embora ainda não estejam no nível dos europeus citados: Mineiro, Josué, Tinga, Lucas e, em menor grau, Gilberto Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meio para a frente, junto aos brasileiros Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo (não tem artilheiro como o Fenômeno), só podia ser o Messi, que tem um potencial maior que o de Robinho, Cristiano Ronaldo e todos os outros segundos atacantes que surgiram nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, meu Mengão dos sonhos até que é extremamente mais ou menos, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos aos jogadores que comporão o restante do elenco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bruno, Diego, Léo Moura, Alex Silva, Miranda, Kléber, Lucas, Josué, Renato Augusto, Zé Roberto (Santos), Zé Roberto (Botafogo), Fernandão, Dagoberto e Araújo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Pronto. Agora é só esperar o tal investidor chegar, acertar as contratações e botar o time pra jogar. Em dezembro de 2008, espero estar no Japão, fazendo a final do Mundial com o Barcelona. Ou o Real Madrid. Ou o Chelsea. Ou o Milan. Não importa: quem vier vai perder de 4 a 0.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-35622405781663610?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/35622405781663610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/seo-delrios-operao-gvea.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/35622405781663610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/35622405781663610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/05/seo-delrios-operao-gvea.html' title='SEÇÃO DELÍRIOS: OPERAÇÃO GÁVEA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-1950310496369820357</id><published>2007-04-26T00:06:00.000-03:00</published><updated>2007-04-26T00:11:04.784-03:00</updated><title type='text'>POESIAPOESIAPOESIAPOESIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Só&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso escrever de um tudo&lt;br /&gt;Um minuto mais que não sobre espaço&lt;br /&gt;Para que se diga, que se ouça, que se pense;&lt;br /&gt;Nada antes ou além&lt;br /&gt;Posso fazer das pequenas coisas&lt;br /&gt;Algo bem maior, mais grandioso;&lt;br /&gt;Que não ofereça vácuos, lacunas ou brechas;&lt;br /&gt;Que desvie a atenção do feito&lt;br /&gt;Pra poder afirmar, defender, explanar,&lt;br /&gt;Dissertar e dizer&lt;br /&gt;Que bastantes coisas vão acontecer&lt;br /&gt;Realizar, concretizar, se fazer.&lt;br /&gt;Em algum lugar, tempo e espaço.&lt;br /&gt;Num dado especifico ou não momento&lt;br /&gt;Que magoas, tristezas, alegrias, sorrisos,&lt;br /&gt;Amores e essas coisas de sentimento&lt;br /&gt;Não se fazem em palavras, dizeres, frases,&lt;br /&gt;Canções e pensamentos&lt;br /&gt;São apenas maneiras que demonstram&lt;br /&gt;Expõem os verdadeiros fatos&lt;br /&gt;Não meça, cadastre, avalie o sentir que não seja por atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Carliane Soli&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28495831-1950310496369820357?l=fcabral.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fcabral.blogspot.com/feeds/1950310496369820357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/04/poesiapoesiapoesiapoesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1950310496369820357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28495831/posts/default/1950310496369820357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fcabral.blogspot.com/2007/04/poesiapoesiapoesiapoesia.html' title='POESIAPOESIAPOESIAPOESIA'/><author><name>Francisco Cabral</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03812340952219562126</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/574/3020/1600/FjacMaoQueixoLow.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28495831.post-4017612599555501990</id><published>2007-04-24T00:36:00.000-03:00</published><updated>2007-04-24T00:38:49.762-03:00</updated><title type='text'>TRECHO DE "A CONFRARIA DOS HOMENS DE BEM"</title><content type='html'>Abel percebeu a animosidade dos colegas, mas pouco se importou. Se sou&amp;shy;bessem o que estava passando, talvez se solidarizassem com ele. No meio da manhã seguinte foi ao encontro do padre Silvano, um homem de meia idade, fartos cabelos negros salpicados de fios prateados e grandes óculos que não escondiam os olhos alegres. Sem batina, o religioso estava relaxadamente acomodado na primeira fileira de bancos de sua pequena, modesta e suburbana igreja. Desde criança Abel não entrava num templo católico, a não ser para prestigiar algum casamento de seus “amiguinhos engomados”. Depois de um rápido olhar pelo ambiente vazio, pelas imagens, dirigiu-se celeremente até o padre.&lt;br /&gt;            — Silvano da Silva, seu criado. Sou a redundância em pessoa. Se sou silvano, evidentemente sou da silva. Um pleonasmo ambulante. Você parece um tanto quanto deslocado. Não freqüenta missa? Qual a sua religião?&lt;br /&gt;            — Jornalista não vai a igreja.&lt;br /&gt;            — Você é divertido, meu caro. Mas você não disse nenhum absurdo. Não conheço nenhum jornalista devoto. Faz algum sentido. O jornalista deve bus&amp;shy;car sempre a imparcialidade. Pensando bem, mesmo os tendenciosos não rezam. Bem... Então o que o aflige, jovem Abel? O que sua família achou da novida&amp;shy;de?&lt;br /&gt;            — Não contei nada a ela.&lt;br /&gt;            — Como não?&lt;br /&gt;            — Eles só vão notar algo diferente quando eu me mudar, quando sair de casa.&lt;br /&gt;            — Por que tanta crueldade para com os seus?&lt;br /&gt;            — Crueldade? Você é um padre assassino e o cruel sou eu?&lt;br /&gt;            — Há assassinatos que não são cruéis. Houve crueldade para com os na&amp;shy;zistas condenados à morte em Nuremberg? Os nazistas mataram seis milhões de judeus em poucos anos. Estima-se que a corrupção brasileira dizime seis mi&amp;shy;lhões de pessoas, de todas as raças, idades e religiões, a cada dois anos. E este número tende a aumentar. Tenderia.&lt;br /&gt;            — Não é a mesma coisa. Hitler planejou tudo, houve premeditação nos crimes nazistas, tortura, trabalhos forçados, tudo de pior que o ser humano pode oferecer.&lt;br /&gt;            — Ah, então você está insinuando que são menos graves os crimes in&amp;shy;conscientes? Pelo contrário, jovem Abel. Ao crime em si juntam-se a inconse&amp;shy;qüência, a irresponsabilidade e o desdém. Saiba, no entanto, que já fui como você, filho. Mas eles me convenceram, fizeram-me ver a verdade. Os indigna&amp;shy;dos, se quiserem suprimir a causa de sua indignação, devem estar preparados para sujar as mãos. Nem que seja de sangue. Mas não pense que sou insensível. A maioria de nós é insensível. Eu não.&lt;br /&gt;            Calado, Abel observou as lágrimas descerem pelo rosto do padre.&lt;br /&gt;            — Eu tenho remorsos, sabe? Acha que aprecio o que faço? Morro de re&amp;shy;morsos. Não como homem da igreja, mas como homem de bem. Moral e eticamente estou no inferno. Pessoalmente tenho sérias dúvidas quanto à existência de Deus, essas coisas. Peço perdão por essas lágrimas. Diz o rifão que homens não choram; mas homens de bem sim.&lt;br /&gt;            — Você é padre e não acredita em Deus?&lt;br /&gt;            — Não é maravilhoso? O fato é que eu acreditava. Tornei-me padre por absoluta vocação. Mas o tempo, as letras, a meditação, os confrades... Tudo isso mudou meu pensamento. Onde havia fé agora há dúvidas. Posso ser ateu, mas continuo cristão. Mesmo que Jesus não tenha passado de um reles homem, ele foi um homem extraordinário. Não vejo por que não o venerar e seguir seu exemplo. Era ele o homem que dizia estar trazendo a espada, não a paz. E você, meu jovem?&lt;br /&gt;            — Penso, logo não acredito. Ou, como reza o clichê, sou ateu, graças a Deus.&lt;br /&gt;            — No entanto, sofre de remorsos, é dilacerado pela dúvida a respeito de seus últimos atos. Você é bom, embora não o admita. Poderíamos ser o embrião de um grupo, os “ateus de Cristo”. Não existem os Atletas de Cristo?&lt;br /&gt;            — Não foi Freud que disse que a religião é uma imbecilidade infantil da humanidade?&lt;br /&gt;            — Doença. “Doença infantil da humanidade”. Tudo o que já disseram sobre a religião é verdade, mas ela é imprescindivelmente necessária. Claro que Durkheim estava certo quando de&amp;shy;clarou que a religião é o mais primitivo dos fenômenos sociais. Se fosse político perderia qualquer eleição, pois disse ainda que a religião é a ci&amp;shy;ência dos povos sem ciência ou das coisas das quais a ciência não é feita. Posso citar também Feuerbach, que sutilmente disse que a religião é o sonho do espírito humano; e que a religião é a essência infantil da humanidade. Posso ser mais violento e dizer com Robespierre que os padres criaram Deus à imagem deles. E é o que cada religião, seita, doutrina faz. Mas imagine um mundo sem religião. Nós os conscientes, cultos e instruídos podemos passar sem ela; mas a massiva ralé...&lt;br /&gt;            — Você acha que o populacho se consideraria desimpedido, que o caos reinaria...&lt;br /&gt;            — Como disse Ivan Karamazov, se Deus não existe...&lt;br /&gt;            — Creio que sem religião o ser humano teria se entregado a si mesmo; teria buscado uma maneira mais racional e científica de viver.&lt;br /&gt;            — Vejo que o Benício fez sua cabeça.&lt;br /&gt;            — Eu já pensava assim antes. Para mim, a religião sempre foi um substi&amp;shy;tuto para a consciência, um meio de o homem fugir de suas próprias responsa&amp;shy;bilidades, uma maneira de perpetuar a inconseqüência. Por exemplo: o confes&amp;shy;sionário católico nada mais é que um lavajato de almas. O indivíduo suja-se de maus atos, vai ao padre, limpa-se e, voilá, está pronto para sujar-se de novo. E sua vida (e dos que o cercam) não melhora. O protestante vai ao tem&amp;shy;plo, toma parte de uma catarse coletiva e volta para casa. No dia seguinte está dando cheque sem fundo, cometendo adultério etc. Mais fácil ter uma religião que uma consciência. Ser reto e honesto por princípio não dá tanto prazer do que ser religioso e canalha.&lt;br /&gt;            — Mas no mundo real as religiões são os calmantes da humanidade. Por isso deve-se respeitar os sacerdotes, pois são eles os aplicadores desse calmante. Mesmo aqueles libertos da superstição chamada Deus, como eu.&lt;br /&gt;            — Por que, mesmo deixando de acreditar, você continuou padre?&lt;br /&gt;            — É um ótimo emprego. Dou um lenitivo à massa inculta, tenho casa, comida, roupa lavada, algumas regalias e ainda recebo salário por isso. Além do que é uma boa fachada. Quem suspeitaria que o bom padre Silvano de&amp;shy;cide a vida e a morte de outros seres humanos?&lt;br /&gt;            — Não sei... Vocês são... são repletos de incoerências.&lt;br /&gt;            — Porque somos diferentes. Nosso único ponto em comum é a revolta. E a coragem para agir. Sabe como o Nino me convenceu a ser um confrade? Fazendo-me ver. Literalmente. Venha comigo. Vamos dar um passeio.&lt;br /&gt;            Embarcaram no humilde carro do padre. Não foi preciso rodar mais que meia hora para que atingissem o primeiro dos objetivos do clérigo.&lt;br /&gt;            — Sinta o perfume da pobreza, Abel. Isto é uma favela. Garotos brincando descalços sobre esgoto a céu aberto. “Casas”, entre aspas, diga-se, de madeira, pouco inferiores a casas de alvenaria para as quais três cômodos é luxo. Com uma comissão recebida por um deputado para que inclua determinada obra no orçamento federal, seria possível construir residências decentes para toda essa gente daqui. E sobraria dinheiro para asfalto e sa&amp;shy;neamento básico. Mas a quantia que aliviaria o sofrimento de milhares vai para o bolso de uma só pessoa, para satisfação de seu prazer acumulativo. Já tinha vindo a uma favela, Abel?&lt;br /&gt;            — Não. Sempre procurei evitar ao máximo que entrasse pelas minhas na&amp;shy;rinas o perfume da pobreza.&lt;br /&gt;            — Mas mesmo os elitistas se comovem. Aconteceu com alguns dos confra&amp;shy;des que eram elitistas cínicos. Vamos agora a um local onde os inocentes são abatidos diariamente pela incúria daqueles cuja responsabilidade seria pro&amp;shy;ver o bem-estar à população.&lt;br /&gt;            Em pouco tempo chegaram ao hospital público mais próximo. Ainda que de forma relutante Abel aceitou o convite para descer do carro e conhecer as instalações do prédio.&lt;br /&gt;            — Veja, Abel, um homem estirado no chão do corredor — foram até o paciente, que tomava soro. — Meu amigo, não há um leito para você?&lt;br /&gt;            — Não tem não, senhor — sussurrou o doente. — Não tem cama nem médi&amp;shy;co. Uma enfermeira é que resolveu me dar soro. Acho que ela salvou minha vida.&lt;br /&gt;            — Foi Deus que a mandou, meu filho. Agora descanse. Vê só, Abel? Sabe qual a causa dessa sua cara de nojo? A insensibilidade dos poderosos deste país. A cobiça, a maldade, a insensatez, a sede de poder. São imorais, amo&amp;shy;rais, aéticos quando se trata de angariar benefícios para eles mesmos. Enca&amp;shy;ram o assalto ao erário como uma forma fácil de atingir seus objetivos pecu&amp;shy;niários. Não se importam com a conseqüência de seus atos. Por aqui morre-se à toa. Crianças morrem de problemas por que não passam filhos de políticos; mulheres morrem antes, durante e depois do parto; pacientes são transferidos por falta de leito e morrem no caminho; médicos são raros por aqui porque ganham pouco e devem ter três ou quatro empregos para manter um padrão de vida razoável. Quantos hospitais poderiam ser construídos com as fortunas usadas para socorrer bancos falidos? Quanto mais poderíamos pagar aos médi&amp;shy;cos se o dinheiro para isso não fosse para o bolso de funcionários corruptos ou para os fundos de pensão das estatais? Os poderosos estão nos negando a civilização, Abel. Transitamos entre civilização e barbárie continuamente. Poderíamos viver apenas em civilização se não fossem as frutas podres de nossa cesta. Alguns poucos matam milhões todos os anos, Abel. E da pior ma&amp;shy;neira possível. É uma tortura coletiva. Deixam essa gente pobre morrer aos poucos, a definhar, ou ser pega pela onda de violência. Tiram-lhes um futuro melhor, pois ficam com o dinheiro que iria para a educação, por exemplo. Então resta-lhes as drogas, o crime, a sarjeta, a vida vegetal. Como você queria que não nos revoltássemos? Apenas resolvemos tentar dar um fim a esse genocídio. A solução paliativa é eliminar os genocidas. Mas também temos planos para que surja um homem melhor no futuro, uma geração diferente, evo&amp;shy;luída. No tempo certo você conhecerá esses planos. Queremos um mundo em que você não tenha mais de tapar o nariz.&lt;br /&gt;            Apoiando-se na parede do corredor, Abel ficou mudo por alguns minutos. Apaticamente acompanhava o movimento do hospital.&lt;br /&gt;            — Sinceramente, Abel, aquela gente merece ou não o tratamento que a Confraria está lhe dispensando?&lt;br /&gt;            — Acho... Acho que sim — balbuciou Abel depois de alguns segundos. — Eles devem pagar. Deve haver justiça. De alguma forma.&lt;br /&gt;            Já na casa do padre, Abel ganhou um consolador copo d’água.&lt;br /&gt;            — Tenho a impressão de que nunca mais vou me livrar desse cheiro de formol.&lt;br /&gt;            — Abel, semana que vem um funcionário público, chefe de uma quadrilha que cobra propina para apressar certos trâmites, receberá uma letal dose de justiça. É o início de uma nova etapa. O que você acha?&lt;br /&gt;            Um frio percorreu a espinha de Abel. Não sabia o verdadeiro significado daquele “o que você acha?” Que importava o que ele achava?&lt;br /&gt;            — Bom, que se faça justiça, santo padre. Muita desfaçatez dessa gente querer ganhar duas vezes para realizar seu trabalho. Mas por que pegar esses peixes pequenos?&lt;br /&gt;            — Você sugere que partamos logo para a caça aos grandes tubarões?&lt;br /&gt;            — Os políticos são os maiores patrocinadores do genocídio. Eles é que mentem para chegar à posição em que podem cometer seus crimes mais comoda&amp;shy;mente. São eles que fazem o contrário daquilo para o qual foram eleitos. São piores que os nazistas, já que não fazem distinção de raça.&lt;br /&gt;            — Você acha que é atenuante discriminar uma raça?&lt;br /&gt;            — Na verdade nem sei mais o que estou falando. Mais água, por favor.&lt;br /&gt;            — Acha que devemos partir já para os mais poderosos, para que eles sirvam de exemplo para os bagrinhos?&lt;br /&gt;            — Seria mais aconselhável. Não estaria na hora também de vocês começa&amp;shy;rem a assumir a autoria dos atentados? Seria a
